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sábado, 2 de maio de 2009

Visão Geral da Carta aos Filipenses


FILIPENSES, LIVRO, CARTA, EPÍSTOLA, RESUMO, VISÃO GERALCarta de Paulo aos Filipenses —
Tema:
Uma carta de amor e alegria

A cidade de Filipos foi fundada pelo gênio militar Filipe, da Macedônia (pai de Alexandre Magno), o qual lhe deu seu próprio nome. Ela tornou-se a cidade principal da Macedônia, que agora é parte do norte da Grécia e do sul da Iugoslávia. Os historiadores elogiam muito as excelentes qualidades dos macedônios, e parece que as sementes da verdade, lançadas ali pelo apóstolo Paulo, de fato caíram em solo bom e excelente. — Luc. 8:8, 15

Paulo e seus companheiros de viagem visitaram Filipos na sua segunda viagem missionária, por volta de 49-52 E. C. Haviam sido proibidos, pelo espírito de Deus, de pregar em certos outros lugares. Daí, certa noite, Paulo teve uma visão, em que certo homem macedônio apelou para ele: “Passa à Macedônia e ajuda-nos.” Lucas observa: “Ora, assim que ele viu a visão, procuramos passar à Macedônia, tirando a conclusão de que Deus nos convocara para declarar-lhes as boas novas.” — Atos 16:6-10.

É bem provável que poucos judeus morassem em Filipos. Um indício disso é que, em vez de Paulo entrar na sinagoga, no sábado, como era seu costume, ele foi para fora do portão da cidade, ao lugar onde mulheres se ajuntavam para orar, à beira dum rio.

É também de interesse notar o papel desempenhado pelas mulheres na congregação filipense. Paulo foi a um lugar onde mulheres se reuniam para oração. Foi uma mulher convertida, Lídia, que demonstrou notável generosidade e hospitalidade, tal como distinguiu mais adiante aquela congregação. Depois de ela ter sido batizada, rogou ao grupo missionário: “Se vós me julgastes fiel a Yehowah, entrai na minha casa e ficai.” E Lucas acrescenta: “Ela simplesmente nos fez ir.” (Atos 16:11-15) Foram também duas mulheres com as quais Paulo se preocupou, Evódia e Síntique, ‘que se haviam esforçado lado a lado com Paulo nas boas novas, em companhia de Clemente’, um irmão. — Fil. 4:2, 3.

O VÍNCULO DE AMOR

Havia um cordial vínculo de amor entre Paulo e os filipenses. Naturalmente, ele mostrara amor em primeiro lugar, por viajar para lá e pregar-lhes, e eles acolheram isso cordialmente. Pelo menos em quatro ocasiões enviaram fundos a Paulo. Duas vezes, enquanto este estava em Tessalônica, foram eles os únicos que fizeram isso, assim como ele o conta: “Nenhuma congregação tomou parte comigo no assunto de dar e de receber, exceto somente vós; porque até mesmo me enviastes algo a Tessalônica, tanto uma vez como uma segunda vez, para as minhas necessidades.” (Fil. 4:15, 16) Embora Paulo chegasse a passar necessidade, quando estava em Corinto, não se tornou fardo para nenhum dos irmãos ali, ‘pois os irmãos que vieram da Macedônia supriram abundantemente a sua deficiência’. (2 Cor. 11:9) Daí, quando Paulo era prisioneiro em Roma, os filipenses enviaram-lhe um presente. (Fil. 4:10-14) Parece que este presente, junto com a oportunidade de se comunicar com eles, ocasionou a escrita da carta aos filipenses, por volta de 60 ou 61 E. C.

A carta de Paulo aos filipenses pode deveras ser descrita como “carta de amor”. Isto se harmoniza com o fato de que Paulo se apresenta, não na sua qualidade oficial de apóstolo, mas como ‘escravo de Cristo’. Também é indicado por não haver, por um lado, nenhuma expressão de indignação justa, nenhuma censura, por talvez terem aceito ensinos falsos.

Por outro lado, esta carta contém expressões de carinho, tais como: “Deus é minha testemunha de que tenho muita saudade de todos vós, em terna afeição tal como Cristo Jesus tem.” Paulo contentava-se em permanecer na carne, porque isto era “mais necessário . . . por vossa causa”. Chamou-os de seus “amados” irmãos. — Fil. 1:8, 24; 2:12; 4:1.

UMA CARTA DE ALEGRIA

A carta de Paulo aos filipenses também está cheia de bom ânimo. Ele mesmo se regozija e os admoesta a se alegraram. Pode-se dizer que ela transborda com a mesma espécie de espírito que Paulo e Silas tiveram depois de serem espancados, encarcerados e postos no tronco, lá mesmo em Filipos, quando foram ouvidos à meia-noite cantando e dando louvores em voz alta. — Atos 16:25.

Assim, logo de início, ele diz que faz súplicas por eles, com alegria. Diz adicionalmente que seu encarceramento resultou na promoção das boas novas, em vez de no contrário. De fato, suas cadeias se tornaram conhecimento comum entre os soldados do imperador, conhecidos como a Guarda Pretoriana, e os irmãos ficaram animados, por causa do encarceramento de Paulo, para falar com mais denodo sobre a Palavra de Deus. De fato, alguns pregavam a Cristo por motivos maus ou errados, esperando causar a Paulo ainda mais sofrimentos. Mas, visto que o resultado de tudo isso era divulgação ainda maior de Cristo, a reação de Paulo foi: “Disso me alegro. De fato, continuarei também a alegrar-me.” — Fil. 1:13-18.

