sexta-feira, 17 de julho de 2009

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estudo bíblico sobre genealogia biblica
Genealogia

Registro das linhagens e dos parentescos da família humana. Deus é o grande Genealogista ou Mantenedor dos registros de criação, começos, nascimentos e descendência. Ele é o “Pai, a quem toda família no céu e na terra deve o seu nome”. (Ef 3:14, 15) Sua Palavra, a Bíblia, contém um registro exato das genealogias que desempenharam um papel importante no Seu propósito.

O homem tem o desejo inato de conhecer seus ascendentes e de manter vivo o nome da sua família. Muitas nações antigas mantiveram extensos registros genealógicos, especialmente das linhagens de seus sacerdotes e reis. Os egípcios mantiveram tais registros, assim como também os árabes. Encontraram-se tabuinhas cuneiformes de genealogias de reis da Babilônia e da Assíria. Exemplos mais recentes são as listas genealógicas dos gregos, dos celtas, dos saxões e dos romanos.

O verbo hebraico para registrar a descendência legítima é yahhás, traduzido por ‘ser registrado genealogicamente’ (1Cr 5:17); o substantivo aparentado é yáhhas, traduzido por “registro genealógico”. (Ne 7:5) O termo grego ge·ne·a·lo·gí·a ocorre em 1 Timóteo 1:4 e em Tito 3:9, com referência a linhagens ou “genealogias” pessoais.

O apóstolo Mateus abre seu relato evangélico com a introdução: “O livro da história [genéseos, forma de génesis] de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão.” (Mt 1:1) A palavra grega génesis significa literalmente “descendência; origem”. Este termo grego é usado pela Septuaginta para traduzir o hebraico tohledhóhth, que tem o mesmo sentido básico, e, evidentemente, denota “história” nas suas numerosas ocorrências no livro de Gênesis. — Veja Gên 2:4 n.

Naturalmente, Mateus fornece mais do que apenas uma genealogia de Cristo. Ele prossegue relatando a história do nascimento humano, do ministério, da morte e da ressurreição de Jesus. Este costume não era incomum naquele tempo, porque as mais antigas histórias gregas tinham estrutura genealógica. Naqueles tempos antigos, a história girava em torno das pessoas contidas na genealogia ou apresentadas por ela. De modo que a genealogia era uma parte importante da história, em muitos casos constituindo a introdução dela. — Veja 1Cr 1-9.

Por ocasião do julgamento no Éden, Deus fez a promessa a respeito do Descendente, ou Semente, da “mulher”, que havia de esmagar a cabeça da Serpente. (Gên 3:15) Isto talvez tenha dado margem à idéia de a Semente ter ascendência humana, embora fosse só quando Abraão foi informado de que sua Semente seria o meio de abençoar todas as nações que se declarou especificamente que a linhagem da Semente seguiria um rumo terrestre. (Gên 22:17, 18) Isto tornou de máxima importância a genealogia da linhagem da família de Abraão. A Bíblia é o registro exclusivo não só da origem de Abraão, mas também de todas as nações descendentes de Sem, Cã e Jafé, filhos de Noé. — Gên 10:32.

Conforme comenta E. J. Hamlin em The Interpreter’s Dictionary of the Bible (O Dicionário Bíblico do Intérprete), a tabela das nações em Gênesis é “exclusiva na literatura antiga. . . . Tal preocupação com a história não pode ser encontrada em nenhuma outra literatura sagrada do mundo”. — Editado por G. Buttrick, 1962, Vol. 3, p. 515.

II. Objetivo dos Registros Genealógicos.

Além da inclinação natural do homem, de manter um registro de nascimentos e de parentescos, a genealogia era importante para a cronologia, em especial na parte mais antiga da história da humanidade. No entanto, além disso, por causa das promessas, das profecias e dos tratos de Deus, tornou-se essencial haver um registro de certas linhagens.

Após o Dilúvio, a bênção dada por Noé indicava que os descendentes de Sem seriam divinamente favorecidos. (Gên 9:26, 27) Mais tarde, Deus revelou a Abraão que aquilo que seria chamado de seu “descendente [lit.: semente]” viria através de Isaque. (Gên 17:19; Ro 9:7) Portanto, tornou-se óbvio que a identificação desta Semente exigiria um registro genealógico meticuloso. Assim, no decorrer do tempo, a linhagem de Judá, a tribo à qual foi prometida a liderança (Gên 49:10), e especialmente a família de Davi, a linhagem real, seria meticulosamente registrada. (2Sa 7:12-16) Este registro forneceria a genealogia do Messias, a Semente (ou: Descendente), a linhagem de extraordinária importância. — Jo 7:42.

A segunda mais cuidadosamente guardada genealogia era a da tribo de Levi, com ênfase especial na família sacerdotal de Arão. — Êx 28:1-3; Núm 3:5-10.

