2015/09/04

Significado de Jeremias 22

Significado de Jeremias 22 

Significado de Jeremias 22



Jeremias 22

22.1-10 — Essa seção dá continuidade ao oráculo da semente em Jr 21.11,12 falando a respeito da justiça real. Ela menciona antecipadamente as mensagens para os três reis Salum (Jeoacaz), Jeoaquim e Joaquim em 22.11-30.

22.1 — As pessoas desciam para Jerusalém a partir do norte em Anatote chegando a um território de altitudes um pouco menores. A casa do rei era o palácio real localizado ao sul dos pátios do templo.

22.2 — A profecia de Jeremias destinava-se a três grupos: reis assentados no trono de Davi, e que, portanto, eram da linhagem de Davi, os servos dos reis (oficiais reais e auxiliares), e o povo, que entrais por estas portas. A última expressão pode se referir aos cidadãos em geral ou aos indivíduos que com frequência entravam pelos portões do palácio.

22.3 — De acordo com Is 11.1 -5, o rei ideal da linhagem de Davi iria exercer o juízo, ou julgamento, e a justiça, ou retidão e correção. Essa descrição menciona antecipadamente o Renovo justo, em Jeremias 23.5. Os escritores dos livros de sabedoria e proféticos ecoavam o mesmo sentimento com relação à retidão dos reinos — de que deveriam ser medidos de acordo com sua proteção aos três segmentos da sociedade que eram incapazes de se defender: o estrangeiro, o órfão e a viúva.

22.4,5 — Se os líderes demonstrassem justiça e retidão, a prosperidade contínua de uma dinastia davídica seria garantida. No entanto, se as pessoas não dessem ouvidos às palavras do Senhor, a casa de Davi seria transformada em assolação — ou seja, em ruínas.

22.6,7 — Gileade e Líbano forneciam madeira para os palácios reais. Essas residências luxuosas seriam reduzidas a um deserto e queimadas no fogo se os reis desobedecessem a aliança.

22.8 — Até mesmo as nações — os gentios — reconheceriam que a punição descrita em Jr 22.5-7 vinha do Senhor, o resultado de sua insatisfação com seu povo.

22.9,10 — As nações pagãs iriam reconhecer que a destruição de Jerusalém ocorrera por Judá ter violado seu concerto com Deus. O povo de Judá havia trocado o Senhor por divindades estrangeiras, a quem inclinavam-se e serviam.

22.11-30 — Três mensagens a reis de Judá e um lamento a respeito de Jerusalém estão presentes nesse trecho: (1) uma mensagem sobre Salum (Jr 22.11,12); (2) uma mensagem a respeito de Jeoaquim (Jr 22.13-19); (3) um lamento a respeito de Jerusalém (Jr 22.20-23); e (4) uma mensagem a respeito de Jeconias (Jr 22.24-30).

22.11,12 — Essa é a primeira de três mensagens dirigidas a reis de Judá. Josias morreu em Megido, em 609 a.C., enquanto tentava impedir que o Faraó Neco do Egito viesse ajudar a Assíria. Que saiu deste lugar é uma referência a Jeoacaz, também chamado Salum. Esse quarto filho de Josias chegou ao trono por intermédio do povo de Judá, mas foi deposto três meses depois pelo Faraó Neco. Salum foi aprisionado e levado cativo para o Egito (2 Cr 36.1-4). Eliaquim (Jeoaquim), irmão de Salum, foi colocado no trono como um rei vassalo do Egito. Neco preservou o controle da Palestina, até que Nabucodonosor derrotou o Egito na batalha de Carquêmis, em 605 a.C. Salum (Jeoacaz) morreu sem retornar do Egito, em cumprimento das palavras de Jeremias (2 Rs 23.34).

22.13-23 — A segunda mensagem é dirigida a Jeoaquim, que enfeitou seu palácio explorando o povo, de acordo com o conteúdo dessa mensagem. A profecia pode ser datada entre 609 e 605 a.C., enquanto Jeoaquim estava sob controle dos egípcios. Suas atitudes foram caracterizadas por qualidades opostas às de um rei fiel à linhagem davídica: injustiça e sem direito.

22.13,14 — Injustiça [...] sem direito. Os termos-chave para as qualidades genuínas de um líder bíblico — retidão e justiça — eram opostas às atitudes do rei. Que se serve do serviço do seu próximo, sem paga. O rei deveria ser o guardião de seu povo, mas Jeoaquim estava escravizando seus companheiros israelitas para construir palácios luxuosos em sua honra.

22.15,16 — Acaso, teu pai [...] não exercitou o juízo e a justiça? Essa pergunta retórica identifica Josias, pai de Jeoaquim, como um rei modelo. Conhecer-me: Israel perecia por sua falta de conhecimento de Deus (Os 4.6). O conhecimento do Senhor aqui está relacionado à preocupação com a causa do aflito e do necessitado (Jr 20.13).

22.17 — Jeoaquim não seguiu os passos de Josias. Avareza [...] sangue inocente, afim de derramá-lo [...] opressão e violência. Essa tríade de pecados que caracterizava o reinado de Jeoaquim transmitia uma mensagem bastante marcante para Judá com relação ao colapso do reinado. As violações da aliança não ficariam impunes.

22.18,19 — Um rei com um caráter tão desprezível como o de Jeoaquim não merecia receber lamento. Sepultura de jumento: em vez de receber um funeral digno de um rei, Jeoaquim teria um enterro ignóbil, como um animal, sozinho, e sem receber lamento.

22.20-23 — Nesse lamento sobre a cidade santa, Jerusalém é descrita como uma mulher abusada e humilhada, com muitos amantes estrangeiros.

22.20 — Jerusalém é convocada para lamentar sua destruição nas regiões montanhosas do norte — Líbano, do nordeste — Basã, e nas regiões montanhosas do sudeste — Abarim. Namorados provavelmente refere-se ao passado de Judá e seus atuais aliados políticos, tais como a Fenícia, Arã, Moabe e o Egito.

22.21 — Deus havia falado a Israel e a Judá em períodos de prosperidade, como nos dias de Azarias, Jeroboão II e Josias, mas o povo não deu ouvidos às palavras dos profetas, dos reis justos, dos sacerdotes e de outros líderes.

22.22,23 — O vento conduzirá para longe todos os governantes (nvi). Os ventos de adversidade e de invasão levariam embora os líderes e os aliados de Judá. A nação seria envergonhada por ter se envolvido em alianças tão fúteis. Líbano, nesse trecho, refere-se a Jerusalém (em contraste com o Jr 20). Cedros diz respeito aos luxuosos palácios reais na cidade (Ez 17.1-10).

22.24-30 — Jeconias, também conhecido como Joaquim, sucedeu seu pai em 598 a.C., sob a ameaça de cerco dos babilônios como resultado da rebelião de Jeoaquim. O selo do anel do rei, um símbolo de seu poder e de sua autoridade, foi utilizado para selar documentos oficiais da corte. Joaquim não podia servir a Deus dessa maneira por causa de seu reinado maligno (2 Rs 24-9). Ele permaneceu no trono por três meses, até que ele e sua família foram exilados para a Babilônia por ordens de Nabucodonosor (2 Rs 24-6-16). Tua mãe refere-se a Neústa, a rainha-mãe de Joaquim, então com 18 anos. O rei foi libertado da prisão após a morte de Nabucodonosor (2 Rs 25.27).

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