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sexta-feira, 17 de julho de 2009

Estudo Bíblico: Eliú

Eliú
[Meu Deus É Ele].

1. “Filho de Baraquel, o buzita, da família de Rão.” Como descendente de Buz, Eliú, evidentemente, era parente distante de Abraão. (Jó 32:1, 2, 6; Gên 22:20, 21) É provável que Eliú tenha escutado atentamente todo o debate entre Jó e seus três supostos consoladores. Mas, pelo devido respeito para com a idade deles, permaneceu em silêncio até que todos terminaram de falar. Embora críticos modernos tenham rotulado Eliú de loquaz, afirmando que seus discursos eram muito verbosos, as declarações de Eliú não eram as de um jovem impertinente. Ele avaliava de forma plena que a sabedoria não era posse exclusiva dos avançados nos anos, mas que o espírito de Deus é que tornava a pessoa realmente sábia. Por conseguinte, Eliú se estribava fortemente no espírito de Deus. Podia assim discernir de modo correto que Jó deixara de avaliar que a vindicação de Jeová Deus é muito mais importante do que a vindicação de qualquer homem, e que os três amigos de Jó tinham realmente declarado que Deus era iníquo. — Jó 32:2-9, 18.

Eliú era imparcial, não dando título lisonjeiro a ninguém. Reconhecia que ele, assim como Jó, fora feito de barro, e que o Todo-poderoso era seu Criador. Eliú não tinha intenção de aterrorizar Jó, mas falou-lhe como verdadeiro amigo, dirigindo-se a Jó pelo nome, algo que não fora feito por Elifaz, Bildade ou Zofar. — Jó 32:21, 22; 33:6.

Em todos os sentidos, Eliú exaltou a posição do verdadeiro Deus: O Todo-poderoso é justo, recompensando a pessoa segundo a sua conduta. Ele julga sem parcialidade e está plenamente apercebido do proceder assumido pelos homens. Deus ouve o clamor dos aflitos. Ele é um Instrutor que torna os homens mais sábios do que a criação animal inferior. Deus somente não ouve a inverdade, e, por isso, Eliú incentivou Jó a esperar por Ele. Ademais, Eliú garantiu a Jó que Deus estava com ele, e que Ele não preservaria vivos os iníquos, mas que aqueles que servem a Ele “acabarão os seus dias no que é bom”. (Jó 36:11) Jó foi então admoestado a magnificar a atividade de Deus, o grande Provisor, que fornece alimento em abundância. Eliú trouxe à atenção de Jó as grandes coisas feitas por Deus, e Seu controle sobre as forças naturais, incentivando Jó a mostrar-se “atento às obras maravilhosas de Deus”. (Jó 37:14) Eliú concluiu num plano elevado, dizendo a respeito do Todo-poderoso: “Ele é sublime em poder, e não depreciará o juízo e a abundância da justiça. Portanto, temam-no os homens.” — Jó 37:23, 24; caps. 34-37.

Somente pelo espírito de Deus foi possível a Eliú avaliar corretamente os assuntos e falar as palavras que tiveram cumprimento em Jó, quando este foi restabelecido: “Isenta-o de descer à cova! Achei um resgate! Torne-se a sua carne mais fresca do que na infância; volte ele aos dias do seu vigor juvenil.” — Jó 33:24, 25.

2. Antepassado do profeta Samuel; filho de Toú. (1Sa 1:1) Evidentemente, Eliú é também chamado Eliabe e Eliel. — 1Cr 6:27, 34.

3. Considerado ser Eliabe, irmão mais velho do Rei Davi; tornou-se príncipe da tribo de Judá. — 1Cr 27:18, 22; compare isso com 1Sa 16:6.

4. Um dos sete cabeças dos milhares que pertenciam a Manassés e que se bandeou para Davi, em Ziclague. — 1Cr 12:20.

5. Coraíta da família de Obede-Edom, que era porteiro da casa de Deus, designado durante o reinado de Davi. — 1Cr 26:1, 4, 7, 8.
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