2015/09/04

Significado de Jeremias 29

Significado de Jeremias 29 

Significado de Jeremias 29



Jeremias 29

29.1-32 —Várias cartas compõem esta coletânea de correspondências com os exilados que foram levados cativos em 597 a.C., incluindo Joaquim e a família real. Essas cartas contendo oráculos contra os falsos profetas em Jr 27 e 28 aparentam ser de uma data semelhante, 594 a.C. As Crônicas da Babilônia e outros documentos contemporâneos destes indicam que revoltas territoriais estavam trazendo problemas ao império de Nabucodonosor. Jeremias aconselhou os judeus exilados a se acalmarem e não esperarem um retomo imediato à sua terra.

O capítulo tem as seguintes partes.
(1) introdução (Jr 29.1-3);
(2) aquietem-se e fiquem satisfeitos (Jr 29.4-7);
(3) cuidado com as falsas profecias de um retorno rápido (Jr 29.8-10);
(4) busquem ao Senhor e ele iria restaurá-los (Jr 29.11-14);
(5) destruição e pragas contra Judá (Jr 29.15-19);
(6) falsos profetas no exílio serão executados (Jr 29.20-23); e
(7) uma palavra contra o profeta Semaías (Jr 29.24-32).

29.1 — Palavras da carta. Um documento foi levado de Jerusalém para os judeus na Babilônia. Resto. Isso pode implicar que alguns dos anciãos foram executados na revolta de 594 a.C., mencionada em Jr 29.21-23.

29.2 — Esse parêntese na passagem fornece o pano de fundo para o texto de 2 Rs 24.12-16 com relação à deportação de Jeconias (Joaquim), a família real e os principais artesãos de Judá para a Babilônia, em 597 a.C.. Essa estratégia de retirar os líderes e deixar a população campesina para pagar impostos ao reino dominante foi copiada dos assírios e destinava-se a reduzir a probabilidade de rebeliões.

29.3 — Os mensageiros eram Elasa, filho de Safã, talvez irmão de Aicão (Jr 26.24), e Gemarias, filho de Hilquias, membro do grupo de administradores de Joaquim (Jr 36.10). Os propósitos da visita podem ter sido vários: negócios oficiais de rotina, levar tributo de Judá, e talvez dar garantias a Nabucodonosor sobre a aliança de Judá para com a Babilônia diante das rebeliões dos estados vassalos da Transjordânia e da Fenícia.

29.4 — Jeremias lembrou a comunidade dos exilados que, em última instância, era Deus, e não Nabucodonosor, que havia levado todos os que foram transportados [...] para a Babilônia.

29.5,6 — Jeremias havia proclamado um período de 70 anos (Jr 25.12) de exílio na Babilônia. Por enquanto, aconselhou o povo a se estabelecer e dar sequência às atividades diárias normais. Os termos edificai e plantai são significativos, porque cumprem desígnios específicos do chamado de Jeremias (Jr 1.10). O exílio não significava necessariamente aprisionamento ou escravidão, mas a retirada do povo e seu estabelecimento em terras desconhecidas.

Multiplicai-vos ali e não vos diminuais. Se o povo fosse fiel durante o cativeiro, Deus faria com que prosperassem tendo filhos e colheitas abundantes.

29.7 — Os exilados foram instruídos a procurar e orar pela paz, ou pelo bem-estar da Babilônia e de outras cidades para onde foram deportados. Dessa maneira, eles mesmos viveriam em paz como beneficiários da soberania de Deus sobre as nações (Jr 27.5,6).

29.8,9 — Jeremias transmitiu uma advertência contra aqueles que desejavam seguir o conselho dos profetas, adivinhos e sonhos. Uma advertência semelhante foi transmitida às nações ao redor de Judá em Jr 27.9,10, e para Judá em Jr 27.14,17.

29.10 — O conceito dos setenta anos de cativeiro na Babilônia é mencionado novamente com base em Jr 25.12. O número 70 simboliza fechamento, totalidade e o cumprimento dos planos soberanos de Deus para sua criação e dos seres humanos. O cumprimento dos anos de domínio babilônico também marcaria o final do exílio de Judá.

29.11 — Eu bem sei os pensamentos que penso. Aqui o Senhor dá ênfase considerável sobre os seus planos imutáveis de trazer paz e não mal. Esperança e um futuro (nvi). Deus não havia encerrado Seu relacionamento com Judá; Ele se lembrava de Suas promessas de restauração (Dt 30.1-10).

29.12,13 —A reação prometida pelo Senhor para com as orações dos profetas coloca-se em contraste com sua recusa de ouvi-los em Jr 7.16. De todo o vosso coração. Essa descrição difere grandemente da descrição mais comum a respeito do coração do povo de Judá como sendo ímpio e rebelde (Jr 3.10; 4.14; 7.24). Deus sondaria o coração do povo e revelaria seu verdadeiro caráter (Jr 11.20).

29.14 — Serei achado. Aqueles que buscam a Deus de todo coração irão encontrá-lo e experimentarão renovação. Farei voltar [...] congregar-vos-ei [...] tornarei a trazer-vos ao lugar. Fora Deus quem executara tudo isso, e ele iria retirar seu povo do cativeiro.

29.15-20 — O motivo da vergonha de Jerusalém era seu fracasso em ouvir as palavras de Deus, reveladas por meio das diretrizes da aliança e da proclamação diligente — madrugando e falando — dos profetas (Jr 25.3; 26.5).

29.21 — Acabe, filho de Colaías, e de Zedequias, filho de Maaséias, são os profetas mencionados em 29.15. Os dois foram acusados por Jeremias de um crime deplorável: profetizar mentiras em nome de Deus. A mentira deles consistia em profetizar o colapso iminente da Babilônia e a restauração dos cativos a Jerusalém. Essa profecia falsa estimulava a rebelião contra Deus e era uma ofensa capital (Dt 13.5-10). A punição profetizada a respeito de Acabe e de Zedequias foi a morte por ordem de Nabucodonosor.

29.22,23 — O termo maldição pode ser um jogo de palavras com o nome Colaías (chamado pelo Senhor; Jr 29.21). Esse profeta afirmava ter sido chamado por Deus, mas estava sendo amaldiçoado juntamente com aqueles que apoiavam sua mensagem. Esses líderes judeus agravavam seu pecado com seus atos de loucura (Dt 22.21).

29.24-28 — Jeremias se pronunciou a Semaías, o neelamita, com respeito à correspondência dele com Sofonias, filho de Maaséias, e os sacerdotes de Jerusalém. Semaías havia desafiado a aparente benevolência de Sofonias em lidar com as profecias de Jeremias a respeito do futuro imediato dos exilados.

29.29,30 — Quando Sofonias recebeu a carta de Semaías, leu-a a Jeremias, que, então, recebeu uma palavra de julgamento da parte de Deus contra Semaías e sua família.

29.31,32 — Profetizou [...] vos fez confiar em mentiras. As acusações contra Semaías faziam um paralelo com vários outros oráculos de julgamento de Jeremias (Jr 5.31; 14.14; 23.16; 27.10). A sentença contra Semaías é semelhante à lançada contra Pasur (Jr 20.6), contra Joaquim ou Jeconias (Jr 22.30) e contra Hananias (Jr 28.16).

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Um comentário:

Unknown disse...

Muito bom parabens pelo estudo...

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