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domingo, 26 de abril de 2009

Moisés — Libertador de Israel

Moisés — Libertador de Israel
Moisés e Arão eram agora as figuras-chaves numa ‘batalha de deuses’. Faraó, nas pessoas dos sacerdotes-magos, cujos chefes evidentemente se chamavam Janes e Jambres (2Ti 3:8), convocou o poder de todos os deuses do Egito contra o poder de Yehowah. O primeiro milagre que Arão realizou perante Faraó, sob a direção de Moisés, mostrou a supremacia de Yehowah sobre os deuses do Egito, embora Faraó se tornasse ainda mais obstinado. (Êx 7:8-13) Mais tarde, quando ocorreu a terceira praga, até mesmo os sacerdotes se viram obrigados a admitir: “É o dedo de Deus!” E foram tão severamente afligidos pela praga dos furúnculos, que não conseguiram comparecer perante Faraó para se opor a Moisés durante esta praga. — Êx 8:16-19; 9:10-12.

Pragas causam abrandamento e endurecimento. Moisés e Arão tornaram-se os anunciadores de cada uma das Dez Pragas. As pragas ocorreram conforme anunciadas, comprovando a comissão de Moisés como representante de Yehowah. O nome de Deus foi declarado e muito comentado no Egito, realizando tanto um abrandamento como um endurecimento para com este nome — abrandando os israelitas e alguns dos egípcios; endurecendo Faraó, e seus conselheiros e apoiadores. (Êx 9:16; 11:10; 12:29-39) Em vez de os egípcios crerem que haviam ofendido os seus deuses, eles sabiam que era Yehowah quem julgava os deuses deles. Depois de a nona praga ter sido executada, Moisés também já se tornara “muito grande na terra do Egito aos olhos dos servos de Faraó e aos olhos do povo”. — Êx 11:3.

Houve também uma notável mudança nos homens de Israel. Primeiro haviam aceitado as credenciais de Moisés, mas, depois de sofrerem condições de trabalho mais duras, às ordens de Faraó, queixaram-se de Moisés, a ponto de que este, desanimado, apelou para Yehowah. (Êx 4:29-31; 5:19-23) Naquela ocasião, o Altíssimo fortaleceu-o por lhe revelar que Ele ia agora cumprir aquilo que Abraão, Isaque e Jacó haviam aguardado, a saber, a plena revelação do significado do Seu nome, Yehowah, por libertar Israel e estabelecê-lo como grande nação na Terra da Promessa. (Êx 6:1-8) Mesmo assim, os homens de Israel não deram ouvidos a Moisés. Mas agora, depois da nona praga, deram-lhe sólido apoio, cooperando de modo que, depois da décima praga, ele pôde organizá-los e guiá-los para saírem de modo ordeiro, “em formação de batalha”. — Êx 13:18.

Coragem e fé necessárias para enfrentar Faraó. Foi só na força de Yehowah e devido à operação do Seu espírito sobre eles que Moisés e Arão se mostraram à altura da tarefa que se lhes dera. Imagine a corte de Faraó, o rei da indisputada potência mundial daquele tempo. Havia ali um esplendor sem paralelo, achando-se o altivo Faraó, supostamente ele mesmo um deus, cercado por seus conselheiros, comandantes militares, guardas e escravos. Ademais, havia ali os líderes religiosos, os sacerdotes-magos, os principais opositores de Moisés. Estes homens, além do próprio Faraó, eram os mais poderosos no domínio. Todo este aparato impressionante estava alinhado para apoiar Faraó em endosso dos deuses do Egito. E Moisés e Arão compareceram perante Faraó, não uma vez, mas muitas vezes, o coração de Faraó endurecendo-se cada vez mais, porque ele estava decidido a manter seus valiosos escravos hebreus sob a sua dominação. Na realidade, Moisés e Arão, depois de anunciarem a oitava praga, foram expulsos de diante de Faraó, e depois da nona praga, ordenou-se-lhes que não tentassem ver novamente a face de Faraó, sob pena de morte. — Êx 10:11, 28.

Com isso em mente, torna-se bem compreensível que Moisés apelasse diversas vezes a Deus, pedindo revigoramento e força. Mas, é preciso notar que ele nunca deixou de cumprir ao pé da letra aquilo que Deus lhe mandou fazer. Nunca tirou uma só palavra do que Deus lhe mandou dizer a Faraó, e a liderança de Moisés era tal que, por ocasião da décima praga, “todos os filhos de Israel fizeram assim como Yehowah ordenara a Moisés e a Arão. Fizeram exatamente assim”. (Êx 12:50) Moisés é apresentado aos cristãos como exemplo de notável fé. O apóstolo Paulo diz a respeito dele: “Pela fé abandonou o Egito, mas sem temer a ira do rei, porque permanecia constante como que vendo Aquele que é invisível.” — He 11:27.

Antes da décima praga, Moisés teve o privilégio de instituir a Páscoa. (Êx 12:1-16) Junto ao mar Vermelho, Moisés teve de enfrentar mais queixas do povo, que parecia encurralado e prestes a ser massacrado. Mas ele expressou a fé dum verdadeiro líder sob a poderosa mão de Yehowah, assegurando a Israel que Deus destruiria o perseguidor exército egípcio. Nesta crise, ele aparentemente clamou a Deus, porque Este lhe disse: “Por que persistes em clamar a mim?” Deus ordenou então que Moisés erguesse seu bastão e estendesse a mão sobre o mar, partindo-o. (Êx 14:10-18) Séculos mais tarde, o apóstolo Paulo disse a respeito da subsequente travessia do mar Vermelho por Israel: “Os nossos antepassados estiveram todos debaixo da nuvem e todos passaram pelo mar, e todos foram batizados em Moisés, por meio da nuvem e do mar.” (1Co 10:1, 2) Foi Yehowah quem fez o batismo. A fim de serem livrados dos seus perseguidores assassinos, os antepassados judeus tiveram de unir-se a Moisés qual cabeça e seguir a liderança dele, ao passo que os guiou através do mar. Na realidade, toda a congregação de Israel foi assim imersa no libertador e líder Moisés.
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