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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Profeta Daniel — Estudo Bíblico



DANIEL, PROFETA, ESTUDO, SIGNIFICADO, NOME
DANIEL, (Profeta) 
[Deus é meu Juíz] 

Destacado profeta de Jahweh, da tribo de Judá. Escritor do livro que leva seu nome. Muito pouco se sabe sobre os primeiros anos da sua vida, mas ele conta que foi levado para Babilônia, provavelmente como príncipe adolescente, junto com outros de descendência real e os nobres. (Da 1:3-6) Isto ocorreu no terceiro ano de Jeoiaquim (como rei tributário de Babilônia), ano que começou na primavera de 618 AEC. (Da 1:1) Após a morte inglória de Jeoiaquim, Joaquim, seu filho, governou por alguns meses antes de se render. Logo cedo em 617 AEC, Joaquim e outros dos “principais homens”, bem como o jovem Daniel (2Rs 24:15), foram levados ao cativeiro por Nabucodonosor.

Ao passo que muitos dos exilados foram estabelecidos junto ao rio Quebar, fora da cidade de Babilônia, Daniel e seus três companheiros foram escolhidos para receber treinamento especial na escrita e na língua dos caldeus, a fim de prepará-los para serviço governamental. Segundo o costume, receberam nomes babilônicos, sendo Beltessazar o de Daniel, em harmonia com o nome do deus de Nabucodonosor. (Da 1:7; 4:8) Não querendo poluir-se com os alimentos aquinhoados, que poderiam incluir alguns proibidos pela Lei mosaica ou estar aviltados por ritos pagãos, ele pediu que a alimentação deles fosse limitada a legumes e água. Deus deu-lhes “conhecimento e perspicácia em toda a escrita e sabedoria; e o próprio Daniel tinha entendimento de toda sorte de visões e sonhos”. (Da 1:17) Quando examinados pelo rei, ao fim de três anos, achou-se que eles eram “dez vezes melhores do que todos os sacerdotes-magos e os conjuradores que havia em todo o seu domínio real”. — Da 1:20.

Daniel continuou no serviço da corte até a queda de Babilônia. Em Daniel, capítulo 1, versículo 19, declara-se que seus três companheiros também “continuaram de pé perante o rei” (de Babilônia). Não se declara se chegaram a ocupar este cargo até a queda de Babilônia, mas Daniel o fez; e depois ele ficou na corte persa até pelo menos o terceiro ano de Ciro. — Da 10:1.

No segundo ano de Nabucodonosor (provavelmente contado a partir da derrubada de Jerusalém, em 607 AEC), ele teve um sonho que ‘agitou o seu espírito’. Visto que todos os sábios eram incapazes de revelá-lo, Daniel apresentou-se ao rei e não somente lhe contou o sonho, por revelação divina, mas também o interpretou, assim salvando da execução a si mesmo e os outros sábios. Isto induziu Nabucodonosor a fazer de Daniel “governante de todo o distrito jurisdicional de Babilônia e prefeito supremo sobre todos os sábios de Babilônia”. (Da 2:48) Seus três companheiros receberam altos cargos fora da corte, ao passo que Daniel serviu na corte do rei.

Não se sabe ao certo por que Daniel não estava também envolvido na questão da integridade com que se confrontaram seus companheiros, Sadraque, Mesaque e Abednego, quando mandados adorar a imagem de ouro erigida na planície de Dura. (Da 3) A Bíblia não comenta este assunto. O proceder anterior de Daniel, bem como sua posterior lealdade a Deus, mesmo sob risco de vida, conforme descrita no capítulo 6, dão plena certeza de que, se é que esteve presente, e em quaisquer circunstâncias, Daniel não transigiu por se curvar diante da imagem. Também, a Palavra de Jeová expressa Sua aprovação de Daniel como alguém plenamente devotado, alistando-o ao lado de Noé e de Jó. — Ez 14:14, 20; Mt 24:15; He 11:32, 33.

Mais tarde, Daniel interpretou o sonho de Nabucodonosor a respeito da imensa árvore que foi cortada e que depois se permitiu que brotasse de novo, como representando o próprio grande monarca babilônico (no primeiro cumprimento desta profecia). (Da 4:20-22) Nabucodonosor ficaria demente por sete anos e depois recuperaria a sua sanidade e seu reino. Nabucodonosor confirmou o cumprimento nele mesmo do sonho divinamente enviado, porque achou próprio divulgar a ocorrência em todo o seu domínio. — Da 4:1, 2.