Adicionalmente, sob a Lei, os registros genealógicos eram essenciais para se determinar os parentescos tribais para a divisão do país e os parentescos familiares para as heranças individuais de terra. Serviam o objetivo necessário de identificar o parente mais próximo como o go’él, o habilitado para o casamento de cunhado (De 25:5, 6), para resgatar seu parente (Le 25:47-49) e como vingador de sangue no assassino (Núm 35:19). Também, o pacto da Lei proibia casamentos em certos graus de consangüinidade ou afinidade, o que exigia conhecimento dos parentescos genealógicos. — Le 18:6-18.

A forma estrita com que os israelitas se apegavam a estas genealogias é ilustrada na situação que surgiu após o retorno de Babilônia, quando alguns, supostamente de descendência sacerdotal, não puderam encontrar seu registro. Neemias mandou que não comessem das coisas santíssimas fornecidas para o sacerdócio, até que pudessem comprovar publicamente a sua genealogia. (Ne 7:63-65) O registro das pessoas feito por Neemias incluía os netineus, porque eles, embora não fossem israelitas, eram oficialmente um grupo devotado ao serviço no templo. — Ne 7:46-56.

Quanto à cronologia, na maioria dos casos, as listas genealógicas de modo algum objetivam fornecer dados completos. Não obstante, muitas vezes são de ajuda na cronologia para a verificação de certos pontos dela ou para suprir pormenores importantes. Nem podem as listas genealógicas usualmente ser consideradas como indicadores do crescimento da população, porque, em muitos casos, certos elos intermediários são omitidos quando não são necessários para a respectiva genealogia. E, visto que as genealogias usualmente não contêm os nomes de mulheres, não estão alistados os nomes das esposas e das concubinas que um homem talvez tivesse; igualmente, nem todos os seus filhos com estas esposas talvez sejam mencionados; mesmo alguns dos filhos da esposa primária podem ocasionalmente estar omitidos.

III. Desde Adão Até o Dilúvio.

A Bíblia oferece evidência da existência de listas de parentescos familiares desde o início do homem. Por ocasião do nascimento de Sete, filho de Adão, Eva disse: “Deus designou outro descendente [lit.: semente] em lugar de Abel, visto que Caim o matou.” (Gên 4:25) Representantes da linhagem iniciada por Sete sobreviveram ao Dilúvio. — Gên 5:3-29, 32; 8:18; 1Pe 3:19, 20.

IV. Desde o Dilúvio Até Abraão.

A linhagem de Sem, filho de Noé, que recebeu a bênção de Noé, produziu Abrão (Abraão), o “amigo de Yehowah”. (Tg 2:23) Esta genealogia, junto com a antediluviana já mencionada, constitui o único meio de se determinar a cronologia da história do homem até Abraão. Na lista antediluviana, o registro passa pela linhagem de Sete, e na lista pós-diluviana, passa por Sem. Especifica coerentemente o tempo desde o nascimento de certo homem até o nascimento do seu filho. (Gên 11:10-24, 32; 12:4) Não existem outras extensas listas genealógicas que abranjam este período histórico — o que indica que estas listas têm o objetivo duplo de prover genealogia e cronologia. Em alguns outros casos, a colocação de eventos específicos na corrente do tempo é conseguida por meio de informações genealógicas.

V. Desde Abraão Até Cristo.

Abraão e Sara, pela intervenção do próprio Deus, tiveram um filho, Isaque, por meio de quem havia de vir o prometido “descendente [semente]”. (Gên 21:1-7; He 11:11, 12) De Jacó (Israel), filho de Isaque, descenderam as originais 12 tribos. (Gên 35:22-26; Núm 1:20-50) Judá havia de ser a tribo régia, restringindo-se isso mais tarde para a família de Davi. Os descendentes de Levi tornaram-se a tribo sacerdotal, ficando o próprio sacerdócio restrito à linhagem de Arão. Para comprovar seu direito legal ao trono, Jesus Cristo, o Rei, tinha de ser identificado como da família de Davi e da linhagem de Judá. Mas, visto que o seu sacerdócio, por juramento de Deus, era à maneira de Melquisedeque, não exigia descendência levítica. — Sal 110:1, 4; He 7:11-14.

VI. Outras Importantes Listas Genealógicas.

Além da linhagem descendente de Adão até Jesus Cristo e as extensas genealogias dos 12 filhos de Jacó, há registros genealógicos dos primórdios dos povos aparentados com Israel. Estes incluem os irmãos de Abraão (Gên 11:27-29; 22:20-24); os filhos de Ismael (Gên 25:13-18); Moabe e Amom, que eram os filhos de Ló, sobrinho de Abraão (Gên 19:33-38); os filhos de Abraão com Quetura, dos quais descenderam Midiã e outras tribos (Gên 25:1-4); e a posteridade de Esaú (Edom) (Gên 36:1-19, 40-43).

Estas nações são importantes por causa do seu parentesco com Israel, o povo escolhido de Deus. Tanto Isaque como Jacó tomaram esposas da família do irmão de Abraão. (Gên 22:20-23; 24:4, 67; 28:1-4; 29:21-28) Deus designou territórios às nações de Moabe, Amom e Edom, que confinavam com Israel, e Israel foi informado a não usurpar a herança de terras desses povos, nem interferir neles. — De 2:4, 5, 9, 19.

