terça-feira, 8 de setembro de 2009

Postado por Eduardo G. Junior Em | No comments

ADORAÇÃO DE BAAL, ESTUDOS BIBLICOSCero homem disse: “Eu gosto muito de criticar os outros — isso me faz sentir muito bem.” Com tal atitude, quão superiores devem sentir-se aqueles que gostam muito de criticar a Deus! Os altos críticos frequentemente rotulam Deus como sanguinolento deus tribal dos judeus. Um clérigo denunciou-o como um tirano sujo. Para justificar este xingamento, críticos presunçosos citam a expulsão, efetuada por Yehowah, dos cananeus de sua terra, a fim de dá-la aos judeus.

Tal acusação reflete crassa ignorância. Moisés, como porta-voz de Deus, tornou claro aos judeus os motivos de Deus: “Não é por causa da tua justiça ou pela retidão do teu coração que estás entrando para tomar posse desta terra; de fato, é por causa da iniqüidade destas nações que Yehowah, teu Deus, as desaloja de diante de ti.” — Deuteronômio 9:5.

Foi a iniquidade dos cananeus que causou sua expulsão. Depois de identificar Baal como seu deus principal, e Astorete, esposa dele, como sua deusa principal, o Manual Bíblico de Halley, diz: “Os templos de Baal e Astorete eram comumente contíguos. Sacerdotisas eram prostitutas dos templos. Sodomitas eram homens da mesma espécie. . . . O culto de Baal, Astorete e outros deuses dos cananeus consistia nas mais extravagantes orgias; seus templos eram centros de vício.” — Página 156.

Nos detritos de um destes ‘lugares altos’, dos tempos dos cananeus, os arqueólogos ‘encontraram grande quantidade de jarros contendo os despojos de crianças recém-nascidas [que tinham sido sacrificadas a Baal. A área inteira provou ser um cemitério de bebês recém-nascidos’ — na edição original do Halley’s]. Também foram encontradas “enormes quantidades de imagens e placas ornamentais, de Astorete, exibindo, grosseiramente exagerados, os órgãos sexuais, destinados à provocação de desejos sensuais. Era assim, licenciosamente, que os cananeus prestavam seu culto aos deuses, e também assassinando seus primogênitos, em sacrifício dos mesmos deuses”. — Página 157.

O Manual Bíblico de Halley então pergunta: “Seria ainda de estranhar que Deus ordenasse a Israel o extermínio dos cananeus? Teria direito de continuar a existir por mais tempo uma civilização de tão abominável imundície e brutalidade? . . . Os arqueólogos que têm escavado as ruínas das cidades dos cananeus admiram-se de Deus não as haver destruído há mais tempo.” — Página 157.

The Emphasized Bible (A Bíblia Enfatizada), uma tradução de J. B. Rotherham, diz na página 259: “Quem poderia afirmar que o Altíssimo não tem o direito de causar a extinção de poluidores da Terra e contaminadores da humanidade como eram estes?”

Yehowah contou a Israel por que os cananeus foram expulsos: “Não vos façais impuros por qualquer destas coisas, porque por todas estas coisas se fizeram impuras as nações que ponho para fora diante de vós. Por conseguinte, a terra é impura e eu trarei sobre ela punição pelo seu erro, e a terra vomitará os seus habitantes.” Ele deu então um duro aviso a Israel: “E tendes de guardar todos os meus estatutos e todas as minhas decisões judiciais, e tendes de cumpri-las, para que não sejais vomitados pela terra à qual vos levo para morardes nela.” — Levítico 18:24-26; 20:22.

A mensagem é clara. Os cananeus foram removidos porque poluíram a terra com sua crassa imoralidade — seus adultérios, seu homossexualismo, e seu derramamento de sangue de bebês. Se Israel copiar esta religião cananéia da adoração de Baal, ele também será expulso.

E Israel deveras o copiou. Em camadas de solo depositadas durante a ocupação da terra por Israel, os arqueólogos escavaram as ruínas dum templo de Astorete, e, “a poucos passos desse templo de Astorete havia um cemitério, onde se acharam muitos jarros contendo despojos de crianças sacrificadas no dito templo. . . . Os profetas de Baal e de Astorete eram assassinos oficiais de criancinhas.” — Manual Bíblico de Halley, página 185.

