sexta-feira, 17 de julho de 2009

Postado por Eduardo G. Junior Em | 1 comment

Estudo Bíblico sobre ColheitaColheita

O recolhimento das safras; uma das coisas que nunca cessarão “por todos os dias que a terra continuar”. (Gên 8:22) A época da colheita vem acompanhada de grande alegria, embora, naturalmente, requeira muito trabalho árduo recolher as safras. (Sal 126:5, 6; Is 9:3; 16:9, 10) Certos acontecimentos bíblicos foram mencionados como ocorrendo com relação à época da colheita. — Gên 30:14; Jos 3:15; Jz 15:1; Ru 1:22; 2:23; 1Sa 6:13; 2Sa 21:9; 23:13.

I. Sábados e o Jubileu.

A lei de Deus dada a Israel especificava certos requisitos e provisões relacionados com a colheita. Embora ela fosse importante, os israelitas não ficavam desobrigados de observar o sábado, não se fazendo na Lei nenhuma provisão para se fazer colheita nesse dia, em caso de emergência. (Êx 34:21; compare isso com Ne 13:15.) Visto que não devia haver semeadura durante o ano sabático, nem no ano do jubileu, naturalmente, não haveria safras para recolher, com exceção do que crescera de grãos caídos na colheita anterior. No entanto, nem mesmo isso devia ser colhido pelo dono, embora ele, seus escravos e seus trabalhadores contratados, os colonos e os residentes forasteiros, bem como os animais domésticos e os animais selváticos pudessem comer os produtos da terra. — Êx 23:10, 11; Le 25:3-7, 11, 12, 20-22.

II. Primícias, e o Cuidado com os Pobres.

As primícias de cada colheita deviam ser apresentadas a Yehowah. (Le 23:10, 11; De 26:1-4) Os frutos duma árvore só deviam ser colhidos para uso pessoal a partir do quinto ano. — Le 19:23-25.

O israelita, quando faminto, podia entrar no campo ou no vinhedo de outro e comer do seu produto até se saciar, mas não podia levar nada consigo num recipiente, nem usar foice para cortar os cereais de seu próximo. — De 23:24, 25; compare isso com Mt 12:1; Lu 6:1.

Na época da colheita, os israelitas não deviam ceifar completamente os cantos dos seus campos, nem apanhar a respiga, visto que tais sobras de seus campos de cereais e de seus vinhedos eram para os aflitos e os residentes forasteiros. — Le 19:9, 10; 23:22; De 24:19.

III. Clima.

Na Terra da Promessa, na antiguidade, bem como hoje, raras vezes chovia na época da colheita; de fato, quando Yehowah fez com que chovesse e trovejasse em resposta à oração de Samuel, isto provou aos israelitas que eles tinham cometido um grande mal por pedirem um rei humano. (1Sa 12:17-19; veja também Pr 26:1.) Mas o rio Jordão transbordava suas margens por causa das chuvas tardias no começo da primavera e das neves derretidas dos montes do Líbano. — Jos 3:15; 5:10, 11.

O clima é quente na época da colheita, tornando uma nuvem de orvalho bem refrescante. (Is 18:4) Uma bebida refrigerada com neve procedente dos montes é bem-vinda, e é antes a isto, em vez de à nevada, que evidentemente se refere o paralelismo em Provérbios 25:13, visto que a neve durante a colheita seria uma calamidade.

IV. Linho, Cevada, Trigo.

Nas vizinhanças de Jericó, começava-se a colher o linho no 12.° mês, adar (fevereiro-março), ou em princípios de nisã (março-abril), o primeiro mês do ano sagrado dos hebreus. As hastes de linho eram arrancadas, ou retiradas com enxada, e depois estendidas para secar. Havia hastes de linho no terraço de Raabe, quando ela escondeu os espiões (Jos 2:6) nos primeiros dias de nisã. — Jos 2:16, 22, 23; 3:1, 2; 4:19.

