2009/05/20

Comentário de João 4:34

Jesus disse a eles,... Seus discípulos:

Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou. A versão Etíope lê, “de meu Pai que me enviou”, e que é, sem sombra de dúvidas, e referência aqui. Agora, assim como a comida é agradável e deleitosa, e refrescante para o corpo do homem, assim fazer a vontade de Deus era deleitoso e revigorante para a alma de Cristo: e derivava muito prazer nisso, assim como um homem faminto sente quando come e bebe. Uma parte da vontade de Deus era assumir a natureza humana; isso ele tinha feito, e com prazer e deleite: uma outra parte era cumprir a lei; e isso estava em seu coração e era deleitoso e ele estava agora fazendo isso: e um outro traço disso era sofrer e morrer, no lugar de seu povo; e como isso era desagradável em si mesmo quanto a natureza humana, ainda assim ele alegremente fez isso; e era, às vezes, por assim dizer, impaciente até que as coisas fossem concluídas; e ele voluntariamente se tornou obediente até a morte: nenhum homem podia, com maior ansiedade para a alimentação, quando com fome, ser assim como Cristo era para fazer a vontade de seu Pai e concluir sua obra, mesmo quando era desagradável para ele, como homem.

E terminar sua obra;... Uma parte da qual era pregar o Evangelho, e para a qual ele tinha sido ungido e enviado; e que ele fez com grande assiduidade e constância: e uma outra parte disso era a conversão dos pecadores, a quem ele foi enviado para chamar, e em quem ele se deleitava em estar; e era a obra que ele estava para realizar, e derivou prazer, como o texto expressa: e além desses milagres serem as obras de seu Pai dadas a ele para concluir: tais como curar as doenças, e expulsar os demônios, e que ele continuou fazendo com grande prazer: no entanto, a principal obra de todas é a da redenção e salvação de seus escolhidos: essa era a obra que seu pai o chamou para realizar, e o chamou para o mundo, que ele lhe deu, e Cristo aceitou e concordou em fazer; e embora fosse algo muito laborioso e difícil, havendo uma lei justa para ser cumprida, justiça a ser satisfeita, os pecados de todo o seu povo para suportar, bem como a ira de Deus, e a maldição da lei, e os numerosos inimigos para vencer, e uma morte maldita para se submeter; ainda com prazer ele realizou isso: pela alegria da vontade do seu Pai, cumprindo todos os seus conselhos e pacto, e seus próprios empreendimentos, e procurando a salvação de seu povo, ele suportou a cruz com paciência e desprezou a vergonha.
[1] A inteira obra de Deus foi realizada por ele, assim como o Senhor tinha ordenado; exatamente, de acordo com os padrões dado a ele, com toda lealdade e integridade; com uma sabedoria e prudência consumada; com toda a aplicação, diligência e constância a fim de concluí-la, e sem a ajuda de qualquer outro; e de tal maneira que nada poderia ser acrescentado a isso para torná-la mais perfeita, ou de que poderia ser desfeita de novo por algum homem ou demônio: e que o fazer e o concluir dessa obra era seu alimento, ou tão deleitoso e refrescante para ele como o alimento para seu corpo, que era evidente de sua prontidão e alegria em se empenhar nele em eternidade; de sua industriosa e recente entrada nesse tempo; de sua constância nisso, quando ele tinha iniciado, de forma que nada poderia lhe deter disso; nem fazê-lo desistir e falhar, nem deixá-lo até que tivesse concluída.




Fonte: John Gill's Exposition of the Entire Bible



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Notas:
[1] Cf. Hebreus 12:2. N do T.

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