Apesar dos sacrifícios, que talvez fosse sua sorte suportar, Paulo diz: “Regozijo-me e alegro-me com todos vós. Ora, do mesmo modo, vós também vos regozijai e alegrai comigo.” Ele lhes envia Timóteo, para que, quando este voltasse, Paulo ficasse como alma animada. Envia-lhes também Epafrodito, para que eles se alegrassem quando o vissem. “Portanto, dai-lhe a acolhida costumeira no Senhor, com toda a alegria.” (Fil. 2:17-19, 25-29) Ele começa no mesmo teor aquilo que é agora o capítulo três, admoestando: “Por fim, meus irmãos, continuai a alegrar-vos no Senhor.” E como inicia ele o capítulo quatro: “Por conseguinte, meus amados e saudosos irmãos, minha alegria e coroa.” E depois acrescenta: “Alegrai-vos sempre no Senhor. Mais uma vez direi: Alegrai-vos!” Mais adiante, Paulo novamente adota um tom alegre, dizendo: “Eu me alegro grandemente no Senhor de que agora, por fim, reanimastes a vossa maneira de pensar a meu respeito, à qual realmente destes consideração, mas faltou-vos a oportunidade.” — Fil. 4:1, 4, 10.

CONSELHO MUITO APROPRIADO PARA OS NOSSOS DIAS

Embora Paulo não achasse necessário censurar os cristãos em Filipos, não obstante, achou preciso dar-lhes boa admoestação edificante quanto à maneira correta de pensar, bem como quanto à conduta e ao zelo corretos, tudo o que é muito oportuno para os nossos dias. Ele continua a orar para “que o vosso amor abunde ainda mais e mais com conhecimento exato e pleno discernimento; que vos certifiqueis das coisas mais importantes, para que sejais sem defeito e não façais outros tropeçar, até o dia de Cristo, e estejais cheios de fruto justo”. “Somente comportai-vos da maneira digna das boas novas acerca do Cristo.” (Fil. 1:9-11, 27) Quão apropriado é tal conselho para os nossos dias! Em vista de todas as tentações de fazer o que é errado, em toda a parte, quão cuidadosos devemos ser para que nunca sejamos desviados por coisas menos importantes! Também, quão importante é que apoiemos nossa pregação das boas novas com uma conduta digna delas!

Em continuação, Paulo expressa o desejo de ouvir que seus irmãos filipenses mantêm-se “firmes em um só espírito, com uma só alma lutando lado a lado pela fé das boas novas, e que em nenhum sentido [estejam] sendo amedrontados pelos [seus] oponentes”. (Fil. 1:27, 28) Em vista da crescente oposição à pregação das boas novas do reino de Deus, esta admoestação é igualmente própria para os nossos dias.

As próximas palavras de Paulo exortam-nos a estar unidos em amor, compaixão e terna afeição, não fazendo nada por briga ou por egotismo, mas, ‘com humildade mental, considerando os outros superiores a nós’. Para reforçar a sua admoestação, ele cita o exemplo e a recompensa de Jesus: Embora existisse em forma de Deus, Jesus não tinha a ambição de ser igual a Deus, mas humilhou-se não só por vir à terra como homem, mas ao ponto de morrer pela humanidade. Por causa deste proceder, Deus lhe deu um nome acima de todo outro nome. — Fil. 2:1-11.

Paulo aconselha novamente sobre a conduta correta: ‘Estejam livres de resmungos e de arguições, sejam inculpes, inocentes e sem mácula.’ A obrigação dos cristãos é dar testemunho tanto por palavra como por atos, “brilhando como iluminadores no mundo, mantendo-[se] firmemente agarrados à palavra da vida”. Ele adverte também contra os que se orgulham da carne. Menciona tudo aquilo de que se poderia gabar, mas considera-o como uma porção de refugo, para poder ganhar a Cristo. Esquecendo-se de tudo o que deixou atrás, Paulo estica-se seriamente para alcançar as coisas à frente. (Fil. 2:12-16; 3:2-14) E não é isso o que todos os cristãos deviam fazer?

Em vista da atual situação econômica mundial, cada vez pior, bem como por causa do crescente crime e da violência, quão oportuno é o conselho de Paulo, de que nós, apesar de tudo, continuemos a alegrar-nos! Também, que não estejamos “ansiosos de coisa alguma, mas em tudo, por oração e súplica, junto com agradecimento, [façamos] conhecer as [nossas] petições a Deus”. Então, ‘a paz de Deus, que excede todo pensamento, guardará os nossos corações e as nossas faculdades mentais’. Sim, por ter uma relação excelente com seu Pai celestial, o cristão pode ter calma e tranquilidade. — Fil. 4:6, 7.

Tampouco devemos desperceber que Paulo nos dá excelente admoestação indireta pelo bom exemplo que deu em matéria de zelo, apreço, fé e contentamento: “Aprendi a ser auto-suficiente em qualquer circunstância em que esteja.” “Para todas as coisas tenho força em virtude daquele que me confere poder.” — Fil. 4:11, 13.

E, certamente, nunca se escreveram palavras mais belas e mais apropriadas para nos dizer o que deve encher nosso coração e nossa mente, do que as encontradas em Filipenses 4:8: “Por fim, irmãos, todas as coisas que são verdadeiras, todas as que são de séria preocupação, todas as que são justas, todas as que são castas, todas as que são amáveis, todas as coisas de que se fala bem, toda virtude que há e toda coisa louvável que há, continuai a considerar tais coisas.” Quanta proteção a consideração de tais coisas oferece contra a onda de obscenidades e pornografia, vistas e ouvidas em toda a parte!

Deveras, a carta de Paulo aos filipenses é uma de amor e alegria, e é muito proveitosa para todos os cristãos que vivem hoje em dia.

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