2015/09/04

Significado de Jeremias 23

Significado de Jeremias 23 

Significado de Jeremias 23



Jeremias 23

23.1-8 — Os reis de Judá haviam fracassado em viver de acordo com os padrões divinos e da linhagem davídica, portanto, libertação e restauração só poderiam vir por meio da intervenção divina. A primeira seção (Jr 23.1-4) apresenta uma transição a partir da condenação aos reis (pastores) de Judá (Jr 22.11-30), para a proclamação da vinda do Rei justo e reto (Jr 23.5,6), e então para a restauração do remanescente na terra prometida (Jr 23.7,8).

23.1,2 — A expressão ai geralmente introduz uma mensagem de julgamento. Pastores: no Oriente Médio antigo, o reinado ideal geralmente era apresentado com a ilustração de pastor. Para Israel, o ideal do Bom Pastor estava presente em seu Grande Rei (SI 23) refletido por meio do reinado de Davi, o rei pastor. Entretanto, em vez de proteger e cuidar da nação, os reis pastores de Israel haviam dispersado e deixado de visitar ou cuidar do povo.

23.3 — Os reis de Israel haviam causado a dispersão da nação; entretanto o Senhor seria misericordioso para trazer a restauração do resto. O conceito de um remanescente estabelecido novamente na terra tem destaque nos livros dos profetas (Is 1.9; 10.20-23; 11.16; 46.3). A bênção de restauração e de prosperidade como consequência do arrependimento é descrita em Deuteronômio 30.1-10.

23.4 — Deus levantaria uma nova geração de reis que defenderia o bem-estar do povo e a vontade do Senhor acima de seus próprios desejos.

23.5 — Renovo. Começando com Isaías 4.2, esse termo é usado para falar do Messias prometido (Jr 33.15; Zc 3.8; 6.12). Esse grande rei governaria com juízo e justiça. Esse ideal está baseado na promessa de Deus a Davi (2 Sm 7.16). A necessidade de que o Senhor enviasse Seu próprio rei estava baseada no fracasso dos monarcas de Israel de viverem de acordo com os padrões esperados de um rei (Jr 21.11, 12; 22.1-4).

23.6 — Os dias do reinado do Messias iriam trazer salvação. Tanto Judá como Israel seriam restaurados. O nome que caracteriza esse rei ideal é O Senhor, Justiça Nossa. Ele faz um contraste com o nome Zedequias, que significa o Senhor é minha justiça (Jr 21.1). O nome de Zedequias era totalmente errôneo se comparado Àquele que estabelecia o governo verdadeiro e justo — o Rei designado por Deus (Is 9.7; 11.1-10). Esse é um dos trechos da bíblia hebraica que falam especificamente a respeito da vinda do Salvador e Rei glorioso.

23.7,8 — Eis que vêm dias. A restauração futura de Israel seria muito maior do que as que ocorreram no passado; iria suplantar até mesmo o primeiro êxodo, a libertação do Egito. Um texto semelhante encontra-se em Jeremias 16.14,15, após um oráculo de julgamento.

23.9-40 — A mensagem temática de Jeremias para os líderes de Judá volta-se agora para os profetas que abusavam de seu ofício divino e proclamavam a falsa esperança de paz e libertação. Pelo fato de esses falsos profetas terem se associado a seitas estrangeiras, não conheciam o conselho de Deus. A comparação com os oráculos contra os falsos profetas, em Jeremias 26.1-29.32 sugere que essa profecia foi proclamada durante o reinado de Zedequias.

Essa longa seção tem quatro partes: (1) a adulteração dos líderes e da terra (Jr 23.9-15); (2) uma falsa mensagem de paz (Jr 23.16-24); (3) sonhos inúteis (Jr 23.25-32); e (4) oráculos de repreensão (Jr 23.33-40).

23.9,10 — Coração nesse trecho refere-se à mente muito mais do que às emoções. O sofrimento de Jeremias por causa dos falsos profetas o enfraqueceu mental e fisicamente, de tal modo que se sentia embriagado por causa da opressão no íntimo. O profeta também se sentia sobrecarregado por causa das palavras da santidade de Deus.

O termo adúltero pode ser aplicado àqueles que praticavam comportamento sexual imoral, àqueles que cometiam adultério espiritual e seguiam outros deuses, e àqueles envolvidos em prostituição cultual. Os efeitos do adultério chegaram à terra. Em vez de desfrutarem da fertilidade concedida por Deus e da produtividade das colheitas, os pastos agora secam. Aqui, deserto refere-se não a uma terra árida, mas às pastagens. Força aqui pode se referir ao poder real.

23.11,12 — Os profetas deveriam ser porta-vozes de Deus para falar à nação. Os sacerdotes deveriam ensinar a Lei, fazer distinção entre coisas puras e impuras e supervisionar as cerimônias religiosas (Lv 10.8-20). Contaminado significa impuro ou corrupto. Assim como o profeta e o sacerdote, o templo de Deus estava poluído pela maldade dos líderes espirituais.

23.13,14 — Os profetas de Samaria, em vez de falarem em nome de Deus, profetizaram da parte de Baal. Eles fizeram errar o meu povo de Israel — ou seja, levaram o povo a se afastar moral, mental e espiritualmente dos padrões divinos. Samaria tinha sido capital do reino do norte de Israel. Fundada pelos israelitas, quase que imediatamente voltou-se para o que Jeremias chamou de loucura, literalmente, a adoração indiscriminada aos ídolos. Eventualmente, Deus permitiu que os assírios conquistassem a cidade.