VII. Arquivos Oficiais.

Parece que, em Israel, além dos registros mantidos pelas próprias famílias, guardavam-se registros nacionais de genealogias. Em Gênesis, capítulo 46, encontramos a lista dos nascidos na família de Jacó até o tempo da entrada de Jacó no Egito, e, evidentemente, até a sua morte. Em Êxodo 6:14-25, aparece uma genealogia primariamente dos descendentes de Levi, e, pelo visto, copiada de um registro anterior. O primeiro recenseamento nacional foi feito no ermo de Sinai, em 1512 AEC, no segundo ano depois da sua partida do Egito, ocasião em que se reconheceu sua descendência “quanto às suas famílias na casa de seus pais”. (Núm 1:1, 18; veja também Núm 3.) O único outro recenseamento nacional divinamente autorizado de Israel, de que há registro antes do exílio, é aquele feito uns 39 anos depois, nas planícies de Moabe. — Núm 26.

À parte das genealogias registradas nos escritos de Moisés, há listas tais como as feitas por outros cronistas oficiais, inclusive por Samuel, que foi o escritor de Juízes, de Rute e de parte de Primeiro Samuel; Esdras, que escreveu Primeiro e Segundo Crônicas, e o livro de Esdras; e Neemias, escritor do livro que leva o seu nome. Há também evidência dentro destes escritos a respeito de outros genealogistas: Ido (2Cr 12:15) e Zorobabel, que evidentemente providenciou que se fizessem listas genealógicas dos israelitas repatriados. (Esd 2) Durante o reinado do justo Rei Jotão, houve um alistamento genealógico das tribos de Israel que moravam na terra de Gileade. — 1Cr 5:1-17.

Essas genealogias foram cuidadosamente preservadas até o começo da Era Comum. Isto é provado pelo fato de que cada família de Israel podia voltar para a cidade da casa de seu pai, a fim de ser registrada em acatamento do decreto de César Augusto, pouco antes do nascimento de Jesus. (Lu 2:1-5) Também, Zacarias, pai de João, o Batizador, é indicado como fazendo parte da turma sacerdotal de Abias, e Elisabete, mãe de João, como uma das filhas de Arão. (Lu 1:5) Menciona-se que Ana, a profetisa, era “da tribo de Aser”. (Lu 2:36) E, naturalmente, as listas extensas dos antepassados de Jesus, em Mateus, capítulo 1, e Lucas, capítulo 3, tornam claro que tais registros eram guardados em arquivos públicos, disponíveis para consulta.

O historiador Josefo dá testemunho da existência de registros genealógicos oficiais, judaicos, ao dizer: “Minha família não é de pouca monta, pois sua descendência remonta até antepassados sacerdotais. . . . No entanto, meus antepassados não somente eram sacerdotes, mas pertenciam à primeira das vinte e quatro turmas — uma distinção especial — e ao mais distinto dos seus clãs constituintes.” Daí, depois de salientar que sua mãe descendia de Asamoneus, ele conclui: “Com tal ascendência, que cito conforme a encontro registrada nos registros públicos, posso ficar alheio aos pretensos detratores da minha família.” — The Life (A Vida), 1, 2, 6, (1).

As genealogias oficiais dos judeus foram destruídas, não pelo Rei Herodes, o Grande, conforme sustentava Africano, no começo do terceiro século, mas evidentemente pelos romanos, por ocasião da destruição de Jerusalém, em 70 EC. (Against Apion [Contra Apião], de F. Josefo, I, 30-38 [7]; The Jewish War [A Guerra Judaica], II, 426-428 [xvii, 6]; VI, 354 [vi, 3]) Desde aquele tempo, os judeus não conseguem comprovar sua descendência, nem mesmo nas duas linhagens mais importantes, a de Davi e a de Levi.

VIII. Identificação dos Parentescos.

Na determinação dos parentescos, freqüentemente é necessário verificar o contexto ou fazer um confronto de listas paralelas ou de textos de partes diferentes da Bíblia. Por exemplo, “filho” pode na realidade significar neto, ou apenas descendente. (Mt 1:1) Novamente, uma lista de nomes pode parecer ser o registro de irmãos, filhos do mesmo homem. Um exame mais detido e a comparação com outros textos, porém, pode mostrar que é o registro duma linhagem genealógica, dando os nomes de alguns filhos, e também de alguns netos ou descendentes posteriores. Gênesis 46:21, evidentemente, alista tanto os filhos como os netos de Benjamim como “filhos”, conforme se pode ver na comparação com Números 26:38-40.

A mesma situação é encontrada até nas genealogias de algumas das famílias principais. Por exemplo, 1 Crônicas 6:22-24 alista dez “filhos de Coate”. Mas, no versículo 18 , e em Êxodo 6:18, encontramos apenas quatro filhos atribuídos a Coate. E o exame do contexto mostra que a lista dos “filhos de Coate”, em 1 Crônicas 6:22-24, é na realidade parte duma genealogia de famílias da linhagem de Coate, que tinham membros representativos presentes para serem designados por Davi para certos deveres no templo.

