terça-feira, 30 de junho de 2009

Posted by Eduardo G. Junior In | No comments
Introdução Bíblica: Livro de ÊxodoEscritor: Moisés
Lugar da Escrita: Ermo
Escrita Completada: 1512 AEC
Tempo Abrangido: 1657-1512 AEC

O livro de Êxodo é o de número 2 no cânon das Escrituras. Os emocionantes relatos de momentosos sinais e milagres que Yehowah fez para libertar das aflições do Egito o povo que levava Seu nome, organizando Israel como propriedade especial sua, qual “reino de sacerdotes e uma nação santa”, e o começo da história de Israel como nação teocrática — estes são os destaques do livro bíblico de Êxodo. (Êxo. 19:6) Em hebraico, ele é chamado de We’él·leh shemóhth, que significa “Ora, estes são os nomes”, ou, simplesmente, Shemóhth, “Nomes”, segundo as suas palavras iniciais. O nome atual vem da Septuaginta grega, onde é chamado É·xo·dos, que foi latinizado para Exodus, significando “Saída” ou “Partida”. Que Êxodo é uma continuação do relato de Gênesis se demonstra pela palavra inicial “Ora” (literalmente, “E”) e por realistar os nomes dos filhos de Jacó, conforme tirados do registro mais completo de Gênesis 46:8-27.

O livro de Êxodo revela o magnificente nome de Deus, JEOVÁ, em todo o brilho de sua glória e santidade. Quando passou a demonstrar a profundeza do significado de seu nome, Deus disse a Moisés: “MOSTRAREI SER O QUE EU MOSTRAR SER”, e acrescentou que devia dizer a Israel: “MOSTRAREI SER [hebraico: אהוה, ’Eh·yéh, do verbo hebraico ha·yáh] enviou-me a vós.” O nome JEOVÁ (יהוה, YHWH) vem do verbo hebraico afim ha·wáh, “tornar-se”, e realmente significa “Ele Causa que Venha a Ser”. Certamente, os poderosos e temíveis atos de Yehowah, que ele passou a realizar a favor de seu povo Israel, magnificaram e revestiram esse nome de glória resplandecente, tornando-o uma recordação “por geração após geração”, devendo ser o nome reverenciado pela eternidade. Sobretudo, é de máximo proveito que saibamos a maravilhosa história que cerca esse nome, e que adoremos o único Deus verdadeiro, Aquele que diz: “Eu sou Yehowah.” — Êxo. 3:14, 15; 6:6.

O escritor de Êxodo é Moisés, indicado pelo fato de ser Êxodo o segundo volume do Pentateuco. O livro em si registra três casos em que Moisés faz um registro por escrito, sob a direção de Yehowah. ( 17:14; 24:4; 34:27) Segundo os versados em Bíblia, Westcott e Hort, Jesus e os escritores das Escrituras Gregas Cristãs citam ou referem-se a Êxodo mais de 100 vezes, como quando Jesus disse: “Não vos deu Moisés a Lei?” Êxodo foi escrito no ermo de Sinai, no ano 1512 AEC, um ano depois de terem os filhos de Israel saído do Egito. Abrange um período de 145 anos, da morte de José, em 1657 AEC, até se erigir o tabernáculo da adoração de Yehowah, em 1512 AEC. — João 7:19; Êxo. 1:6; 40:17.

Considerando que os eventos de Êxodo ocorreram cerca de 3.500 anos atrás, há surpreendente quantidade de evidências arqueológicas e outras evidências externas que atestam a exatidão do registro. Nomes egípcios são usados corretamente em Êxodo, e os títulos mencionados correspondem às inscrições egípcias. A arqueologia mostra que os egípcios costumavam permitir que estrangeiros residissem no Egito, mas os egípcios se mantinham separados deles. As águas do Nilo eram usadas para banho, o que faz lembrar a filha de Faraó banhar-se ali. Foram encontrados tijolos feitos com e sem palha. Além disso, a existência de magos era um destaque no apogeu do Egito. — Êxo. 8:22; 2:5; 5:6, 7, 18; 7:11.

Os monumentos mostram que os faraós dirigiam pessoalmente seus condutores de carro para as batalhas, e Êxodo indica que o faraó dos dias de Moisés seguiu este costume. Quão grande deve ter sido a sua humilhação! Mas, por que é que os antigos registros egípcios não fazem menção da estada dos israelitas no seu país, nem da calamidade que se abateu sobre o Egito? A arqueologia tem mostrado ser costume a nova dinastia egípcia apagar dos registros anteriores qualquer coisa que fosse desfavorável. Jamais registravam derrotas humilhantes. Os golpes contra os deuses do Egito — como o deus Nilo, o deus-rã e o deus-sol — que desacreditavam tais deuses falsos e mostravam que Yehowah é supremo, não seriam apropriados para os anais duma nação orgulhosa. — 14:7-10; 15:4.

Os 40 anos de serviço de Moisés como pastor sob a direção de Jetro familiarizaram-no com as condições de vida e com os locais de água e alimento naquela região, tornando-o assim bem habilitado para liderar o Êxodo. Não é possível traçar o roteiro exato do Êxodo hoje, pois não é possível localizar com certeza absoluta os vários locais mencionados no relato. Contudo, Mara, um dos primeiros locais de acampamento na península do Sinai é, em geral, identificada com ‛Ein Hawwara, 80 quilômetros a SSE da moderna Suez. Elim, o segundo local de acampamento, é tradicionalmente identificado com Wadi Gharandel, uns 90 quilômetros a SSE de Suez. Curiosamente, essa localização atual é conhecida como estação de águas, com vegetação e palmeiras, fazendo lembrar a Elim bíblica, que tinha “doze fontes de água e setenta palmeiras”. No entanto, a autenticidade do relato de Moisés não depende da confirmação de arqueólogos com respeito aos vários locais ao longo do caminho. — 15:23, 27.

O relato da construção do tabernáculo nas planícies diante do Sinai enquadra-se nas condições locais. Certo erudito disse: “Na sua forma, estrutura e nos materiais, o tabernáculo pertence na sua inteireza ao ermo. A madeira empregada na estrutura se encontra ali em abundância.” Seja nos nomes, costumes, religião, lugares, geografia, ou nos materiais, as evidências externas acumuladas confirmam o relato inspirado de Êxodo, que tem agora cerca de 3.500 anos.

Outros escritores da Bíblia referiram-se constantemente a Êxodo, mostrando seu sentido e valor proféticos. Mais de 900 anos depois, Jeremias escreveu sobre “o verdadeiro Deus, o Grande, o Poderoso, cujo nome é Yehowah dos exércitos”, que passou a tirar do Egito a seu povo Israel “com sinais e com milagres, e com mão forte e com braço estendido, e com coisa muito espantosa”. (Jer. 32:18-21) Mais de 1.500 anos depois, Estêvão baseou grande parte de seu emocionante testemunho, que levou a seu martírio, nas informações de Êxodo. (Atos 7:17-44) A vida de Moisés nos é citada como exemplo de fé, em Hebreus 11:23-29, e Paulo faz outras referências freqüentes a Êxodo, apresentando exemplos e advertências para nós hoje. (Atos 13:17; 1 Cor. 10:1-4, 11, 12; 2 Cor. 3:7-16) Tudo isso nos ajuda a ver como as partes da Bíblia se interligam, cada trecho contribuindo, proveitosamente, para a revelação do propósito de Yehowah.

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