A seguir vinha a colheita da cevada, no mês de nisã (março-abril). Os israelitas entraram na Terra da Promessa na época da colheita da cevada e começaram a comer dos produtos da terra em 15 de nisã. (Jos 3:15; 5:10, 11) Ao passo que a colheita da cevada continuava nas colinas da Palestina, nas planícies seguia-se a colheita do trigo (Ru 1:22; 2:23; 2Sa 21:9), começando durante o mês de zive, ou íiar (abril-maio).

Daí, no mês de sivã (maio-junho), realizava-se a colheita do trigo nas terras altas. O ceifeiro, segurando as hastes do cereal com uma mão, cortava-as com uma foice. — Veja De 23:25; Is 17:5.

V. Uvas, Tâmaras, Figos, Olivas.

O mês de tamuz (junho-julho) trazia as primeiras uvas maduras, começando a vindima no mês de ab (julho-agosto), época em que as olivas (ou azeitonas) também estavam maduras nas baixadas. Durante o mês de elul (agosto-setembro), fazia-se a vindima geral, as tâmaras estavam maduras, as romãs estavam amadurecendo e os figos de verão eram colhidos. (Núm 13:23) A colheita geralmente terminava por volta do mês de etanim, ou tisri (setembro-outubro), embora talvez ainda se recolhessem olivas na Galiléia setentrional no mês de bul, ou chesvã (marchesvã, ou marquesvã) (outubro-novembro). Colhiam-se as olivas por bater os galhos da árvore com um pau. — De 24:20.

VI. Festividades.

As três principais festividades de Israel estavam diretamente associadas com a colheita. (Êx 23:14-17) A Festividade dos Pães Não Fermentados, começando em 15 de nisã, coincidia com a colheita da cevada. Em 16 de nisã, “no dia depois do sábado” (não necessariamente um sábado semanal, visto que o dia inicial da festividade era designado como sábado, sem tomar em conta em que dia caísse), o sumo sacerdote devia mover para lá e para cá um molho das primícias da colheita da cevada perante Yehowah. — Le 23:6-11.

A Festividade das Semanas, ou Pentecostes, caía no 50.° dia a partir de 16 de nisã. Era a época da colheita do trigo. Dois pães fermentados das primícias do novo cereal deviam ser apresentados a Jeová como oferta movida. (Le 23:15-17) Evidentemente, com referência às sete semanas de colheita, entre a Festividade dos Pães Não Fermentados e a Festividade de Pentecostes, Jeremias descreve a Yehowah como “Aquele que guarda até mesmo as semanas prescritas da colheita para nós”, preservando este período como estação seca, visto que a chuva prejudicaria a colheita. — Je 5:24; compare isso com Am 4:7.

A Festividade das Barracas, ou do Recolhimento, que começava no 15.° dia do sétimo mês, etanim, ou tisri, encerrava a parte principal do ano agrícola de forma alegre, visto que a colheita, em geral, já havia sido então completada. — Le 23:33-36, 39-43.

VII. Uso Figurado.

A volta do povo do exílio e o ajuntamento de pessoas para a vida são comparados à colheita (Os 6:11; Mt 9:37, 38; Lu 10:2; Jo 4:35-38), assim como também o ajuntamento e a destruição dos iníquos. (Je 51:33; Ap 14:17-20) Cristo Jesus referiu-se à “terminação do sistema de coisas” como a uma colheita, ocasião em que os anjos, atuando na qualidade de ceifeiros, ajuntariam todos os semelhantes ao joio e os lançariam na “fornalha ardente”, ao passo que os semelhantes ao trigo ‘brilhariam tão claramente como o sol, no reino de seu Pai’. (Mt 13:24-30, 36-43) Esta obra de colheita é feita sob a direção de Jesus Cristo, porque no livro de Apocalipse, ele, como “alguém semelhante a um filho de homem”, é retratado com uma foice afiada na mão. — Ap 14:14-16.

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