Inversamente, “pai” pode significar “avô” ou mesmo predecessor real. (Da 5:11, 18) Em muitos textos, tais como Deuteronômio 26:5; 1 Reis 15:11, 24; e 2 Reis 15:38, a palavra hebraica ’av (pai) é também usada no sentido de “ancestral” ou “antepassado”. De modo similar, as palavras hebraicas ’em (mãe) e bath (filha) são às vezes usadas respectivamente para “avó” e para “neta”. — 1Rs 15:10, 13.

IX. Cidades, e nomes no plural.

Em algumas listas talvez se diga que determinado homem é o “pai” de certa cidade, como em 1 Crônicas 2:50-54, onde, por exemplo, Salma é chamado de “pai de Belém”, e Sobal, de “pai de Quiriate-Jearim”. Evidentemente, as cidades de Belém e de Quiriate-Jearim ou foram fundadas por estes homens, ou foram povoadas pelos descendentes deles. A mesma lista reza adicionalmente: “Os filhos de Salma foram Belém e os netofatitas, Atrote-Bete-Joabe e metade dos manaatitas, os zoritas”. (1Cr 2:54) Aqui, netofatitas, manaatitas e zoritas evidentemente eram famílias.

Em Gênesis 10:13, 14, os nomes dos descendentes de Mizraim têm o que parecem ser formas plurais. Sugeriu-se que eles representam os nomes de famílias ou de tribos, em vez de pessoas. Todavia, deve-se ter em mente que outros nomes, na forma dual, tais como Efraim, Apaim, Diblaim e também o já mencionado Mizraim, filho de Cã, se referem, cada um, a uma pessoa. — Gên 41:52; 1Cr 2:30, 31; Os 1:3; 2Cr 28:12.

X. Listas abreviadas.

Com freqüência, os escritores bíblicos abreviam muito uma lista genealógica, evidentemente mencionando apenas chefes de família das casas de maior destaque, personagens importantes ou pessoas mais importantes para a história em consideração. Às vezes, tudo o que o cronista queria mostrar era que determinada pessoa descendia de certo antepassado remoto; de modo que podia deixar fora muitos nomes intermediários.

Um exemplo de tal condensação é encontrado na cronologia do próprio Esdras. (Esd 7:1-5) Ele registra sua descendência de Arão, o sumo sacerdote, mas numa lista paralela, em 1 Crônicas 6:3-14, aparecem diversos nomes nos versículos 7 a 10 que não constam em Esdras 7:3. É provável que Esdras fez isso para evitar uma repetição desnecessária e para abreviar a longa lista de nomes. Ainda assim, a lista era perfeitamente adequada para provar ter descendência sacerdotal. Esdras disse que ele era “filho” de Seraías, significando que era seu descendente, porque deve ter sido bisneto de Seraías, ou possivelmente seu trineto. Seraías era sumo sacerdote e foi morto por Nabucodonosor por ocasião do exílio para Babilônia (607 AEC), sendo seu filho Jeozadaque levado ao exílio. (2Rs 25:18-21; 1Cr 6:14, 15) Josué (Jesua), o sumo sacerdote, que retornou 70 anos mais tarde com Zorobabel, era neto de Seraías. (Esd 5:2; Ag 1:1) Esdras viajou a Jerusalém 69 anos depois disso, o que tornaria impossível ser Esdras filho direto de Seraías e irmão de Jeozadaque.

Outra coisa que aprendemos por comparar genealogias neste caso é que Esdras, embora descendesse de Arão através de Seraías, evidentemente não era daquela linhagem de Seraías em que o cargo de sumo sacerdote era hereditário, a saber, de Jeozadaque. A linhagem de sumo sacerdote, de Seraías, passava por Josué (Jesua), Joiaquim e Eliasibe, sendo este último sumo sacerdote durante a governança de Neemias. Portanto, Esdras alcançou seu objetivo com a sua genealogia abreviada, fornecendo apenas nomes suficientes para provar sua posição na linhagem de Arão. — Ne 3:1; 12:10.

XI. Alguns Motivos de Haver Variações nas Listas.

O filho que tivesse morrido sem prole freqüentemente não era mencionado; em alguns casos, o homem pode ter tido uma filha, mas não um filho, e a herança talvez fosse transmitida através da filha que, ao se casar, passava a estar sob outro chefe de família na mesma tribo. (Núm 36:7, 8) Ocasionalmente, a genealogia podia incluir uma família de menor destaque sob outro chefe de família, de modo que tal família menor não está alistada. Portanto, não ter filhos, a transmissão da herança através de mulheres, talvez a adoção, ou não se estabelecer uma casa ancestral separada fizeram com que alguns nomes fossem omitidos das listas genealógicas, ao passo que novas casas formadas talvez acrescentassem novos nomes às listas. Portanto, é óbvio que os nomes numa genealogia posterior possivelmente diferissem em muitos pontos dos constantes numa lista anterior.

