sexta-feira, 17 de julho de 2009

Posted by Eduardo G. Junior In | 1 comment
estudo bíblico sobre arvore
Árvores
[hebr.: ‛ets; gr.: déndron].

A grande variação no clima da Palestina e das terras vizinhas tornou possível o crescimento mui diversificado de árvores, desde os cedros do Líbano até as tamareiras de Jericó, e as giestas-das-vassouras do deserto. Cerca de 30 diferentes espécies de árvores são mencionadas na Bíblia, e estas são consideradas nesta publicação sob o respectivo nome da árvore.

O problema de se identificar a árvore específica indicada pela palavra hebraica ou grega original é frequentemente difícil, e, em vários casos, a identificação é apenas uma tentativa. Tal identificação depende do grau de descrição fornecida no próprio registro bíblico a respeito das características da árvore (às vezes indicada pelo significado da raiz da qual o nome deriva), e da comparação dessa descrição com as árvores que se sabe que agora crescem nas terras bíblicas, especialmente nas regiões indicadas no texto bíblico, quando estas são assim mencionadas. Ajuda adicional provém dum estudo de palavras cognatas (isto é, de palavras que, por sua forma, evidenciam ser aparentadas e derivar da mesma raiz ou fonte original) em outras línguas, tais como o árabe ou o aramaico. Em alguns casos, parece ser mais sábio simplesmente transliterar o nome, como, por exemplo, no caso da árvore chamada algum.

Conforme salientam Harold e Alma Moldenke, no seu livro Plants of the Bible (Plantas da Bíblia, 1952, pp. 5, 6), muitas das árvores agora encontradas na Palestina talvez não crescessem ali nos tempos bíblicos, visto que, conforme declaram, “a flora muda, especialmente em regiões como a Palestina e o Egito, onde o homem, notório por sua aptidão de transtornar os equilíbrios delicadamente ajustados da natureza, tem estado muito ativo” durante milhares de anos. Declaram adicionalmente: “Muitas plantas que cresciam em abundância na Terra Santa ou nos países das cercanias, nos tempos bíblicos, não mais existem ali, ou, então, crescem em números muito menores.” Alguns tipos foram exterminados ou grandemente diminuídos pelo excessivo cultivo da terra ou pela devastação das florestas devido às forças invasoras da Assíria, de Babilônia, prosseguindo até às de Roma. (Je 6:6; Lu 19:43) A destruição de árvores e florestas permitiu que o solo fértil fosse levado pela chuva e isso resultou em aridez e desolação, em muitas regiões.

Já nos dias de Abraão, árvores foram alistadas num contrato de transferência de propriedade. — Gên 23:15-18.

Na Lei. Mais tarde, Deus conduziu Israel a Canaã, uma terra de “árvores para alimento em abundância”. Prometeu prover a necessária chuva, se Israel lhe obedecesse, e requereu que se reservasse um décimo dos frutos para o uso do santuário e do sacerdócio. (Ne 9:25; Le 26:3, 4; 27:30) Quando invadiram a terra de Canaã, os israelitas receberam instruções de não destruir árvores frutíferas ao atacar cidades, embora, séculos mais tarde, os reis de Judá e de Israel fossem autorizados por Deus a devastar as ‘árvores boas’ do reino de Moabe. A razão parece ser que Moabe ficava fora da Terra da Promessa. Tratava-se duma guerra punitiva contra Moabe, e a ação israelita visava a proteção contra a revolta ou a retaliação moabita. (De 20:19, 20; 2Rs 3:19, 25; compare isso com Je 6:6.) Ao plantar uma árvore, o dono não devia comer os frutos dela durante os primeiros três anos, e, no quarto ano, os frutos deviam ser devotados ao uso do santuário. (Le 19:23-25; compare isso com De 26:2.) Depois disso, os primeiros frutos maduros anuais deviam ser semelhantemente dedicados. — Ne 10:35-37.

