2015/09/04

Significado de Jeremias 14

Significado de Jeremias 14 

Significado de Jeremias 14



Jeremias 14

14.1-15.21 — Esse longo lamento sobre Judá é composto de vários réquiens sucintos, oráculos de julgamento e confissões, concluindo com uma palavra de garantia ao profeta da parte do Senhor.

14.1-10 — Esse lamento sobre a seca e a peste que haviam recaído sobre Judá tem a seguinte estrutura:

(1) introdução (Jr 14.1);
(2) descrição da seca (Jr 14.2-6);
(3) um clamor ao Senhor por libertação (Jr 14.7-9); e
(4) uma acusação (Jr 14.10).

14.1 — A seca era vista como um indicativo da insatisfação divina, como nos dias de Acabe, Jezabel e Elias.

14.2 — Quatro passagens curtas utilizando quatro palavras de lamento descrevem o luto no país. O termo hebraico traduzido como chorando é uma palavra de significado geral para a tristeza diante da morte de alguém.

Enfraquecidas significa ressecada ou encolhida. O vocábulo hebraico traduzido como luto descreve a tristeza e o sofrimento. Por último, clamor descreve uma exclamação de alegria ou tristeza.

14.3,4 — Ilustres. Homens renomados, que poderiam comprar água por qualquer preço, enviavam servos para procurar água nos locais mais comuns, mas não havia água para ser achada. As terras ressecadas eram massacradas pelo sol, e os fazendeiros cobrem a cabeça em sinal de luto.

14.5,6 — A seca em Judá afetou até mesmo os animais selvagens. A cerva abandona seus filhotes por falta de alimento. Jumentos monteses se põem nas colinas vazias, cheirando o vento em busca da fragrância da umidade — sem obter sucesso.

14.7 — Jeremias ecoa o sentimento de seu povo em seu clamor em busca de perdão e libertação para a nação. O vocábulo hebraico traduzido como maldades refere-se à culpa resultante de um pecado que permanece sem ser confessado.

14.8,9 — Jeremias clamou a Deus com base no nome e no caráter do Senhor, principalmente em seu papel como Esperança e Redentor do povo. Em vez de ter um relacionamento íntimo com Judá, Deus havia-se tornado como estrangeiro ou viandante na terra, porque o povo adorava outros deuses.

14.10 — Diferente de Jeremias, que se encontrava atribulado, o povo não se arrependia e precisava ser corrigido. Jeremias percebeu que o julgamento era inevitável, porque Deus não ofereceu nenhum indício de libertação.

Tanto amaram o afastar-se. Amaram descreve um desejo voluntário. Afastar-se descreve o movimento de ir e vir repetitivo — nesse caso, procurando todas as ocasiões para o pecado. Pelo fato de ninguém demonstrar restrição a respeito do pecado, Deus não podia violar seu caráter santo e se agradar do povo de Judá.

14.11,12 — Pelo fato de a disciplina divina ser inevitável, Jeremias foi instruído a não rogar para bem de Jerusalém.

Jejuarem [...] oferecerem holocaustos. Esses métodos de expressar penitência e restabelecer a comunhão com Deus eram ineficientes por causa da desobediência do povo. O destino de Judá estava selado.

14.13 — Jeremias reclamou com o Senhor a respeito de falsos profetas que proclamavam uma mensagem de paz em vez de falar da guerra e da pestilência. Esses profetas pretensiosos supunham que Deus iria demonstrar Sua misericórdia e promessa de libertação como ocorreu nos dias de Ezequias e Isaías, quando Jerusalém foi resgatada milagrosamente de um cerco lançado pelo exército de Senaqueribe.

14.14 — O profeta que falava realmente em nome de Deus veria suas palavras se tornarem realidade. Os falsos profetas que prometiam paz (Jr 14.13) proclamavam mentiras que eles mesmos criavam (2 Pe 1.19-21). A adivinhação era proibida em Dt 18.14. Vaidade é uma descrição degradante dos ídolos adorados nos dias de Isaías (Is 2.8), porém condenados pela Lei (Lv 19.4).

14.15,16 — A condenação vinda de Deus cairia primeiros sobre os falsos profetas por causa de suas profecias de paz (Jr 14.13). Em seguida o julgamento viria sobre os habitantes da cidade que foram enganados pelos falsos profetas. A responsabilidade individual pelo pecado é um dos temas principais de Jeremias. A destruição e a profanação recairia sobre o povo; ninguém sobreviveria para enterrar os corpos. Essa ilustração dos cadáveres expostos ao tempo — a profanação mais grave na época — é citada, antes, em Jeremias 7.33, 8.3 e 9.22.

14.17-22 — Esse trecho dá continuidade aos temas dos versículos 1-16 de Jeremias sobre o julgamento implacável de Deus, o lamento do profeta e do povo e a inutilidade da intercessão em favor da nação.

14.17,18 — A data desse lamento sobre a cidade profanada pode ter sido 597 a.C., quando Judá foi invadida, ou entre 588-586 a.C., quando Jerusalém foi destruída. Jerusalém está ferida por um forte golpe do Senhor.

Campo [...] cidade. Toda a nação permanece em escombros. Os cadáveres cobrem os campos, uma continuação da ilustração do versículo 16, e a cidade está assolada pela fome. Os líderes religiosos caminham sem direção em uma terra desolada.

14.19 — Várias perguntas estimulam a questão da rejeição total de Judá por parte de Deus. Esse conceito era totalmente estranho à mente do povo, revelando o esquecimento com respeito às maldições da aliança. A parte final do versículo é uma repetição de Jeremias 8.15. O povo começa a compreender que sua situação é desesperadora.

14.20 — O povo de Judá reconhece sua impiedade, que significa rebeldia, sua maldade, que quer dizer perversidade, e o fato de que haviam pecado. Esses três termos representam a abrangência do pecado na terra.

14.21,22 — O clamor do povo em favor da misericórdia de Deus estava fundamentado no caráter do Senhor — o amor do teu nome, sua glória, seu concerto com Israel e seu poder sobre a criação. Petições com base no caráter e nos atributos divinos são comuns nos salmos. A reputação de Deus e as bênçãos que viriam ao povo estavam em xeque, mas aqui as obrigações do povo para com o Senhor são desprezadas.

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2 comentários:

Unknown disse...

Gloria á Deus!

Pr. Israel Melo disse...

Excelente comentário!
Deus te abençoe.

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