Vários chefes de família podem constar no que parece ser uma lista de irmãos, mas que na realidade pode incluir sobrinhos, como quando, no caso da “adoção” dos filhos de José, Jacó disse: “Efraim e Manassés tornar-se-ão meus, iguais a Rubem e Simeão.” (Gên 48:5) Portanto, mais tarde, Efraim e Manassés são contados ao lado dos seus tios como cabeças tribais. — Núm 2:18-21; Jos 17:17.

Neemias, capítulo 10, apresenta vários nomes dos que atestaram, com selo, um “arranjo fidedigno” para cumprir os mandamentos de Deus. (Ne 9:38) Nestas listas, os nomes indicados não são necessariamente os das pessoas que entraram nos acordos, mas podem referir-se às casas envolvidas, mencionando-se o cabeça ancestral. (Veja Esd 10:16.) Isto talvez seja indicado por muitos dos nomes alistados serem os mesmos que os alistados como retornando de Babilônia 80 anos antes, com Zorobabel. Assim, embora os presentes, em alguns casos, possam ter tido o mesmo nome que o cabeça ancestral, eles talvez fossem apenas representantes das casas ancestrais alistadas por esses nomes.

XII. Repetição de nomes.

Bem freqüentemente repete-se o mesmo nome numa mesma lista genealógica. O uso do mesmo nome para um descendente posterior, sem dúvida, era um método que facilitava a esta pessoa identificar sua linhagem, embora, naturalmente, às vezes houvesse pessoas do mesmo nome em linhagens de outras famílias. Alguns dos muitos casos de tal recorrência de nomes na mesma linhagem ancestral são: Zadoque (1Cr 6:8, 12), Azarias (1Cr 6:9, 13, 14) e Elcana. — 1Cr 6:34-36.

Em diversos casos, os nomes que aparecem em listas paralelas diferem. Isto talvez se deva a que certas pessoas tinham mais de um nome, como, por exemplo, Jacó, que também era chamado “Israel”. (Gên 32:28) Por outro lado, também, talvez houvesse uma ligeira alteração na grafia do nome, o que ocasionalmente dava até mesmo um significado diferente ao nome. Alguns exemplos disso são: Abrão (que significa “Pai É Enaltecido (Exaltado)”) e Abraão (que significa “Pai Duma Multidão)”), Sarai (possivelmente: “Contenciosa”) e Sara (“Princesa”). Eliú, antepassado do profeta Samuel, parece também ter sido chamado Eliabe e Eliel. — 1Sa 1:1; 1Cr 6:27, 34.

Nas Escrituras Gregas Cristãs, empregavam-se às vezes cognomes, como no caso de Simão Pedro, que era chamado Cefas, nome que provém do equivalente aramaico do grego para Pedro (Lu 6:14; Jo 1:42); havia também João Marcos. (At 12:12) Talvez se desse à pessoa determinado nome por causa de alguma característica. Simão, “o Cananita”, (também chamado de “zeloso”), distingue este apóstolo do apóstolo Simão Pedro. (Mt 10:4; Lu 6:15) Em alguns casos, faz-se a diferenciação por expressões tais como “Tiago, filho de Alfeu”, distinguindo-o de Tiago, filho de Zebedeu e irmão de João, o apóstolo. (Mt 10:2, 3) Talvez se acrescentasse a cidade, o distrito ou o país de que a pessoa era originária, como no caso de José de Arimatéia, e Judas, o galileu. (Mr 15:43; At 5:37) Acredita-se que Judas Iscariotes signifique Judas, “Homem de Queriote”. (Mt 10:4) Os mesmos métodos foram empregados nas Escrituras Hebraicas. (Gên 25:20; 1Sa 17:4, 58) Talvez se fornecesse o nome do irmão da pessoa para esclarecer a identidade desta. (Jo 1:40) Mulheres com o mesmo nome eram similarmente diferenciadas por se mencionar também o nome do pai, da mãe, de irmão, irmã, marido ou filho. — Gên 11:29; 28:9; 36:39; Jo 19:25; At 1:14; 12:12.

Tanto nas Escrituras Hebraicas como nas Escrituras Gregas Cristãs, talvez se usasse o nome de família ou o título, determinando-se a identificação da pessoa pelo seu nome individual, ou então pelo tempo e pelo evento histórico com que a pessoa era associada. Por exemplo, Abimeleque, evidentemente, ou era o nome pessoal, ou então o título de três reis filisteus, comparável ao uso de “Faraó” entre os egípcios. (Gên 20:2; 26:26; 40:2; Êx 1:22; 3:10) O Abimeleque ou o Faraó em consideração, portanto, seria identificado pelo tempo e pelas circunstâncias. Herodes era nome de família; César era nome de família que se tornou título. Quando alguém se referia a um dos Herodes (e havia perigo de ambigüidade) podia indicar a pessoa pretendida por usar apenas seu nome pessoal, tal como Agripa, ou por combinar o nome pessoal ou o título adicional com Herodes, tal como Herodes Ântipas, Herodes Agripa — e similarmente no caso dos césares, como César Augusto, Tibério César. — Lu 2:1; 3:1; At 25:13.

