2009/06/22

Comentário de João 11:37-38

11:37 - E alguns deles diziam,… Que tinham aversão dele, que estavam dispostos a persegui-lo em qualquer ação que ele fizesse:comentario do evangelho de João, comentario biblico

Não poderia esse homem que abriu os olhos do cego;… Como dito, pelo menos que diz ter aberto, como ele fez, João 9:6, pois isso pode ser entendido como um questionamento do milagre, e como uma suspeita, e não aceitando-o como algo verídico.

Fazer também com que este não morresse? Pois ou a anterior cura era uma fraude, ou, se fosse uma coisa real, aquele que fez isso poderia ter prevenido a morte de Lázaro; e se ele podia, e não fez, onde está a sua amizade? E o que deve ser pensado de toda essa demonstração de afeto por ele? E o que são estas lágrimas, a não ser as de crocodilo? Mas este raciocínio, tão especioso quanto pode parecer, era muito enganador; porque aquele que curou o homem que nascera cego poderia elevar Lázaro dos mortos, coisa que ele, de fato, fez; e então não preveniu a sua morte, para que ele ainda pudesse dar mais alegria à família, trazer mais glória a Deus, e a ele mesmo, e mais vergonha e confusão para os seus inimigos.

11:38 - Jesus, portanto, gemendo no íntimo,… Não apenas através da dor, assim que subiu a sepultura, onde seu querido amigo jazia, mas por meio de uma raiva santa e indignação pela maldade e iniquidade dos Judeus.

Veio a sepultura de Lázaro.

Era uma caverna;... Ou uma natural, uma em pedras e montanhas da qual haviam muitas na Judéia, e perto de Jerusalém, que é um país rochoso e montanhoso da qual Josefo (x) faz menção; onde os salteadores e os ladrões se abrigavam, e não era fácil chegar até lá e onde as pessoas em perigo fugiam para a sua segurança, e se escondiam; e a razão que tais lugares eram escolhidos para se enterrar alguém era porque aqui os corpos estavam protegidos das bestas selvagens: ou esta era uma caverna artificial feita de uma pedra, em forma de uma caverna, como era a tumba de José de Arimatéia; e era o costume comum dos judeus fazer cavernas e enterrar dentro delas; sim, lhes obrigavam a isto pelas suas tradições: assim diz Maimônides (y):

“Aquele que vende um lugar a seu amigo para fazer nele uma sepultura ou que recebe de seu amigo um lugar para fazer uma sepultura, עושה מערה, “deve fazer uma caverna”, e abrir nele duas covas, três em um lado e três no outro, e duas na entrada “na caverna”: a medida da “caverna” é quatro cúbitos por seis, e cada sepultura é de quatro cúbitos de cumprimento, e seis de largura, e sete de altura; e há um espaço entre cada sepultura, nos lados um cúbito e meio, e entre os dois no meio dois cúbitos.”

E em outro lugar (z) ele observa, que:

“Eles cavavam מערות, “um caverna” na terra, e fazem uma sepultura no lado “da caverna”, e enterre (o morto) nela.”

E tais cavernas para se enterrar os mortos eram no Monte e próximo do Monte das Oliveiras; e próxima da mesma deve estar esta caverna onde Lázaro foi enterrado; pois Betânia não era muito longe de lá: assim no Cippi Hebraici lemos nós (a), que ao fundo do Monte (das Oliveiras) há uma "caverna" muito grande, dita como sendo de Ageu, o profeta; e neste monte existem muitas cavernas. -- E próxima dela está a sepultura de Zacarias, o profeta, em uma "caverna" fechada; e a menção é frequentemente feita lá de cavernas nas quais eram enterradas as pessoas; Veja Gill sobre Mat. 23:29; talvez o costume de se enterrar nelas possa ter surgido da caverna de Macpela que Abraão,
[1] o pai deles, havia comprado para ser usada como lugar de enterro para os seus mortos. O sepulcro de Lázaro é fingido (b) ser mostrado aos viajantes hoje em dia, em cima da qual foi construído uma capela de mármore muito decente, e graciosa, e se ergue perto de uma igreja construída para honra de Marta e Maria, as duas irmãs de Lázaro, no lugar onde a casa delas ficava; mas certo é, que a sepultura de Lázaro ficava fora da cidade:

E uma pedra estava posta sobre ela. Nossa forma de sepulturas não é tão precisa, nem tão agradável à forma de sepulturas dos judeus, nem a de Lázaro; as sepulturas deles não eram como as nossas, cavadas na terra e abertas, pois tinham uma pedra posta nelas, porque elas eram frequentemente, como esta, escavadas nas pedras, ou naturais, ou feitas manualmente por arte; e havia uma porta ao lado delas pela qual havia uma entrada; e nesta porta era colocada uma pedra, onde seria melhor traduzido aqui, e "uma pedra foi posta nela"; não "sobre ela", pois ela não tinha nenhuma abertura acima, mas ao lado; e, adequadamente, as versões Siríaca e Persa leem: "uma pedra foi posta à porta dela"; e a versão Árabe diz: "e havia uma grande pedra à porta", como estava à porta do sepulcro de Cristo. Nos sepulcros dos judeus haviam חצר, "um pátio" (c) o que ficava antes da entrada da gruta, este era de quatro metros quadrados, sendo a largura de seis cúbito, e a largura de seis, e aqui os portadores colocavam o cadáver, e a partir daí ele era levado para a caverna, na qual havia uma entrada, às vezes chamada פי המערה, "a boca da gruta" (d); e, por vezes, פתח הקבר, "a porta da sepultura" (e), da sua forma, medição e lugar, não há menção expressa no escritos judaicos: se pensa ter sido cerca de um cúbito de largura, e ficava do lado da caverna, de modo que, se podia olhar para dentro, e na boca da gruta uma pedra era colocada para detê-lo para cima, que foi chamado גולל, a partir do fato de ser enrolado até lá, embora a boca da caverna fosse fechada, nem sempre com uma pedra, nem feito de pedra; Maimônides (f) diz, que era feita de pedra ou madeira, e assim na Misna (g), nos é dito,גולל לקבר, "a cobertura de uma sepultura", (ou aquela com o qual é fechado), se for feita de um pedaço de madeira, quer se mantenha , ou se incline para o lado, não macula, mas em relação à porta apenas.''

Veja Gill sobre Mat. 27:60.



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Notas

(x) Antiqu. l. 14. c. 15. sect. 5.
(y) Hilchot Mecira, c. 21. sect. 6.
(z) Hilchot Ebel, c. 4. sect. 4.
(a) P. 27, 29. Ed. Hottinger.
(b) ltinerar. Bunting. p. 364.
(c) Misn. Bava Bathra, c. 6. sect. 8.
(d) Misn. ib.
(e) Maimon. R. Samson, & Bartenora in Misn. Ohalot, c. 15. sect. 8.
(f) In Misn. Ohalot, c. 2. sect. 4.
(g) Ib c. 15, sect. 8.
[1] Cf. Gênesis 23:9. N do T.

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