Durante o primeiro e o terceiro ano de Belsazar, Daniel recebeu duas visões (Da caps. 7, 8), nas quais diversos animais representavam potências mundiais sucessivas, levando ao tempo em que estas seriam forçosamente dissolvidas e em que o domínio celestial seria dado a “alguém semelhante a um filho de homem”. (Da 7:11-14) Não há certeza sobre se Daniel realmente estava em Susã quando recebeu a visão registrada no capítulo 8, ou se ele viu a si mesmo ali em visão. Parece que por muitos anos após a morte de Nabucodonosor Daniel foi pouco usado, se é que foi, como conselheiro, de modo que a rainha (provavelmente a rainha-mãe) achou necessário trazê-lo à atenção de Belsazar quando nenhum dos sábios foi capaz de interpretar a ominosa escrita à mão na parede do palácio, por ocasião da festa ruidosa e blasfema de Belsazar. Conforme prometido, ‘proclamaram a respeito de Daniel que ele se tornaria o terceiro governante no reino’, sendo Nabonido o primeiro e seu filho, Belsazar, o segundo governante. Naquela mesma noite, a cidade caiu diante dos medos e dos persas, e Belsazar foi morto. — Da 5:1, 10-31.

Durante o reinado de Dario, o Medo, Daniel era um dos três altos funcionários designados sobre os 120 sátrapas que governavam o reino. Sobressaindo extraordinariamente no serviço governamental por causa do favor divino, Daniel estava prestes a ser promovido sobre todo o reino, quando a inveja e o ciúme induziram os outros funcionários a tramar a sua execução. A lei que induziram o rei a decretar tinha de envolver a adoração de Deus por Daniel, visto que não podiam achar outra falta nele. O rei agiu com relutância na execução da lei, a qual, segundo o costume, não podia ser alterada, no entanto, lançou Daniel na cova dos leões. Por causa da firme integridade e fé de Daniel, Jahweh enviou Seu anjo para libertá-lo da boca dos leões. Dario executou então justiça nos conspiradores, mandando que fossem destruídos pelos mesmos leões. — Da 6.

No primeiro ano de Dario, Daniel discerniu a aproximação do fim dos 70 anos de desolação de Jerusalém, de acordo com os escritos de Jeremias. (Je 25:11, 12) Daniel admitiu humildemente os pecados do seu povo e orou para que Jahweh fizesse Sua face brilhar sobre o santuário desolado em Jerusalém. (Da 9:1, 2, 17) Ele foi favorecido com uma revelação por meio de Gabriel, que lhe deu a profecia das 70 semanas, indicando com precisão o ano da chegada do Messias. Daniel teve a felicidade de viver para ver o retorno dos judeus sob Zorobabel, em 537 AEC, mas não se declara que os tenha acompanhado. No terceiro ano de Ciro (536 AEC), Daniel recebeu uma visão dum anjo, o qual, na sua missão de visitar Daniel, tivera de lutar com o príncipe da Pérsia. O anjo passou a revelar o que havia de ‘sobrevir ao povo de Daniel na parte final dos dias, porque era uma visão ainda para dias vindouros’. (Da 10:14) Começando com os reis da Pérsia, ele registrou história com antecedência. A profecia revelava que o cenário mundial passaria a ser dominado por duas principais potências políticas, opostas, chamadas de “o rei do norte” e “o rei do sul”, situação que prevaleceria até Miguel pôr-se de pé, a que se seguiria um tempo de grande aflição. — Da caps. 11, 12.

É possível que Daniel não vivesse ainda muito tempo depois do terceiro ano de Ciro. Se ele era adolescente quando foi levado a Babilônia, em 617 AEC, então tinha quase 100 anos de idade quando recebeu a visão registrada nos capítulos 10 a 12 . A declaração do anjo a Daniel: “Quanto a ti mesmo, vai para o fim; e descansarás, porém, no fim dos dias erguer-te-ás para receber a tua sorte”, parece indicar que sua vida estava chegando ao fim, tendo ele a certeza de ser ressuscitado. — Da 12:13.

Daniel é mencionado por Cristo (Mt 24:15) e se alude a ele em Hebreus 11:33. Os críticos não podem argumentar com êxito que um ou mais escritores posteriores, do tempo dos macabeus, tiveram algo que ver com a escrita de todo ou de partes do livro canônico de Daniel. Entretanto, três adições chamadas de “Cântico dos Três Jovens”, “Susana e os Anciãos” e “A Destruição de Bel e do Dragão” são apócrifos e foram escritos posteriormente. Estes e outros escritos que afirmam ter Daniel por escritor, ou que apresentam extraordinárias façanhas ou ensinos dele, são mais do domínio das fábulas, girando em torno da grande fama de Daniel, e não são dignos de confiança. 
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