XIII. Nomes de Mulheres.

Mulheres eram mencionadas ocasionalmente nos registros genealógicos, quando havia um motivo histórico para isso. Em Gênesis 11:29, 30, menciona-se Sarai (Sara), evidentemente pelo motivo de que a prometida Semente viria por meio dela, não por meio de outra mulher de Abraão. É possível que Milca foi mencionada na mesma passagem por ser a avó de Rebeca, esposa de Isaque, mostrando assim que a linhagem de Rebeca provinha de parentes de Abraão, visto que Isaque não devia ter esposa procedente das outras nações. (Gên 22:20-23; 24:2-4) Em Gênesis 25:1, apresenta-se o nome de Quetura, esposa posterior de Abraão. Isto mostra que Abraão se casou de novo, após o falecimento de Sara, e que sua faculdade procriativa ainda estava ativa mais de 40 anos depois da sua milagrosa renovação por Jeová. (Ro 4:19; Gên 24:67; 25:20) Revela também a relação de parentesco de Midiã e de outras tribos árabes com Israel.

Mencionam-se Léia, Raquel e as concubinas de Jacó, junto com os filhos que elas deram à luz. (Gên 35:21-26) Isto nos ajuda a entender os tratos posteriores de Deus com estes filhos. Por motivos similares, encontramos nos registros genealógicos os nomes de outras mulheres. Seus nomes talvez fossem incluídos quando se transmitia uma herança por meio delas. (Núm 26:33) Naturalmente, Tamar, Raabe e Rute se destacam. Em cada caso, há algo notável na maneira em que estas mulheres passaram a figurar na ascendência do Messias, Jesus Cristo. (Gên 38; Ru 1:3-5; 4:13-15; Mt 1:1-5) Entre outros casos da menção de mulheres nas listas genealógicas encontram-se 1 Crônicas 2:35, 48, 49; 3:1-3, 5.

XIV. Genealogia e Gerações.

Em algumas genealogias, encontramos os nomes dum homem e de seus descendentes alistados até os trinetos. De um ponto de vista, estes poderiam ser contados como quatro ou cinco gerações. No entanto, o homem mencionado primeiro talvez chegasse a ver todas estas gerações de descendentes. Assim, do seu ponto de vista, uma “geração” podia significar o período desde o seu próprio nascimento até a sua morte, ou até o descendente mais remoto que o homem chegasse a ver. Caso se refira a este tipo de “geração”, então, naturalmente, envolveria um período muito mais longo do que no caso do anterior ponto de vista mencionado.

Para ilustrar: Adão viveu 930 anos, tendo filhos e filhas. Durante este tempo, ele viu pelo menos oito gerações de seus descendentes. No entanto, seu próprio período de vida era coincidente em parte com o de Lameque, pai de Noé, ou estava vinculado com o dele. Assim, deste ponto de vista, o Dilúvio ocorreu na terceira geração da história humana. — Gên 5:3-32.

Encontramos na Bíblia alguns casos deste último método de cálculo. Yehowah prometeu a Abraão que a sua semente (ou descendência) se tornaria residente forasteiro numa terra que não era dela, e que voltaria a Canaã “na quarta geração”. (Gên 15:13, 16) O recenseamento registrado em Números, capítulos 1-3, indica que deve ter havido muitas gerações de pai a filho durante sua estada de 215 anos no Egito, sendo o total dos homens de 20 anos para cima, pouco depois do Êxodo, 603.550 (além dos da tribo de Levi). Mas as ‘quatro gerações’ de Gênesis 15:16, contadas desde o tempo da entrada no Egito até o Êxodo, poderiam ser calculadas como segue: (1) Levi, (2) Coate, (3) Anrão, (4) Moisés. (Êx 6:16, 18, 20) Estas pessoas viveram em média bem mais de cem anos. Cada uma destas quatro “gerações” viu assim numerosos descendentes, possivelmente até trinetos ou mais, concedendo-se 20 ou às vezes 30 anos do pai até o nascimento do seu primeiro filho. Isto explicaria como ‘quatro gerações’ podiam presenciar o surgimento de uma população tão grande até o tempo do Êxodo.

Outro problema para os peritos bíblicos refere-se ao mesmo recenseamento. Em Números 3:27-28, declara-se que quatro famílias descenderam de Coate, sendo o total, na época do Êxodo, o elevado número de 8.600 homens (8.300, em alguns MSS da LXX) de um mês de idade para cima. Assim, pareceria que Moisés, nesta época, tinha milhares de irmãos, primos e sobrinhos. Alguns concluíram disso que Moisés não era filho de Anrão, filho de Coate, mas de outro Anrão, tendo decorrido várias gerações entre eles, a fim de conceder tempo suficiente para o desenvolvimento de uma população masculina tão grande em apenas quatro famílias coatitas até o tempo do Êxodo dos israelitas do Egito.

