quarta-feira, 20 de maio de 2009

Posted by Eduardo G. Junior In | No comments
Destaques do Evangelho de Lucas
Entende-se que o Evangelho de Mateus foi escrito primariamente aos judeus, e o Evangelho de Marcos aos não-judeus. O Evangelho de Lucas, porém, destinava-se a pessoas de todas as nações. Escrito por volta de 56-58 EC, o livro de Lucas é um relato abrangente sobre a vida e o ministério de Jesus.

Com o olhar de um médico atencioso e cuidadoso, Lucas descreve “todas as coisas com exatidão, desde o início” e abrange um período de 35 anos — de 3 AEC a 33 EC. (Luc. 1:3) Cerca de 60% do conteúdo de Lucas não é mencionado em nenhum outro Evangelho.

MINISTÉRIO INICIAL
(Luc. 1:1-9:62)

Depois de contar detalhes sobre o nascimento de João Batista e de Jesus, Lucas nos diz que João começou seu ministério no 15.° ano do reinado de Tibério César, ou seja, na primavera de 29 EC. (Luc. 3:1, 2) Jesus foi batizado por João no outono daquele ano. (Luc. 3:21, 22) Por volta de 30 EC, ‘Jesus voltou então no poder do espírito para a Galiléia e começou a ensinar nas sinagogas’ locais. — Luc. 4:14, 15.

Jesus iniciou sua primeira jornada de pregação na Galiléia. Ele disse às multidões: “Tenho de declarar as boas novas do reino de Deus também a outras cidades.” (Luc. 4:43) Com ele foram o pescador Simão e outros. Ele disse: ‘Doravante apanhareis vivos a homens.’ (Luc. 5:1-11; Mat. 4:18, 19) Os 12 apóstolos estavam com Jesus durante sua segunda jornada de pregação na Galiléia. (Luc. 8:1) Na terceira jornada, ele enviou os 12 “a pregar o reino de Deus e a curar”. — Luc. 9:1, 2.

Auxílio na compreensão bíblica:

1:35 — Será que foi usado um óvulo de Maria na sua gravidez? Para que o bebê fosse descendente legítimo dos ancestrais de Maria (Abraão, Judá e Davi), conforme promessa de Deus, um óvulo seu teria de ser usado na gravidez. (Gên. 22:15, 18; 49:10; 2 Sam. 7:8, 16) No entanto, o Espírito Santo de Yehowah foi usado para transferir a vida perfeita do Seu Filho e causar a concepção. (Mat. 1:18) Parece que isso anulou qualquer imperfeição no óvulo de Maria e, desde o início, protegeu o embrião em desenvolvimento contra qualquer dano.

1:62 — Zacarias ficou surdo e mudo? Não. Apenas sua fala foi afetada. Não foi por Zacarias estar surdo que outros lhe perguntaram “por sinais” que nome ele daria ao filho. Provavelmente ele ouviu o que sua esposa disse a respeito do nome da criança. Talvez outros tenham perguntado sobre isso a Zacarias por meio de gestos. O fato de que apenas sua fala precisava ser restabelecida indica que a audição de Zacarias não havia sido afetada. — Luc. 1:13, 18-20, 60-64.

2:1, 2 — Como a referência a “este primeiro registro” ajuda a determinar a época do nascimento de Jesus? Foi realizado mais de um registro sob César Augusto. O primeiro foi em 2 AEC, cumprindo Daniel 11:20, e o segundo em 6 ou 7 EC. (Atos 5:37) Quirino foi governador da Síria durante ambos esses registros, aparentemente exercendo esse cargo duas vezes. A referência de Lucas a esse primeiro registro estabelece a data do nascimento de Jesus em 2 AEC.

2:35 — Em que sentido “uma longa espada” traspassaria a alma de Maria? Isso se refere à tristeza que Maria teria ao ver a maioria de seu povo rejeitar a Jesus como Messias e o pesar que sentiria como mãe por causa de Sua morte dolorosa. — João 19:25.

9:27, 28 — Por que Lucas diz que a transfiguração ocorreu “oito dias” depois de Jesus ter prometido a seus discípulos que alguns deles ‘não provariam absolutamente a morte’ até que primeiro o vissem vindo no seu Reino, ao passo que Mateus e Marcos dizem que foi “seis dias depois”? (Mat. 17:1; Mar. 9:2) Pelo visto, Lucas inclui dois dias a mais — o dia em que a promessa foi feita e o dia de seu cumprimento.

9:49, 50 — Por que Jesus não impediu certo homem de expulsar demônios, apesar de ele não ser um de seus seguidores? Jesus não o impediu porque a congregação cristã ainda não havia sido formada. Assim, não se exigia que aquele homem acompanhasse fisicamente a Jesus para que exercesse fé no Seu nome e expulsasse demônios. — Mar. 9:38-40.

