segunda-feira, 11 de maio de 2009

Postado por Eduardo G. Junior Em | No comments

MACABEUS, ESTUDO, QUEM
Quem eram os macabeus: Para muitos, a era dos macabeus é como uma “caixa-preta” escondida entre o término da escrita dos últimos livros do Antigo Testamento e a vinda de Jesus Cristo. Da mesma forma que certos detalhes são revelados quando a caixa-preta de um avião é analisada após um desastre, podemos obter certo entendimento fazendo uma análise detalhada da era dos macabeus — um período de transição e transformação para a nação judaica.

Quem eram os macabeus? Que influência exerceram sobre o judaísmo antes da vinda do predito Messias? — Daniel 9:25, 26.

A onda do helenismo: Alexandre, o Grande, conquistou territórios desde a Grécia até a Índia (336-323 AEC). Seu vasto império contribuiu para a expansão do helenismo — o idioma e a cultura da Grécia. Os oficiais e os soldados de Alexandre casaram-se com mulheres locais, causando uma fusão da cultura grega com as culturas estrangeiras. Depois da morte de Alexandre, seu império foi dividido entre seus generais. No início do segundo século AEC, Antíoco III, da dinastia greco-selêucida, na Síria, arrebatou Israel do controle dos Ptolomeus gregos do Egito. Que influência o governo helenista teve sobre os judeus em Israel?

Um historiador escreve: “Visto que os judeus não podiam evitar o contato com seus vizinhos helenizados e muito menos com seus próprios irmãos no exterior, a absorção da cultura e do modo de pensar dos gregos foi inevitável. . . . Não dava nem para respirar, no período helenista, sem absorver a cultura grega!” Os judeus adotaram nomes gregos e — uns mais outros menos — adotaram também os costumes e a vestimenta gregos. O poder sutil da assimilação estava em ascensão.

Corrupção dos sacerdotes: Os sacerdotes estavam entre os judeus mais suscetíveis à influência helenista. Muitos deles achavam que aceitar o helenismo significava permitir que o judaísmo acompanhasse a evolução dos tempos. Um desses judeus era Jasão (chamado Josué em hebraico), irmão do sumo sacerdote Onias III. Enquanto Onias estava em Antioquia, Jasão ofereceu um suborno às autoridades gregas. O que ele queria? Que eles o nomeassem sumo sacerdote em lugar de Onias. O governante greco-selêucida Antíoco Epifânio (175-164 AEC) rapidamente aceitou a oferta. Os governantes gregos nunca haviam interferido no sumo sacerdócio judaico, mas Antíoco precisava de dinheiro para suas campanhas militares e também gostava da idéia de ter um líder judeu que promovesse a helenização de maneira mais ativa. A pedido de Jasão, Antíoco concedeu a Jerusalém o status de cidade grega (polis). E Jasão construiu um ginásio de esportes onde judeus jovens e até sacerdotes participavam de competições.

Traição gera traição: Três anos depois, Menelau, que pode não ter sido da linhagem sacerdotal, ofereceu um suborno maior e Jasão fugiu. Para pagar Antíoco, Menelau tirou grandes somas de dinheiro do tesouro do templo. Visto que Onias III (exilado em Antioquia) manifestou-se contra isso, Menelau providenciou que fosse assassinado.
Quando se espalhou um boato de que Antíoco havia morrido, Jasão voltou a Jerusalém com mil homens na tentativa de tirar o sumo sacerdócio de Menelau. Mas Antíoco não estava morto. Quando soube do que Jasão tinha feito e da agitação entre os judeus em desafio à sua política de helenização, Antíoco reagiu com muita dureza.

A reação de Antíoco: Em seu livro The Maccabees (Os Macabeus), Moshe Pearlman escreve: “Embora os registros não sejam específicos, parece que Antíoco concluiu que permitir aos judeus uma certa liberdade religiosa tinha sido um erro político. Em sua opinião, a recente rebelião em Jerusalém não se tinha originado de razões puramente religiosas, mas do sentimento pró-Egito existente na Judéia, e esses sentimentos políticos tinham se manifestado de forma perigosa exatamente porque, de todo o povo sob seu domínio, somente os judeus tinham procurado e conseguido obter uma ampla medida de separatismo religioso. . . . Ele decidiu que isso iria acabar.”

O estadista e erudito israelense Abba Eban resume o que aconteceu a seguir: “Numa rápida sucessão durante os anos 168 e 167 [AEC], os judeus foram massacrados, o Templo foi saqueado e a prática da religião judaica foi proscrita. A circuncisão e a observância do sábado eram punidas com a morte. O insulto final veio em dezembro de 167, quando Antíoco ordenou a construção de um altar dedicado a Zeus, dentro do Templo, e exigiu que os judeus sacrificassem carne suína — obviamente impura, de acordo com a lei judaica — ao deus dos gregos.” Durante esse período, Menelau e outros judeus helenizados continuaram em suas posições, oficiando no templo agora profanado.

Embora muitos judeus aceitassem o helenismo, um novo grupo, autodenominado hassidins — os pios — incentivava a obediência mais estrita à Lei de Moisés. Revoltado com os sacerdotes helenizados, o povo cada vez mais tomava o lado dos hassidins. Estabeleceu-se uma era de martírio à medida que os judeus, em todo o país, eram forçados a escolher entre adotar os costumes e sacrifícios pagãos e a morte. Os livros apócrifos dos Macabeus relatam numerosos episódios de homens, mulheres e crianças que preferiram morrer a transigir.

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