Mas o problema pode ser resolvido de duas maneiras. Primeiro, nem todos os filhos dum homem eram sempre mencionados, conforme já ilustrado. Portanto, é possível que Coate, Anrão e os quatro filhos mencionados de Anrão tiveram mais filhos do que os especificamente alistados. Segundo, embora Levi, Coate, Anrão e Moisés representem quatro gerações do ponto de vista de seus quatro períodos de vida, cada um deles podia ter visto diversas gerações durante a sua vida. Assim, mesmo que em cada caso concedamos 60 anos entre o nascimento de Levi e de Coate, entre o de Coate e Anrão, e entre o de Anrão e Moisés, muitas gerações podem ter nascido dentro de cada período de 60 anos. Moisés pode ter visto sobrinhos-trinetos e possivelmente até os filhos deles, até a época do Êxodo. Por isso, o total de 8.600 (ou, possivelmente, 8.300) não exigiria outro Anrão entre Anrão, filho de Coate, e Moisés.

Surge uma questão relacionada com a ascendência da Semente prometida, o Messias, na genealogia de Nasom, que era maioral da tribo de Judá após o Êxodo. Em Rute 4:20-22, Jessé é o quinto elo de Nasom a Davi. O período desde o Êxodo até Davi é de aproximadamente 400 anos. Isto significaria que a idade média de cada um destes antepassados de Davi possivelmente era de 100 anos (assim como a de Abraão) na época do nascimento do seu filho. Isto não seria impossível, e talvez tenha ocorrido.

Estes filhos, alistados no livro de Rute, não precisavam ser os primogênitos, assim como Davi não foi o primogênito, mas o mais jovem dos vários filhos varões de Jessé. Também, Yehowah pode ter dado à linhagem da Semente esta trajetória quase milagrosa, para que se pudesse ver, em retrospectiva, que em tudo isso fora Ele quem dirigira os assuntos da Semente prometida, assim como Ele fizera definitivamente nos casos de Isaque e de Jacó.

Novamente, pode ter acontecido que houve omissões intencionais de nomes nesta parte de 400 anos da genealogia messiânica, registrada também em 1 Crônicas 2:11-15; Mateus 1:4-6 e Lucas 3:31, 32. Mas, o fato de que todas as listas concordam nesta parte da genealogia pode significar que não se omitiram nomes. Não obstante, mesmo que os cronistas que compilaram estas listas omitissem certos nomes não considerados importantes ou necessários para o seu objetivo, isso não constituiria problema, porque presumir o acréscimo de diversas gerações intermediárias não violaria outras declarações ou a cronologia da Bíblia.

XV. A Genealogia Bíblica É Fidedigna.


O estudante cuidadoso e sincero da genealogia bíblica não acusará os cronistas bíblicos de descuido, inexatidão ou exagero, no afã de glorificar a sua nação, uma tribo ou uma pessoa. Deve-se ter em mente que os que incluíram genealogias nos seus escritos (por exemplo, Esdras e Neemias) recorreram ao arquivo nacional e obtiveram sua matéria das fontes oficiais que lhes estavam disponíveis. Encontraram ali as informações que preenchiam suas necessidades. Usaram estas listas para provar satisfatoriamente a todos o que era necessário provar naquele tempo. Evidentemente, suas listas genealógicas foram plenamente aceitas por aqueles que viviam naquele tempo, que tinham acesso aos fatos e aos registros. Por conseguinte, temos de reconhecer a situação com a qual lidavam. Esdras e Neemias lidavam com esses assuntos em tempos de reorganização, e as genealogias que compilaram eram essenciais para o funcionamento de coisas vitais para a existência da nação.

Tais listas genealógicas forçosamente variavam de um período para outro; novos nomes eram acrescentados e outros omitidos; freqüentemente, apenas os mais importantes chefes de família eram mencionados nas listas que tratavam do passado mais remoto. Em alguns casos, nomes menos importantes talvez aparecessem em certas listas, por terem sido de interesse naquela época. As fontes empregadas em alguns casos possivelmente tenham fornecido apenas listas parciais. Algumas partes talvez faltassem, ou o próprio cronista pode ter omitido partes porque não eram necessárias para os seus objetivos. E não são necessárias para os nossos objetivos hoje.

Em alguns casos, talvez se introduzissem no texto erros de copista, especialmente na grafia de nomes. Mas estes não constituem problemas que influam significativamente nas linhagens necessárias para o nosso entendimento da Bíblia; nem afetam os fundamentos do cristianismo.