Uso Figurativo. No jardim do Éden, Deus utilizou duas árvores com objetivos simbólicos: a “árvore da vida” e “a árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau”. Não respeitar o decreto de Deus referente a esta última árvore resultou na queda do homem. — Gên 2:9, 16, 17; 3:1-24.

O significado da “árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau”, e da restrição baseada em seu fruto, muitas vezes tem sido incorretamente relacionado com o ato sexual por parte do primeiro casal humano. Este conceito é refutado pela ordem expressa de Deus a eles, como homem e mulher: “Sede fecundos e tornai-vos muitos, e enchei a terra.” (Gên 1:28) Antes, por representar “o conhecimento do que é bom e do que é mau”, e pela declaração de Deus, decretando-a fora dos limites para o casal humano, a árvore tornou-se símbolo do direito de Deus, de determinar ou estabelecer para o homem os padrões do que é “bom” (aprovado por Deus) e do que é “mau” (condenado por Deus). Constituía, assim, uma prova do respeito do homem pela posição de seu Criador e da disposição do homem de permanecer dentro da área de liberdade decretada por Deus, área que, de forma alguma, era restritiva, e que permitia o maior usufruto da vida humana. Por conseguinte, transpor os limites da área proibida, por comer da “árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau”, seria uma invasão do domínio e da autoridade de Deus, ou uma revolta contra estes.

As árvores eram também usadas para simbolizar pessoas, governantes e reinos, como na profecia que assemelhou a queda de Faraó e sua massa de gente ao corte dum majestoso cedro (Ez 31), bem como na profecia de Daniel relativa à enorme árvore que representava o domínio “no reino da humanidade”. (Da 4:10-26) O homem justo é assemelhado a uma árvore plantada junto a correntes de água (Sal 1:3), cuja folhagem é luxuriante e cujos frutos continuam a crescer até mesmo na seca. — Je 17:8.

A promessa de que os dias do povo restaurado de Deus serão como os duma árvore (Is 65:22) torna-se mais significativa pelo fato de que algumas árvores da Palestina vivem séculos, até mesmo mil anos ou mais. Na visão de Ezequiel, uma corrente que fluía do templo visionário estava perfilada de árvores frutíferas, de folhas curativas, e uma visão similar é apresentada no livro de Apocalipse. (Ez 47:7, 12; Ap 22:2, 14) A expressão “árvore da vida” é usada com respeito à verdadeira sabedoria, aos frutos do justo, à realização de uma coisa desejada, e à calma da língua; também é associada com a coroa da vida. (Pr 3:18; 11:30; 13:12; 15:4; Re 2:7, 10) Mencionam-se árvores em associação com as condições frutíferas, pacíficas e jubilosas, que resultam da realeza de Yehowah e da restauração de seu povo. — 1Cr 16:33; Sal 96:12; 148:9; Is 55:12; Ez 34:27; 36:30.

Jesus usou árvores em algumas das suas ilustrações, destacando a necessidade de se produzir frutos em verdadeira justiça, como João, o Batizador, fizera antes dele. (Mt 3:10; 7:15-20) Visto que as árvores frutíferas eram tributadas na Palestina, naquele tempo, uma árvore improdutiva (virtualmente morta) era uma carga indesejável para o proprietário, e, por isso, devia ser cortada e destruída. (Lu 13:6-9) Em Judas 12, as pessoas imorais que se infiltram na congregação cristã são comparadas a árvores infrutíferas no outono, que já morreram duas vezes. Serem descritas como “duas vezes mortas” talvez seja um modo enfático de expressar que elas estão completamente mortas. Ou, poderia significar que estão mortas de dois pontos de vista. Elas (1) são estéreis ou infrutíferas, e (2) estão literalmente mortas, não possuindo nenhuma vitalidade.

A palavra hebraica para árvore é também usada com relação à estaca ou poste em que se pendurava um corpo. (Gên 40:19; De 21:22, 23; Jos 8:29; Est 2:23) Ao aplicar Deuteronômio 21:23, o apóstolo Paulo usou a palavra grega xýlon (madeiro, ou árvore). — Gál 3:13.

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