segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

TIAGO, CARTA, EPÍSTOLA, ESTUDO BIBLICOA autoria da Carta de Tiago tem sido discutida; é contudo geralmente aceito que não foi Tiago, irmão de João, quem a escreveu, embora alguns antigos e modernos expositores lha atribuíssem  mas sim esse Tiago (ou Jacó) que, depois da morte do primeiro (At 12.2), é mencionado como presidente da igreja de Jerusalém  e é chamado por Paulo “o irmão do Senhor” (At 12.17; 15.13 a 29; 21.18 a 25; Gl. 1.19). Tudo bem considerado, o que parece provável é que Tiago, o autor desta carta, era o filho de José e Maria, e por consequência um dos irmãos de Jesus Cristo. Esta carta é dirigida aos judeus, particularmente aos que eram cristãos: talvez aqueles que, tendo abraçado a cristã, no grande dia de Pentecostes (At 2.5 a 11), haviam voltado as suas casas nas várias partes do Império Romano. Os destinatários podem, pois, ser não só esses, de quem se acaba da falar, mas também os que Tiago conhecia muito bem pelas visitas deles a Jerusalém em ocasiões de festividades. Pelo que podemos deduzir do que está escrito na carta, parece terem vivido esses judeus convertidos ern condições de exterior aflição, faltando-lhes as felicidades temporais. Além disso, parece ter-lhes faltado também a paciência e a submissão para com Deus, não havendo neles piedosa vigilância sobre si mesmos e o amor aos seus semelhantes. O principal assunto desta carta é o caráter de vida do verdadeiro cristão, que deve ser “praticante da palavra”, perseverando na “lei perfeita da liberdade”, em contraste com o espírito e conduta do que meramente professa o Cristianismo. Numerosas ilustrações são expostas nas várias relações e condições da vida real, adaptadas as circunstancias e necessidades de diferentes classes de pessoas. Para as diversas provações da vida ali se encontram palavras consoladoras e de animação, juntamente com veementes exortações à pratica das virtudes cristãs. E a isto se acrescentam admoestações e reprovações, havendo em vista aqueles que desonram a religião, dizendo que a professam, mas sem a praticarem.

O estilo da carta é sentencioso e enérgico, pitoresco e rico de figuras.(Cf. Análise da Carta de Tiago) De modo notável se assemelha, na matéria e na forma, aos ensinamentos de Jesus, especialmente no Sermão da Montanha (Mt 5 a 7), havendo evidentes alusões a algumas partes dessa maravilhosa exposição. “Sabedoria” é uma das palavras essenciais desta carta, podendo comparar-se o seu estilo ao dos livros de sabedoria do Antigo Testamento. Veja-se 1.5 a 8 e 3.13 a 18, onde se encontra uma enumeração das qualidades da falsa sabedoria e da verdadeira. Nota-se, de igual modo, a importância com qual são tratados certos assuntos: a fé e palavras; a oração 1.5 a 7; 4.8; 5.13 a 18; a tentação, 1.2,12,13,14. Não obstante a severidade do estilo retórico (Cf. Introdução Literária à Epístola de Tiago), nota-se o constante recurso à palavra “irmãos”.

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