2015/09/04

Significado de Jeremias 21

Significado de Jeremias 21 

Significado de Jeremias 21


Jeremias 21

21.1-23.40 — Essa seção inicia com uma série de oráculos fundamentados nos encontros de Jeremias com os reis e líderes religiosos de Judá, encerrando com o relato de uma visão (Jr 24-1-10) que traça um paralelo com a seção anterior, terminando com o relato de um ato simbólico.

21.1-10 — Esse capítulo está relacionado com o anterior por causa do nome Pasur (Jr 21.1; 20.1), embora não se trate da mesma pessoa. A data desse oráculo de julgamento em prosa pode ser determinada como 589 ou 588 a.C., quando Nabucodonosor deu início ao cerco a Jerusalém em retaliação à rebelião de Zedequias. Por ter recebido promessa de apoio do Egito, Zedequias buscou libertar seu reino do controle babilônico. Entretanto, como Jeremias havia declarado, essa rebelião resultaria na devastação final de Jerusalém.

21.1 — Pasur, filho de Malquias mandou lançar Jeremias no calabouço por causa da suposta deslealdade do profeta para com o reino (Jr 38.1-6). Sofonias, filho de Maaseias, era um oficial do templo que, com outras pessoas, buscou direcionamento divino por meio do conselho de Jeremias (Jr 37.3, 4).

21.2 — Perguntar ao Senhor significa buscar sua vontade. Nabucodonosor foi rei da Babilônia de 605 a 562 a.C. A palavra maravilha era usada basicamente para falar de Deus em Sua atividade e sobre Seus atos poderosos em favor de Israel (SI 40.5). O Senhor havia libertado Jerusalém da destruição durante o cerco de Senaqueribe da Assíria, em 701 a.C.; o rei Zedequias esperava obter uma libertação semelhante.

21.3,4 — A resposta de Jeremias a Zedequias foi desmoralizante. Em vez de rechaçar o ataque dos babilônios, Deus iria retirar a pouca força que ainda restava a Jerusalém.

21.5 — Pelo fato de o povo de Judá ter se tornado inimigo de Deus, o Senhor iria pelejar contra a nação. Mão estendida [...] braço forte. Os instrumentos divinos pelos quais Israel havia alcançado a libertação do Egito (Ex 15.6; Dt 6.21) e de seus inimigos seriam usados contra a nação.

21.6,7 — A pestilência que assolaria homens e animais lembra uma das pragas divinas contra os egípcios antes do êxodo (Ex 9.1-7). Nabucodonosor [...] inimigos [...] que buscam a sua vida. Os babilônios não apenas causaram muitos danos em Judá, mas também vários outros inimigos como os edomitas, que atacaram e se estabeleceram nas regiões áridas ao sul. Deus não os poupará, nem se compadecerá dos habitantes rebeldes de Judá e Jerusalém.

21.8,9 — Caminho da vida [...] caminho da morte. A morte viria para aqueles que tentassem sobreviver ao cerco de Jerusalém; a vida era possível por meio da rendição aos caldeus (babilónios).

Despojo geralmente se refere aos saques e espólios de guerra. Aqueles que se submetessem aos babilônios estavam a favor de Deus, e sua recompensa seria manter a própria vida (Jr 38.2). De algumas maneiras, o livro de Jeremias se assemelha a um tratado político. Havia dois grupos competindo por atenção em Jerusalém: o partido pró-Egito, que acreditava que uma aliança com aquela nação protegeria Judá da ameaçados babilônios, e o partido pró-Babilônia, que acreditava que a queda de Jerusalém era inevitável. Com certeza, esta era a vontade de Deus. Portanto, o melhor a ser feito seria preparar-se para o inevitável. Jeremias, que defendia a causa deste último grupo, foi declarado inimigo do Estado quando o partido pró-Egito atraiu o apoio da maioria da população.

21.10 — Pus o rosto. Essa expressão descreve a intenção firme de Deus, que nesse contexto é contra Jerusalém. O resultado seria para mal, e não para bem.

21.11-14 — Esse oráculo, em uma linguagem semelhante a Jr 7.6 e Dt 17.18-20, estabelece as bases para o julgamento contra os reis de Judá nos capítulos seguintes. O rei deveria se dedicar aos mandamentos de Deus e julgar, ou exercer a justiça. O teste derradeiro para o rei era determinado com base em sua reação em relação aos oprimidos e espoliados (Is 1.17; Am 4.1-3).

21.13,14 — Moradora do vale [...] rocha da campina. Essas expressões dizem respeito a Jerusalém. Exércitos inimigos geralmente se aproximavam da cidade a partir do norte ao longo de uma série de colinas. Visitar significa trazer julgamento nesse contexto.

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Um comentário:

Unknown disse...

Muito bom o estudo, glórias a Deus.

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