segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Posted by Eduardo G. Junior In | No comments
ECLESIASTES, LIVRO, BOM, NOME, VALOR, TEOLOGIA, ESTUDO
Um bom nome ou uma boa reputação é de valor que merece ser protegido. O sábio Rei Salomão observou: “Um nome é melhor do que bom óleo, e o dia da morte é melhor do que o dia em que se nasce.” (Ecl. 7:1) Na antiguidade, bom óleo era muito caro. Tinha um perfume agradável. Contudo, mais agradável do que a fragrância do bom óleo é uma reputação excelente. É no decorrer pleno da vida que o nome da pessoa assume verdadeiro significado, identificando-a quanto ao tipo de pessoa que é. Na morte, este nome ou reputação fica selada, concluída. Visto que ninguém tem reputação quando nasce, o “dia da morte é melhor do que o dia em que se nasce”.

Um conceito sério sobre a vida é essencial, se se quer preservar um bom nome. Salomão recomendou: “Melhor é ir à casa de luto, do que ir à casa de banquete, porque esse é o fim de toda a humanidade; e quem está vivo deve tomar isso ao coração.” — Ecl. 7:2.

Quando a morte atinge uma família, certamente não é ocasião para alguém se esquecer dos enlutados e empedernidamente prosseguir com seu banquete e sua festança. Antes, oferece uma oportunidade para consolar os enlutados. Ao mesmo tempo, ir alguém “à casa de luto” pode ter um efeito salutar sobre ele. Forçosamente é lembrado da brevidade da vida e de quão depressa seus planos e suas atividades podem ser impedidos. Isto pode trazer sérias repercussões quanto a como a pessoa leva a sua própria vida. O espírito prevalecente numa casa de banquete, por outro lado, não induz a tal reflexão sóbria.

Salomão continua: “Melhor o vexame do que o riso, pois pelo aborrecimento da face melhora o coração. O coração dos sábios está na casa de luto, mas o coração dos estúpidos está na casa de alegria.” — Ecl. 7:3, 4.

Na “casa de luto”, a pessoa fica cônscia da brevidade da vida e sente vexame por causa das ocorrências imprevistas. O rosto dela se torna triste e sério, em vez de ser sorridente, como numa “casa de banquete”. A atitude séria refletida na face pode ter bom efeito sobre o coração, induzindo a pessoa a uma mudança para melhor. “O coração dos sábios está na casa de luto”, no sentido de que o coração dá consideração a como deve levar sua vida, e por quê. O coração não reflete então o espírito frívolo e descuidado, associado com um lugar de festança.

Continuando com sua argumentação, Salomão diz: “Melhor é ouvir a censura de um sábio, do que ser o homem que ouve o canto dos estúpidos. Pois, igual ao ruído de espinhos sob a panela é o riso do estúpido; e também isto é vaidade.” — Ecl. 7:5, 6.

Quem se afasta do proceder correto, certamente tiraria proveito da censura de alguém sábio. Mas, de que valor é o canto ou a lisonja vazia do tolo? Esses talvez possam ocultar faltas e firmar a pessoa num proceder errado, arruinando sua reputação. Quando o riso frívolo do tolo ocorre numa ocasião imprópria, pode irritar os ouvidos tanto quanto o ruído de espinhos que se queimam sob a panela, sendo que o riso do tolo produz um som desagradável e não edifica.


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