Um exame cuidadoso da Bíblia eliminará a idéia falsa, às vezes apresentada, de que as genealogias antigas nos capítulos 5 e 11 de Gênesis, e em outros livros bíblicos, contêm nomes imaginários ou fictícios, para acomodar alguma trama do cronista. Esses cronistas eram servos dedicados de Yehowah, não nacionalistas; preocupavam-se com o nome de Deus e os tratos dele com o Seu povo. Além disso, não apenas escritores bíblicos mencionaram muitas dessas pessoas como reais, mas Jesus Cristo também o fez. (Is 54:9; Ez 14:14, 20; Mt 24:38; Jo 8:56; Ro 5:14; 1Co 15:22, 45; 1Ti 2:13, 14; He 11:4, 5, 7, 31; Tg 2:25; Ju 14) Refutar todo este testemunho significaria acusar o Deus da verdade de mentir, ou de necessitar de algum artifício ou expediente para promover a crença na sua Palavra. Significaria também negar a inspiração da Bíblia.

Conforme declara o apóstolo: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ensinar, para repreender, para endireitar as coisas, para disciplinar em justiça, a fim de que o homem de Deus seja plenamente competente, completamente equipado para toda boa obra.” (2Ti 3:16, 17) Portanto, podemos confiar plenamente nas genealogias registradas na Bíblia. Elas forneceram estatísticas vitais não só para o tempo em que foram escritas, mas também para nós hoje. Por meio delas, temos plena garantia genealógica de que Jesus Cristo é a prometida, há muito aguardada, Semente de Abraão. Somos grandemente ajudados a determinar a cronologia que remonta até Adão, algo que não se encontra em nenhuma outra fonte. Sabemos que Deus “fez de um só homem toda nação dos homens, para morarem sobre a superfície inteira da terra”. (At 17:26) Vemos, deveras, que, “quando o Altíssimo deu às nações uma herança, quando separou uns dos outros os filhos de Adão, passou a fixar o termo dos povos com respeito ao número dos filhos de Israel” (De 32:8), e entendemos como as nações são aparentadas.

Por conhecer a origem da humanidade, que Adão era originalmente “filho de Deus”, e que todos descendemos de Adão (Lu 3:38), podemos entender claramente a declaração: “Assim como por intermédio de um só homem entrou o pecado no mundo, e a morte por intermédio do pecado, e assim a morte se espalhou a todos os homens, porque todos tinham pecado.” (Ro 5:12) Também, este conhecimento torna compreensível de que modo Jesus Cristo pode ser “o último Adão” e o “Pai Eterno”, e como pode ser que, “assim como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos serão vivificados”. (Is 9:6; 1Co 15:22, 45) Podemos entender melhor o propósito de Deus, de fazer homens obedientes retornar à relação de “filhos de Deus”. (Ro 8:20, 21) Observamos que a benevolência de Jeová é expressa para com aqueles que o amam e que guardam os Seus mandamentos, “até mil gerações”. (De 7:9) Observamos a sua veracidade qual Deus que cumpre seus pactos, e sua cuidadosa preservação dum registro histórico, em que podemos com segurança basear nossa fé. A genealogia, bem como outros aspectos da Bíblia, provam que Deus é o grande Registrador e Preservador da história. — Veja GENEALOGIA DE JESUS CRISTO.

XV. Conselho de Paulo a Respeito de Genealogias.

O apóstolo Paulo, escrevendo por volta de 61-64 EC, disse a Timóteo que não prestasse atenção a “histórias falsas e a genealogias, que acabam em nada, mas que fornecem mais questões para pesquisa do que uma dispensação de algo por Deus em conexão com a fé”. (1Ti 1:4) A força deste aviso é melhor avaliada quando sabemos os extremos a que os judeus posteriormente iam na pesquisa de genealogias e quão minuciosamente investigavam qualquer possível discrepância. O Talmude Babilônico (Pesahim 62b) faz a declaração de que “entre ‘Azel’ e ‘Azel’ [1 Crônicas 8:38-9:44, um trecho genealógico da Bíblia], eles estavam carregados com quatrocentos camelos de interpretações exegéticas!” — Hebrew-English Edition of the Babylonian Talmud (Edição Hebraico-Inglês do Talmude Babilônico), traduzido por H. Freedman, Londres, 1967.

Não tinha sentido empenhar-se em estudar e em discutir tais assuntos, e ainda mais na época em que Paulo escreveu a Timóteo. Não era mais vital manter registros genealógicos para provar a linhagem da pessoa, visto que Deus não reconhecia mais nenhuma diferença entre judeus e gentios na congregação cristã. (Gál 3:28) E os registros genealógicos já tinham confirmado a descendência de Cristo através da linhagem de Davi. Também, não demoraria muito, depois de Paulo escrever esta admoestação, até Jerusalém ser destruída, e junto com ela, os registros judaicos.

XVI. Deus não os preservou.

Por conseguinte, Paulo estava ansioso que Timóteo e as congregações não fossem desviados para gastar tempo em pesquisas e em controvérsias a respeito de assuntos da linhagem pessoal, que nada contribuíam para a fé cristã. A genealogia fornecida pela Bíblia é suficiente para provar o Messiado de Cristo, que é a questão genealógica de importância primária para os cristãos. As outras genealogias bíblicas constituem testemunho da autenticidade do registro bíblico, manifestando claramente que ela é um relato genuinamente histórico.

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