Lições para nós:

1:32, 33; 2:19, 51. Maria ‘preservou em seu coração’ os eventos e as palavras que cumpriram profecias. Será que nós guardamos em nosso coração o que Jesus predisse sobre a “terminação do sistema mundial”, comparando o que ele disse com o que está acontecendo hoje? — Mat. 24:3.

2:37. O exemplo de Ana nos ensina que devemos adorar a Deus com constância, ‘persistir em oração’ e não deixar de “nos ajuntar” em reuniões cristãs. — Rom. 12:12; Heb. 10:24, 25.

2:41-50. José deu prioridade aos interesses espirituais na sua vida e cuidou do bem-estar físico e espiritual de sua família. Nesses aspectos, ele estabeleceu um excelente exemplo para os chefes de família.

4:4. Não devemos ficar nem um dia sem considerar assuntos espirituais.

6:40. Um instrutor da Palavra de Deus deve estabelecer um bom exemplo para seus estudantes. Deve praticar o que ensina.

8:15. Para ‘reter a palavra e dar fruto com perseverança’, nós precisamos entender, valorizar e absorver a Palavra de Deus. É necessário meditar com oração quando lemos a Bíblia e as publicações cristãs bíblicas.

MINISTÉRIO POSTERIOR DE JESUS
(Luc. 10:1-24:53)
Jesus enviou outros 70 discípulos na sua frente a cidades e lugares na Judéia. (Luc. 10:1) Ele viajou de “cidade em cidade e de aldeia em aldeia, ensinando”. — Luc. 13:22.

Cinco dias antes da Páscoa de 33 EC, Jesus entrou em Jerusalém montado num jumentinho. Havia chegado o tempo para se cumprir o que ele havia dito aos seus discípulos: “O Filho do homem tem de passar por muitos sofrimentos e ser rejeitado pelos anciãos e pelos principais sacerdotes, e pelos escribas, e ser morto, e tem de ser levantado no terceiro dia.” — Luc. 9:22, 44.

Auxílio a compreensão bíblica:

10:18 — A que Jesus se referia quando disse aos 70 discípulos: “Comecei a observar Satanás já caído como relâmpago do céu”? Jesus não estava dizendo que Satanás já havia sido expulso do céu. Isso só aconteceu pouco depois de Cristo ter sido empossado como Rei celestial, no início dos últimos dias. (Ap. 12:1-10) Embora não possamos afirmar com certeza, por se referir a um evento futuro usando um tempo verbal no passado, Jesus pelo visto estava enfatizando que aquilo com certeza aconteceria.

14:26 — Em que sentido os seguidores de Cristo devem “odiar” seus familiares? Na Bíblia, “odiar” pode se referir a amar menos uma pessoa ou um objeto do que outro. (Gên. 29:30, 31) Os cristãos devem “odiar” seus familiares no sentido de que devem amá-los menos do que amam a Jesus Cristo. — Mat. 10:37.

17:34-37 — Quem são “as águias”, e o que é “o corpo” ao qual elas se ajuntam? Aqueles ‘levados junto’, ou libertados, são comparados a águias de visão aguçada. “O corpo” ao qual são ajuntados é o verdadeiro Cristo na sua presença invisível e o alimento espiritual que Deus lhes fornece. — Mat. 24:28.

22:44 — Por que Jesus passou por tanta agonia? Isso aconteceu por várias razões. Jesus estava preocupado com o efeito que sua morte como se fosse criminoso teria sobre Deus e Seu nome. Além disso, Jesus sabia muito bem que sua vida eterna e o futuro da inteira raça humana dependiam de sua integridade.

23:44 — Foi um eclipse solar que causou a escuridão de três horas? Não. Eclipses solares só acontecem na Lua nova, não na Lua cheia, como é o caso na época da Páscoa. A escuridão que ocorreu no dia da morte de Jesus foi um milagre da parte de Deus.

Auxílio na compreensão bíblica:

11:1-4. A comparação dessas instruções com a fraseologia um tanto diferente da oração-modelo, dada no Sermão do Monte cerca de um ano e meio antes, mostra claramente que nossas orações não devem ser uma mera repetição de certas palavras. — Mat. 6:9-13.

11:5, 13. Embora Yehowah esteja disposto a responder às nossas orações, devemos persistir em orar. — 1 João 5:14.

11:27, 28. A verdadeira felicidade vem de fazer fielmente a vontade de Deus, não de relacionamentos familiares ou de realizações materiais.

11:41. Nossas dádivas de misericórdia devem vir de um coração cheio de amor e de boa vontade.

12:47, 48. A pessoa que tem grandes responsabilidades, mas que falha em cuidar delas, é mais culpada do que quem não sabe ou não entende plenamente suas obrigações.

14:28, 29. Mostramos sabedoria quando vivemos dentro de nossas possibilidades.

22:36-38. Jesus não pediu a seus discípulos que levassem uma arma para proteção ou autodefesa. Em vez disso, o fato de terem espadas na noite em que Jesus foi traído possibilitou que ele lhes ensinasse uma importante lição: “Todos os que tomarem a espada perecerão pela espada.” — Mat. 26:52.

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