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quinta-feira, 13 de maio de 2010

História da Igreja Primitiva (Eclesiologia)

ECLESIOLOGIA, IGREJA, PRIMITIVA, ESTUDO BIBLICOS, TEOLOGICOS
Em sua inteireza o Novo Testamento pode ser chamado, em certo sentido, de a literatura da Igreja Primitiva. Além disso, naturalmente, é a revelação que tem a autoridade de Deus bem como a norma da fé e da prática cristãs; porém, no que tange a nosso presente propósito, devemos considerar o Novo Testamento como uma coleção de documentos históricos da qual podemos derivar informação referente aos primórdios da Igreja Cristã. É verdade que os Evangelhos raramente mencionam a Igreja. Não obstante, explicam como ela veio a existir mediante a pregação de Jesus Cristo. Além disso, contém o que Seus discípulos originais julgaram importante relembrar a respeito de seu Senhor, e o que transmitiram, primeiro oralmente e então em forma escrita, aos seus seguidores. Não são meramente biografias, no sentido moderno da palavra. Mas são obras que visam a edificação dos crentes. Até mesmo Lucas, que teve mais interesse e dá mais material biográfico que os outros, e que talvez tenha escrito para um público mais geral, se preocupa em esclarecer aqueles fatos que “entre nós se cumpriram” (Lc 1.1), e que “nos transmitiram os mesmos que os presenciaram desde o princípio” (Lc 1.2). O que Jesus fez e ensinou, obviamente era a porção mais importante da instrução cristã, e a preservação e transmissão desse registro é um dos maiores legados da Igreja Primitiva, mostrando sobre o que se preocupava mais o seu coração. A idéia do discípulo foi perpetuada.

As epístolas de Paulo foram escritas, em sua maioria, a igrejas, e fornecem vívidos quadros sobre as comunidades que ele fundou e supervisionava amorosamente. Vemos as questões que se levantaram, tanto quanto à fé como quanto à prática, vemos as tentações que tinham de ser vencidas, vemos a fidelidade e o fracasso ocasional de seus convertidos, vemos tudo isso não menos que a terna solicitude do apóstolo. Especialmente no que respeita à igreja de Corinto, podemos observar um quadro claro. Porém, é ao livro de Atos dos Apóstolos que devemos recorrer se desejamos possuir um relato compreensivo sobre a história da Igreja apostólica, desde a ressurreição até o ano 62 D. C. Este foi escrito por Lucas, o médico amado, convertido e companheiro de Paulo, um erudito crente gentio. Já tendo explicado, em seu evangelho, a origem do movimento no qual se envolvera, seu propósito, no livro de Atos, foi mostrar como, em tão pouco tempo, o movimento tomara tais proporções de âmbito mundial. No que dizia respeito à missão entre os gentios, ele permite que as cartas de Paulo falem por si mesmas, ainda que nos ajude a traçar as viagens missionárias do apóstolo. Porém, buscou cuidadosamente toda a informação que pôde encontrar no concernente aos acontecimentos que antecederam à conversão de Paulo-um importante período que ele salvou do esquecimento. Ao traçar nosso quadro sobre a Igreja Primitiva, portanto, devemos começar pelo livro de Atos, e preencher com minúcias e colorido tirados das epístolas.

Outros estudos bíblicos sobre a Igreja Primitiva:

Cf. A Vida na Igreja Primitiva
Cf. A Igreja Primitiva
Cf. O Ministério Cristão

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