A lei de Jeová, dada por meio de Moisés, proibia explicitamente tais perversões sexuais. Levítico 20:13 declarava: “E quando um homem se deita com um macho assim como alguém se deita com uma mulher, ambos realmente fazem algo detestável. Sem falta devem ser mortos.”

A Lei mosaica também dizia, em Deuteronômio 23:17, 18: “Nenhuma das filhas de Israel pode tornar-se prostituta de templo, nem pode algum dos filhos de Israel tornar-se homem que se prostitua no serviço dum templo. Não deves trazer a paga duma meretriz nem o preço dum cão: “Provavelmente um pederasta; [alguém praticando cópula anal, especialmente com um menino.”] à casa de Yehowah, teu Deus, para algum voto, porque são algo detestável para Yehowah, teu Deus, sim, ambas estas coisas.”

Yehowah mandou que os profetas avisassem a Israel: “E Jeová vos enviou todos os seus servos, os profetas, levantando-se cedo e falando, mas vós não escutastes.” (Jeremias 25:4) Em vez disso, Israel persistiu em construir “para si altos, e colunas sagradas, e postes sagrados sobre todo morro elevado e debaixo de cada árvore frondosa. E até mesmo veio a haver no país homem que se prostituía no serviço dum templo [“efeminados“]. Agiam de acordo com todas as coisas detestáveis das nações que Yehowah tinha desalojado de diante dos filhos de Israel.” — 1 Reis 14:23, 24.

O profeta Isaías avisou-os: “Colocaste a tua cama num monte alto e elevado; e ali subiste para oferecer sacrifício. Por trás da porta e dos umbrais colocaste teu símbolo fálico [imagem de órgão sexual]; e, apartado de mim, tiraste a roupa e subiste, distendeste as tuas partes; barganhaste a favor daqueles cujos abraços amas; e, com eles, multiplicaste tuas prostituições, enquanto contemplavas o falo [órgão masculino].” — Isaías 57:7, 8, An American Translation (Uma Tradução Americana).

As mulheres faziam imagens dos órgãos sexuais e tinham relações com eles, como lemos: “Fizeste para ti imagens do varão, e agiste de forma não-casta com elas.” (Ezequiel 16:17, Rotherham) Ou, como diz An American Translation: “Com as quais bancaste a meretriz.”

Os israelitas misturaram a adoração verdadeira com a falsa. No monte Sinai, eles adoraram o bezerro de ouro e cometeram imoralidade sexual, e, ao mesmo tempo, realizaram o que foi chamado de “festividade para Yehowah”. (Êxodo 32:5, 6) Séculos mais tarde, ainda misturavam o falso com o verdadeiro. O profeta Elias os denunciou por isto, dizendo: “‘Até quando ficareis mancando em duas opiniões diferentes? Se Yehowah é o verdadeiro Deus, ide segui-lo; mas se é Baal, ide segui-lo.’ E o povo não lhe disse uma palavra em resposta.” (1 Reis 18:21) Depois de Manassés se reformar, ele removeu os deuses estrangeiros e ofereceu sacrifícios de participação em comum e de agradecimentos a Yehowah. No entanto, como 2 Crônicas 33:17 diz, “o povo ainda oferecia sacrifícios sobre os altos, apenas o faziam a Jeová, seu Deus”.

Durante séculos, Israel contaminou a verdadeira adoração de Yehowah com o baalismo, violando o princípio que o apóstolo Paulo, posteriormente, colocou em forma de pergunta: “Que acordo tem o templo de Deus com os ídolos?” (2 Coríntios 6:16) Assim aconteceu que, em 740 AEC, o reino de Israel, de dez tribos, foi levado cativo pelos assírios, e, em 607 AEC, o reino de Judá, de duas tribos, foi levado cativo pelos babilônios. Ambas as nações tinham poluído a terra, como os cananeus tinham feito antes, e ambas as nações foram vomitadas da terra, como os cananeus haviam sido.

Que dizer das nações hoje? Estão as suas igrejas contaminadas pela imoralidade? Estão elas poluindo a terra? Serão elas também vomitadas da terra?

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