sexta-feira, 15 de maio de 2009

Postado por Eduardo G. Junior Em , | No comments

APÓSTOLO, SIGNIFICADO, ESTUDO BÍBLICO, TEOLOGIA
A nossa palavra APÓSTOLOS vem através da palavra grega απόστολος, deriva do verbo comum, apostéllo, que significa simplesmente “enviar (ou despachar)”. (Mt 10:5; Mr 11:3) Seu sentido básico é claramente ilustrado na declaração de Jesus: “O escravo não é maior do que o seu amo, nem é o enviado [apóstolos] maior do que aquele que o enviou.” (Jo 13:16) Neste sentido, a palavra também se aplica a Cristo Jesus como o “apóstolo e sumo sacerdote que confessamos”. (He 3:1; compare isso com Mt 10:40; 15:24; Lu 4:18, 43; 9:48; 10:16; Jo 3:17; 5:36, 38; 6:29, 57; 7:29; 8:42; 10:36; 11:42; 17:3, 8, 18, 21-25; 20:21.) Jesus foi enviado por Deus como seu representante designado e comissionado.

O termo é mormente aplicado, porém, aos discípulos a quem Jesus pessoalmente escolheu como corpo de 12 representantes designados. Os nomes dos doze originalmente escolhidos são fornecidos em Mateus 10:2-4; Marcos 3:16-19 e Lucas 6:13-16. Um dos 12 originais, Judas Iscariotes, mostrou-se traidor, destarte cumprindo profecias anteriores. (Sal 41:9; 109:8) Os restantes 11 apóstolos fiéis são de novo alistados em Atos 1:13.

Alguns dos apóstolos tinham sido discípulos de João, o Batizador, antes de se tornarem discípulos de Jesus. (Jo 1:35-42) Onze deles eram evidentemente galileus (At 2:7), sendo Judas Iscariotes considerado o único da Judéia. Pertenciam à classe operária; quatro eram definitivamente pescadores de profissão; um deles tinha sido cobrador de impostos. (Mt 4:18-21; 9:9-13) Pelo menos dois deles parecem ter sido primos de Jesus (Tiago e João, filhos de Zebedeu). Eram homens tidos pelos líderes religiosos como “indoutos e comuns”, indicando que sua instrução era elementar e não provinha de escolas de ensino superior. Vários deles, inclusive Pedro (Cefas), eram casados. — At 4:13; 1Co 9:5.

Dentre os 12, Pedro, Tiago e João parecem ter usufruído a associação mais íntima com Jesus. Apenas eles testemunharam a ressurreição da filha de Jairo (Mr 5:35-43) e a transfiguração de Jesus (Mt 17:1, 2), e o acompanharam mais para dentro do jardim de Getsêmani do que os outros apóstolos, na noite da prisão dele. (Mr 14:32, 33) Parece ter existido uma afinidade especial entre Jesus e João, e aceita-se que João é o mencionado como “o discípulo a quem Jesus havia amado”. — Jo 21:20-24; 13:23.

Escolha e Ministério Inicial: Os 12 foram escolhidos dentre um grupo maior de discípulos, e foram denominados “apóstolos” por Jesus, “para que continuassem com ele e para que pudesse enviá-los [apostéllei] a pregar e a ter autoridade para expulsar os demônios”. (Mr 3:13-15) Depois disso, eles deveras ‘continuaram com ele’ em associação mui íntima durante o restante de seu ministério terrestre, recebendo extensiva instrução pessoal e treinamento ministerial. (Mt 10:1-42; Lu 8:1) Visto que continuaram a ser alunos de Jesus, ainda eram chamados “discípulos”, especialmente em relatos de eventos antes de Pentecostes. (Mt 11:1; 14:26; 20:17; Jo 20:2) Depois disso, são uniformemente chamados “apóstolos”. Por ocasião de sua designação, Jesus lhes concedeu poderes miraculosos de curar, bem como de expulsar demônios, e eles usaram tais poderes até certo ponto durante o ministério de Jesus. (Mr 3:14, 15; 6:13; Mt 10:1-8; Lu 9:6; compare isso com Mt 17:16.) Esta atividade, contudo, segundo se mostra, estava sempre subordinada à sua obra principal de pregação. Embora formassem um círculo íntimo de seguidores, sua instrução e seu treinamento não incluíram quaisquer ritos ou cerimônias misteriosos.

Fraquezas Humanas: Embora grandemente favorecidos como apóstolos do Filho de Deus, eles manifestavam falhas e fraquezas humanas normais. Pedro tinha a inclinação de ser precipitado e impetuoso (Mt 16:22, 23; Jo 21:7, 8); Tomé era lento em se deixar convencer (Jo 20:24, 25); Tiago e João manifestavam impaciência juvenil (Lu 9:49, 54). Eles altercavam quanto à questão de sua futura grandeza no reino terrestre que esperavam que Jesus estabelecesse. (Mt 20:20-28; Mr 10:35-45; compare isso com At 1:6; Lu 24:21.) Reconheceram sua necessidade de mais fé. (Lu 17:5; compare isso com Mt 17:20.) Apesar dos anos de íntima associação com Jesus, e embora soubessem que ele era o Messias, todos o abandonaram na ocasião em que ele foi preso (Mt 26:56); os assuntos referentes ao enterro dele foram cuidados por outros. Os apóstolos no começo eram lentos em aceitar o testemunho das mulheres que primeiro viram a Jesus depois da ressurreição dele. (Lu 24:10, 11) Por medo, reuniram-se atrás de portas trancadas. (Jo 20:19, 26) O ressuscitado Jesus lhes deu maior esclarecimento, e, após a sua ascensão ao céu, no quadragésimo dia desde sua ressurreição, eles manifestaram grande alegria e “estavam continuamente no templo, bendizendo a Deus”. — Lu 24:44-53.

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