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terça-feira, 17 de novembro de 2009

Moisés, a Lei e a Nação de Israel

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Moisés, a Lei e a Nação de Israel
Em 1943 AEC, Deus escolheu Abrão para ser seu servo especial e mais tarde fez-lhe um solene juramento devido à sua fidelidade em dispor-se a oferecer seu filho Isaque em sacrifício, ainda que esse sacrifício não se consumasse. (Gênesis 12:1-3; 22:1-14) Naquele juramento, Deus disse: “Juro por Mim Mesmo, o SENHOR [hebraico: יהוה, YHWH] declara: Por teres feito isto, e não teres negado teu filho, teu dileto, dar-te-ei Minha bênção e farei teus descendentes tão numerosos como as estrelas do céu . . . Todas as nações da terra se abençoarão a si mesmas por meio de teus descendentes [“semente”, Al, rev. e corr.], porque obedeceste a Minha ordem.” Este voto juramentado foi repetido ao filho e ao neto de Abraão, passando então à tribo de Judá e à linhagem de Davi. Este conceito estritamente monoteísta de um Deus pessoal tendo tratos diretos com humanos era ímpar naquele mundo antigo, e veio a formar a base da religião judaica. — Gênesis 22:15-18; 26:3-5; 28:13-15; Salmo 89:4, 5, 29, 30, 36, 37 (Salmo 89:3, 4, 28, 29, 35, 36).

Para cumprir suas promessas feitas a Abraão, Deus lançou o fundamento para uma nação firmando um pacto especial com os descendentes de Abraão. Este pacto foi instituído por meio de Moisés, o grande líder hebreu e mediador entre Deus e Israel. Quem era Moisés, e por que é ele tão importante para os judeus? O relato bíblico de Êxodo nos diz que ele nasceu no Egito (1593 AEC) de pais israelitas que eram escravos no cativeiro junto com o restante de Israel. Foi ele “a quem o SENHOR escolheu” para conduzir o Seu povo à liberdade em Canaã, a Terra Prometida. (Deuteronômio 6:23; 34:10) Moisés cumpriu o papel vital de mediador do pacto da Lei dado por Deus a Israel, além de ser seu profeta, juiz, líder e historiador. — Êxodo 2:1-3:22.

A Lei que Israel aceitou consistia em Dez Palavras, ou Mandamentos, e mais de 600 leis que formavam um extensivo código de diretrizes e orientações para a conduta diária. Envolvia o temporal e o sagrado — os requisitos físicos e morais, bem como a adoração de Deus.

Este pacto da Lei, ou constituição religiosa, deu forma e substância à fé dos patriarcas. Em resultado, os descendentes de Abraão se tornaram uma nação dedicada ao serviço de Deus. Assim, a religião judaica começou a tomar contornos definidos, e os judeus se tornaram uma nação organizada para a adoração e o serviço de seu Deus. Em Êxodo 19:5, 6, Deus lhes prometeu: “Se Me obedecerdes fielmente e guardardes Meu pacto, . . . sereis para Mim um reino de sacerdotes e uma nação santa.” Assim, os israelitas tornar-se-iam um ‘povo escolhido’ para servir aos propósitos de Deus. Contudo, o cumprimento das promessas do pacto estava sujeito à condição “se Me obedecerdes”. Essa nação dedicada estava então obrigada para com seu Deus. Assim, numa data posterior, (oitavo século AEC), Deus podia dizer aos judeus: “Minhas testemunhas sois vós — declara o SENHOR [hebraico: יהוה, YHWH] — Meu servo, a quem escolhi.” — Isaías 43:10, 12.
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