segunda-feira, 27 de abril de 2009

Posted by Eduardo G. Junior In , , | No comments
CRISTO, TIPOLOGIA, MOISÉS, ESTUDO
Prefigurou Jesus Cristo. Jesus Cristo tornou claro que Moisés escrevera sobre ele, pois, em certa ocasião, ele disse aos seus oponentes: “Se acreditásseis em Moisés, teríeis acreditado em mim, porque este escreveu a meu respeito.” (Jo 5:46) “Principiando por Moisés e por todos os Profetas”, quando estava em companhia dos seus discípulos, Jesus “interpretou-lhes em todas as Escrituras as coisas referentes a si mesmo”. — Lu 24:27, 44; veja também Jo 1:45.

Entre as coisas que Moisés escreveu a respeito de Cristo Jesus estão as palavras de Yehowah: “Suscitar-lhes-ei do meio dos seus irmãos um profeta semelhante a ti; e deveras porei as minhas palavras na sua boca e ele certamente lhes falará tudo o que eu lhe mandar.” (De 18:18, 19) O apóstolo Pedro, citando esta profecia, não deixou dúvida de que se referia a Jesus Cristo. — At 3:19-23.

Na cena da transfiguração, que se permitiu que Pedro, Tiago e João vissem, Moisés e Elias foram observados falando com Jesus. Em Moisés, os três apóstolos veriam representado o pacto da Lei, o arranjo teocrático da congregação, a libertação da nação, e de ela ser transferida em segurança para a Terra da Promessa. De modo que a visão indicava que Jesus Cristo faria uma obra semelhante à de Moisés, porém maior; também a aparição visionária de Elias mostrava que Jesus faria uma obra semelhante à de Elias, mas em escala maior. Ali se manifestou claramente que o Filho de Deus deveras era o ‘profeta maior do que Moisés’, e digno do título de Messias. — Mt 17:1-3.

De muitas maneiras, havia uma correspondência pictórica entre estes dois grandes profetas, Moisés e Jesus Cristo. Na infância, ambos escaparam da matança em massa ordenada pelos respectivos governantes do seu tempo. (Êx 1:22; 2:1-10; Mt 2:13-18) Moisés foi chamado para fora do Egito junto com o “primogênito” de Yehowah, a nação de Israel, sendo o líder desta nação. Jesus foi chamado do Egito como primogênito de Deus. (Êx 4:22, 23; Os 11:1; Mt 2:15, 19-21) Ambos jejuaram 40 dias em lugares ermos. (Êx 34:28; Mt 4:1, 2) Ambos vieram em nome de Yehowah, sendo que o nome do próprio Jesus significa “Jeová É Salvação”. (Êx 3:13-16; Mt 1:21; Jo 5:43) Jesus, igual a Moisés, ‘declarou o nome de Yehowah. (De 32:3; Jo 17:6, 26) Ambos demonstraram extraordinária mansidão e humildade. (Núm 12:3; Mt 11:28-30) Ambos possuíam as mais convincentes credenciais para mostrar que foram enviados por Deus — espantosos milagres de muitos tipos, indo Jesus Cristo mais longe do que Moisés por ressuscitar pessoas mortas. — Êx 14:21-31; Sal 78:12-54; Mt 11:5; Mr 5:38-43; Lu 7:11-15, 18-23.

Moisés foi o mediador do pacto da Lei entre Deus e a nação de Israel. Jesus foi o Mediador do novo pacto entre Deus e a “nação santa”, o espiritual “Israel de Deus”. (1Pe 2:9; Gál 6:16; Êx 19:3-9; Lu 22:20; He 8:6; 9:15) Ambos serviram como juízes, legisladores e líderes. (Êx 18:13; 32:34; Da 9:25; Mal 4:4; Mt 23:10; Jo 5:22, 23; 13:34; 15:10) Moisés foi encarregado da administração da ‘casa de Deus’, isto é, da nação, ou congregação, de Israel, e mostrou-se fiel nisso. Jesus mostrou sua fidelidade sobre a casa de Deus, que ele, como Filho de Deus, construíra, a saber, a nação, ou congregação, do Israel espiritual. (Núm 12:7; He 3:2-6) E, mesmo na morte, havia um paralelo: Deus deu fim ao corpo tanto de Moisés como de Jesus. — De 34:5, 6; At 2:31; Ju 9.

Perto do fim dos 40 anos de peregrinação de Moisés no ermo, enquanto pastoreava o rebanho de seu sogro, o anjo de Deus fez para ele uma manifestação milagrosa na chama dum espinheiro, ao sopé do monte Horebe. Yehowah comissionou-o ali para libertar Seu povo do Egito. (Êx 3:1-15) Assim, Deus designou Moisés Seu profeta e representante, e Moisés podia então corretamente ser chamado de ungido, ou “Cristo”. Para poder alcançar esta posição privilegiada, Moisés teve de renunciar aos “tesouros do Egito” e permitir “ser maltratado com o povo de Deus”, sofrendo assim vitupério. No entanto, para Moisés, tal “vitupério do Cristo” era riqueza maior do que toda a opulência do Egito. — He 11:24-26.

Em Jesus Cristo encontramos um paralelo disso. Segundo o anúncio do anjo por ocasião do seu nascimento em Belém, ele se havia de tornar “um Salvador, que é Cristo, o Senhor”. Tornou-se Cristo, ou Ungido, depois de o profeta João o ter batizado no rio Jordão. (Lu 2:10, 11; 3:21-23; 4:16-21) Após isso, ele admitiu que era “o Cristo”, ou Messias. (Mt 16:16, 17; Mr 14:61, 62; Jo 4:25, 26) Também Jesus Cristo manteve os olhos fixos no prêmio e desprezou a vergonha que os homens lançavam sobre ele, assim como Moisés fizera. (Fil 2:8, 9; He 12:2) É neste Moisés Maior que a congregação israelita cristã é batizada — em Jesus Cristo, o predito Profeta, Libertador e Líder. — 1Co 10:1, 2.

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