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terça-feira, 23 de junho de 2009

Comentário de João 13:34-35

13:34 - Um novo mandamento eu vos dou,… Assim como os pais fazem comentario biblico, evangelho de joão, novo testamentoquando estão deixando os seus filhos, nos seus últimos momentos para a morte, lhes dão instruções e ordens apropriadas, e colocam suas últimas admoestações sobre eles, assim Cristo indo embora de seus discípulos, dá a eles as suas ordens; que eram que eles deviam

Amar uns aos outros: Como irmãos da mesma família, filhos do mesmo Pai, e os discípulos da mesma categoria; permanecendo sempre juntos e unidos, orando um pelo outro, suportando os fardos uns dos outros,[1] perdoando uns aos outros, cuidando de uns ao outros, e edificando uns aos outros da fé e santidade: e isto ele chama "uma ordem nova"; quer dizer, uma muito mais excelente; como um "nome novo", e uma "canção nova", denotam excelência; ou é chamado assim, porque foi expressa por Cristo, em uma edição nova, e foi mais recente e claramente explicada do que antes; e sendo obrigado com um argumento novo e padrão, nunca usado antes.

Assim como eu vos amei;... E deve ser assim observado de uma maneira nova, não "na antiguidade da letra, mas na novidade do espírito":[2] além disso, embora esta ordem, sobre este assunto, seja o mesmo que a de Moisés, Lev. 19:18; contudo, engloba mais, e tem objetos "novos"; visto que então o "próximo" lá, parece ser significado "os filhos do teu povo", ou seja, dos judeus; e assim eles só entenderam isto com respeito aos seus compatriotas, e de prosélitos judaicos, ao passo que este alcança a qualquer "outra" pessoa; veja Rom. 13:8; e como a medida, como também o motivo é novo, pois não é agora "como a ti mesmo”, mas "como eu vos amei”, o judeu não tem nenhuma razão para contestar, como faz ele (m), a isso ser chamado uma "ordem nova": e ao ser "nova", levando isto como uma razão ou argumento, do por que deveria ser observado assim, como também faz a cláusula seguinte.

Como eu vos amei, para que vós também devêsseis amar um ao outro;... Com o qual, nada pode, ou deve, mais fortemente no empenhar por isto: assim como Cristo amou o seu povo, apesar de toda a sua indignidade e ingratidão, assim eles deveriam amar uns aos outros, embora possam haver muitas coisas neles observáveis, que são desagradáveis; assim como Cristo ama todos os seus filhos sem qualquer distinção, assim eles deveriam amar um ao outro, quer os crentes pobres ou ricos, mais fracos ou mais fortes, menores ou maiores; e assim como Cristo não os amou apenas em palavra, mas em ação e em verdade,[3] assim eles deveriam amar um ao outro fervorosamente com um puro coração, e através de amor deveriam servir um ao outro.

13:35 - Por meio disso todos os homens saberão,… Não apenas pelo que vós mesmos sabeis que tendes passado da morte para a vida, que a verdadeira obra da graça começou em vossos corações; nem mesmo por isso vós sabereis quem são os Cristãos; mas por meio disso todos os homens, até mesmo os homens do mundo saberão.

Que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros: E admitirão e reconhecerão vós como meus discípulos, por meio do amor, como Tertuliano (n) diz que até mesmos os Pagãos diziam em seu tempo; que eles diziam, quando viam os cristãos passarem ao longo das ruas, e se encontravam, eles expressavam afeto deles mutuamente, e eles reconheciam e diziam: "vejam como eles amam um ao outro": o mesmo que era agora observável a Deus. O distintivo caráter de um discípulo de Cristo, não é nem o traje externo, ou qualquer severidade de vida, pela qual os discípulos de João e os Fariseus eram conhecidos; nem eram os dons comuns e extraordinários do Espírito, dados nos discípulos de Cristo, o que os distinguiu como tais; visto que aqueles que não eram verdadeiramente os seus discípulos, faziam também; mas o amor de uns aos outros, o amor fraterno era o caráter distintivo, e esta é outra razão ou argumento que obrigava a um reconhecimento disso.


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Notas

(m) R. Isaac Chizzuk Emuna, l. 2. c. 54. p. 444.
(n) Apolog. c. 39.
[1] Cf. Gálatas 6:2. N do T.
[2] Cf. Romanos 7:6. N do T.
[3] Cf. 1 João 3:18. N do T.
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