Coisa horrenda aqui refere-se à algo extremamente reprovável (Jr 5.30). Deus percebeu que os profetas de Jerusalém estavam cometendo adultério Qr 10) e caminhando com falsidade. O termo falsidade é utilizado por Jeremias para se referir à idolatria. Os líderes de Judá haviam dado apoio a malfeitores, que, como os reis, abusavam do poder de seus cargos. A nação se tornou como Sodoma e Gomorra e, portanto, merecia o mesmo julgamento daquelas cidades (Gn 19.12-29).

23.15 — Alosna e águas de fel referem-se à amargura e à morte por envenenamento. De acordo com Dt 18.20, a consequência das falsas profecias era a morte.

23.1 6 — O termo vaidades é utilizado para descrever a futilidade de dar ouvidos àqueles que falam da visão do seu coração. Visões eram comumente compreendidas como um meio de receber uma mensagem divina (ou dos deuses). O termo visão utilizado nesse trecho e em Jeremias 14.14 está presente também em Daniel (Dn 1.17; 8.1); além disso, é utilizado em outros livros proféticos para descrever uma revelação divina (Is 1.1; Mq 3.6).

23.17 — Os falsos profetas proclamavam uma falsa esperança de paz e segurança àqueles que menosprezavam Jeremias. No entanto, a intenção de Deus era trazer mal ou calamidade (Jr 6.14).

23.18 — O conselho de Deus está disponível para aqueles que caminham no temor do Senhor de acordo com sua palavra, e que compreendem as obras de Deus na natureza e na história.

23.19,20 — O conselho de Deus aos ouvintes de Jeremias não era de paz, mas de um duro julgamento. A tempestade é utilizada como símbolo do juízo de Deus (Is 29.6). Pensamentos do seu coração: essa expressão fala sobre os planos e propósitos de Deus pelos quais ele traria a punição (compare SI 40.5).

23.21,22 — Um profeta genuíno deve ser mandado por Deus com uma palavra vinda do Senhor. Um profeta genuíno de Deus chama o povo ao arrependimento do pecado ou da maldade e para a renovação da fé.

23.23,24 — A seção termina como começou (Jr 23.18-24), com perguntas retóricas que fazem um contraste entre a natureza de Deus e a visão errônea do povo. Deus não é uma divindade distante e desinteressada, como Baal (2 Rs 18.27), mas um Ser que está sempre perto de Seu povo. Nada fica oculto a Ele; nada lhe passa despercebido.

23.25-32 — O conteúdo desse oráculo baseia-se em Deuteronômio 13.1-6, no qual o “profeta sonhador” é condenado à morte por afastar o povo de Deus e de sua Lei.

23.25-27 — Mentiras nesse trecho está no singular no original, referindo-se à qualidade da palavra dos falsos profetas.

Sonhei. Os sonhos eram valorizados entre os assírios, egípcios e babilônios como um meio de revelação divina. Entretanto, na Lei e na tradição dos israelitas, os sonhos eram analisados com cautela.

Coração dos profetas. O caráter dos falsos profetas baseava-se em mentiras e engano. Seu engano era aparente, porque seu objetivo era levar o povo à idolatria com seus sonhos fantásticos, fazendo com que todos se esquecessem de Deus e seguissem Baal (Jr 2.8).

23.28,29 — Esse interlúdio poético compara sonho e palavra. Um sonho é algo passageiro, como a palha. A Palavra de Deus tem a força do fogo e de um martelo.

23.30, 31 — Furtam as minhas palavras. Tendo falta do conhecimento verdadeiro e uma Palavra de Deus, os falsos profetas repetiam esperanças falsas e deturpavam as mensagens do Senhor. Usam de sua língua e dizem. Ele disse. Os falsos profetas falavam por si próprios, carecendo de uma palavra genuína vinda de Deus.

23.32 — Os falsos porta-vozes de Deus profetizavam sonhos mentirosos, iludindo o povo. Leviandades reforça ainda mais o caráter perverso dos falsos profetas.

23.33-40 — Essa seção consiste de um trocadilho (jogo de palavras) com base no termo peso e a questão de sua origem ser divina ou humana. O termo hebraico traduzido como peso descreve o discurso profético ríspido que sobrecarregava o profeta.

23.34-36 — Nenhuma mensagem genuína poderia vir de falsos profetas. O compartilhamento de palavras entre companheiros (Jr 23.27) perverteria as palavras do Deus vivo. Torcer significa aqui invalidar. Os falsos profetas manipulavam as Palavras de Deus em seu próprio benefício.

23.37 — Jeremias utilizou de sarcasmo para com aqueles que afirmavam ter recebido uma Palavra de Deus.

23.37-40 — Proclamar o peso [mensagem] do Senhor era proibido aos falsos profetas. Perpétuo opróbrio e eterna vergonha. A desgraça que cairia sobre os falsos profetas seria por um período longo; e essa lembrança permaneceria para sempre (Jr 20.11).

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4 comentários:

Unknown disse...

A palavra de Deus, sempre vai fazer a diferença.isso porque Deus é o caminho verdadeiro e nao caminho falso.Deus sempre vai estar em lugares q sò pode estar ,isso porque ele nunca vai deixar ,o homem saber chegar em algum lugar sem q sua permiçao seja danda para o homem.....

Unknown disse...

A paz do Senhor amei a explicação

Missionária Cleide Rodrigues Cleidinha disse...

Quem esteve atento a sua palavra e a ela atendeu? Diz o Senhor!

Frankguitarr disse...

Viver de representações e sentimentos vindo do coração é o que têm feito muitas pessoas errarem o caminho de Deus.

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