2011/08/05

Introdução e Visão Geral do Livro de Apocalipse

LIVRO, APOCALÍPTICO, INTRODUÇÃO, VISÃO GERAL, ESTUDO BIBLICO
Ler Apocalipse 1-3. Os sete espíritos de Deus, mencionados nas observações iniciais (vide 1:4; conf. 4:5), provavelmente não são sete espíritos diversos, mas o único Espírito Santo, em conformidade com Sua sétupla relação para com as sete igrejas endereçadas, ou de acordo com a sétupla caracterização de Isaías concernente ao Espírito (1) do Senhor, (2) da sabedoria, (3) do entendimento, (4) de conselho, (5) de poder, (6) de conhecimento, e (7) de temor ao Senhor (vide Isaías 11:2). João não tencionava que sua descrição de Cristo fosse tomada rigidamente literal, o que, neste caso, seria uma descrição grotesca. As figuras de linguagem devem antes ser traduzidas nas várias características e funções de Cristo. Suas vestes representam Seu sacerdócio real, Seus cabelos alvos simbolizam a Sua eternidade, Seus olhos chamejantes a visão penetrante da onisciência, Seus pés semelhantes a bronze a atividade julgadora que a tudo subjuga, a Sua voz trovejante a autoridade divina, a espada de dois fios a Sua Palavra, e o Seu rosto resplendente a glória de Sua deidade.

Os sete candeeiros de ouro simbolizam as sete igrejas locais endereçadas no livro, das quais Jesus cuida. E as sete estrelas em Sua mão representam os “anjos” dessas sete igrejas, os quais podem ser ou anjos guardiães de cada assembléia local, ou “mensageiros humanos” (outra tradução possível) que tivessem sido enviados pelas igrejas para visitarem a João, na ilha de Patmos. A tradução “mensageiros” adquire ainda maior plausibilidade pelo fato que por todos os capítulos dois e três a palavra lhes é dirigida e eles são exortados - pois como João poderia escrever a anjos e exortá-los?

A ordem dada a João: “Escreve, pois, as cousas que viste, e as que são, e as que hão de acontecer depois destas” (1:19), algumas vezes é aceita como um tríplice e embutido esboço do livro: (1) As coisas passadas, ou a visão que João teve sobre o Cristo (capítulo 1); (2) as coisas presentes, ou seja, as mensagens às sete igrejas, que representariam a dispensação inteira da Igreja (capítulos 2, 3); e (3) as coisas futuras, ou a volta de Cristo, juntamente com acontecimentos precedentes e posteriores (capítulos 4 - 22). Porém, quando Jesus proferiu as palavras citadas, registradas em Apocalipse 1:19, as coisas “que são” estavam vinculadas à visão de Cristo, pois não tivera ainda começo o ditado das mensagens. Os capítulos 1 - 3 descrevem uma única visão. Por conseguinte, a declaração de Apocalipse 1:19 não deveria ser tomada como um esboço formal do livro, mas como simples assertiva de que João deveria fazer o registro das coisas que acabava de ver, que estava vendo e que ainda viria a ver.


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