terça-feira, 9 de agosto de 2011

Aproveite a Juventude — Eclesiastes 11:9-12:1-7
Aproveite a Juventude (Leia Eclesiastes 11:9-12:1-7) Quando se tem a energia e o vigor da juventude, a vida pode ser muito agradável. O sábio Rei Salomão escreveu: “Alegra-te, jovem, na tua mocidade, e faça-te bem o teu coração nos dias da tua idade viril, e anda nos caminhos de teu coração e nas coisas vistas pelos teus olhos. Mas sabe que por todos estes o verdadeiro Deus te levará a juízo. Portanto, remove de teu coração o vexame e afasta de tua carne a calamidade; pois a juventude e o primor da mocidade são vaidade.” — Ecl. 11:9, 10.

O Criador quer que os jovens usufruam a vida, e ele não adota um conceito rigidamente negativo a respeito dos interesses juvenis e do que atrai os desejos de corações e olhos jovens. Todavia, a pessoa jovem precisa lembrar-se de que ainda tem de prestar contas a Deus pelas suas ações. Embora permita aos jovens liberdade de escolha, o Altíssimo não os protegerá contra as amargas conseqüências da adoção dum proceder errado. Evitando um modo de vida temerário e devasso, os jovens podem proteger-se contra toda espécie de frustrações e prejuízos.

Salomão escreveu por inspiração que “a juventude e o primor da mocidade são vaidade.” Por que se dá isso? Em primeiro lugar, a pessoa obviamente não continuará sempre jovem. Do mesmo modo, as alegrias e vantagens da energia e do vigor juvenis são de duração incerta. Até mesmo os jovens adoecem e morrem. O jovem que desconsidera isso talvez deixe de fazer bom uso do que possui, dissipando suas energias físicas e sua capacidade num modo de vida que poderá dificultar-lhe seus posteriores anos de adulto.

É bem apropriado, portanto, que o Rei Salomão traga à atenção aquele a quem os jovens deviam tomar por ponto focal de sua vida. Ele diz: “Lembra-te, pois, do teu grandioso Criador nos dias da tua idade viril, antes que passem a vir os dias calamitosos ou cheguem os anos em que dirás: ‘Não tenho agrado neles’; antes que escureçam o sol, e a luz, e a lua, e as estrelas, e retornem as nuvens, depois o aguaceiro.” — Ecl. 12:1, 2.

Não há tempo melhor de se pensar seriamente no Criador do que no primor da juventude, quando se pode dar realmente o melhor no serviço do Altíssimo. Esta capacidade desvanece-se durante os “dias calamitosos” da velhice, quando o corpo enfraquece e adoece. Especialmente aquele que tiver desperdiçado sua juventude é quem ‘não terá agrado’ nos últimos anos de sua vida. Salomão compara o tempo da juventude ao verão palestino, quando o sol, a lua e as estrelas lançavam sua luz do céu sem nuvens. Na velhice, esse tempo desaparece e os dias são como os do inverno frio e chuvoso, seguindo-se um aguaceiro de dificuldades após outro.

Cf. O Tema Principal da Epístola aos Hebreus
Cf. O Perigo da Incredualidade
Cf. Qualificação e Obra de Jesus como Sumo Sacerdote
Cf. O Ministério de João Batista

Salomão prossegue, descrevendo os efeitos da velhice sobre o corpo humano, que ele compara a uma casa: “No dia em que trepidam os guardiães da casa [as mãos e os braços, que tomam conta do corpo e lhe suprem as necessidades], e se tiverem dobrado os homens de energia vital [as pernas] e tiverem cessado de trabalhar as moedoras [os dentes] por se terem tornado poucas, e as damas olhando pelas janelas [os olhos] o acharem escuro; e as portas [da boca, os lábios] que dão à rua tiverem sido fechadas [por ser rara uma expressão pública], quando o ruído da moenda fica baixo [visto que o mastigar com gengivas sem dentes se torna pouco audível e indistinto] e a pessoa se levanta ao som de um pássaro [por ter sono muito leve], e todas as filhas do cântico soam baixo [visto que a audição é deficiente; além disso, a voz é fraca, tornando o canto vacilante].” — Ecl. 12:3, 4.

“Também, ficaram com medo do que é meramente alto[reconhecendo o perigo duma possível queda], e há terrores no caminho [as vias públicas estão agora cheias de perigos, por causa da vista e da audição fracas, e também por causa dos reflexos vagarosos]. E a amendoeira carrega flores [o cabelo fica branco e cai, como as pétalas brancas da flor de amendoeira, que caem ao chão], e o gafanhoto [a pessoa idosa, dura e encurvada, com os cotovelos para trás, talvez parecendo gafanhoto] se arrasta, e o fruto da alcaparra rebenta [por deixar de estimular a vontade de comer na pessoa idosa, cujo apetite enfraqueceu], porque o homem caminha para a sua casa de longa duração [a sepultura] e os lamentadores têm marchado em volta na rua; antes que se remova a corda de prata [a medula espinhal], e se esmague a tigela de ouro [o crânio, em forma de tigela, que contém o cérebro], e se quebre o cântaro [o coração] junto à fonte, e tenha sido esmagada a roda de água para a cisterna [o sistema circulatório]. Então o pó retorna à terra, assim como veio a ser, e o próprio espírito [a força vital] retorna ao verdadeiro Deus que o deu.” (Ecl. 12:5-7) Este retorno do espírito ou da força vital ao verdadeiro Deus significa que o controle sobre o espírito está agora nas mãos do Altíssimo. Só Deus pode restabelecer a pessoa falecida na vida.

Realmente sábio é o jovem que usa bem seu tempo e sua energia no serviço do Criador. Não terá nada a lastimar na vida adulta e estará em condições muito melhores para lidar com a perda da energia física. Além disso, por viver em harmonia com as ordens do Criador, está protegido contra a perda prematura da saúde e do vigor.


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