2015/09/04

Significado de Jeremias 32

Significado de Jeremias 32 

Significado de Jeremias 32



Jeremias 32

32.1-44 — A esperança de restauração é reforçada no ato simbólico de Jeremias, que comprou um campo em sua cidade natal de Ana to te.

O capítulo tem a seguinte divisão: (1) Jeremias compra um campo (Jr 32.1-15); (2) a oração de confissão de Jeremias (Jr 32.16-25) e (3) a oração de Deus em garantia (Jr 32.26-44).

32.1,2 — Esse versículo faz uma relação entre as cronologias de Israel e da Babilônia. O ano décimo oitavo de Nabucodonosor foi 588 a.C., no início do cerco a Jerusalém. Esse cerco fez com que Zedequias se voltasse contra o domínio babilônico. A insurreição foi instigada em parte pelo Egito sob o controle de Psamético II e Hofra (ou Ápries), bem como Tiro e Amom, em meados de 589 a.C.. Por volta de janeiro de 588 a.C., Nabucodonosor havia estabelecido seu quartel-general em Ribla, na Síria, e começou seus ataques às fortalezas da Sefelá de Azeca e Laquis. Então, Jerusalém foi cercada a partir do sul e do norte, impedindo que suprimentos chegassem até a cidade.

No verão de 588 a.C., o exército egípcio avançou até a planície costeira e o exército babilônico suspendeu os ataques a Jerusalém por tempo suficiente para expulsar os egípcios. Esse curto período pode ter permitido que Jeremias completasse a transferência da propriedade, e deu a Zedequias motivo para questionar o profeta, que havia sido colocado numa cela no palácio.

32.3-5 — Jeremias foi aprisionado por declarar que Jerusalém iria cair diante dos caldeus e Zedequias seria levado cativo. Boca a boca [...] seus olhos verão os dele. O confronto frente a frente com Nabucodonosor faria com que Zedequias perdesse os olhos (Jr 39.5-7).

32.6-8 — O Senhor instruiu Jeremias a comprar um campo em sua cidade natal de Anatote, cerca de 5 km ao norte de Jerusalém, quando o primo de Jeremias, Hananel, veio visitá-lo. Direito de resgate. De acordo com Levítico 25.25-30, uma pessoa tinha direito de recuperar propriedades quando um parente tivesse necessidade de vender terras por causa de dívidas ou falência.

32.9-11 — A compra da terra foi realizada de acordo com os costumes legais da época. O preço de dezessete siclos era equivalente a cerca de 485g de prata.

32.12 — Baruque, filho de Nerias. Essa é a primeira menção sobre esse amigo de Jeremias (Jr 36); ele pode ter trazido a prata para comprar a propriedade enquanto Jeremias estava preso.

32.13-15 — Vaso de barro. Exemplares de jarros para estocagem que serviam como uma espécie de cofre foram encontrados em escavações em Judá. Os Manuscritos do Mar Morto também foram acondicionados em vasos de cerâmica, que os manteve preservados por quase dois mil anos. Os autos de compra eram uma garantia e uma confirmação de que a restauração da terra era certa.

Ainda se comprarão. Jeremias se deu conta de que o fim da cidade se aproximava (Jr 32.2); seu ato de comprar uma propriedade foi uma demonstração notável de fé de que o povo de Judá um dia retornaria para suas terras.

32.16-25 — A oração de louvor de Jeremias encerra a negociação. A oração consiste basicamente de uma descrição a respeito dos feitos de Deus na criação, no êxodo e na conquista da terra, até o momento em que Jeremias lembra o Senhor a respeito do cerco babilônico e do ato do profeta de ter comprado uma propriedade recentemente. A oração expressa tanto confiança no poder de Deus como espanto diante de seus propósitos.

32.17 — Não te é maravilhosa demais coisa alguma. Afirmar o poder de Deus na criação (Jr 27.5) fez com que a fé de Jeremias fosse fortalecida com relação à capacidade do Senhor de lidar com o cerco de Jerusalém.

32.18,19 — A misericórdia e a dedicação de Deus para com seu povo foi demonstrada em sua imensa benignidade, ou amor leal, a milhares (Dt 5.9,10). O amor de Deus é muito maior do que o castigo, mas a gravidade do pecado não pode ser menosprezada (Ex 20.5,6; 34-7).

A cada um segundo os seus caminhos. Cada indivíduo será julgado com base em suas próprias atitudes (Jr 17.10).

32.20,21 — A grande demonstração histórica do amor de Deus foi o êxodo de Israel do Egito. Isso foi realizado com sinais, e com maravilhas (SI 78.43) pelos quais o nome do Senhor ficou conhecido entre as nações, tais como Moabe (Nm 22-24), e entre os povos, tal como o de Jericó (Js 2.8-14).

Mão forte [...] braço estendido. Essas expressões estão presentes na declaração de Israel com relação ao êxodo (Dt 26.8). O acréscimo de grande espanto indica os atos poderosos realizados contra os egípcios.

32.22,23 — A etapa final na descrição histórica foi a dádiva da terra prometida. Não obedeceram. A nação reagiu com desobediência para com a graça de Deus violando a aliança, trazendo o mal do cerco babilônico e a eventual destruição de Jerusalém.

32.24,25Eis aqui. O que Jeremias havia profetizado em nome de Deus, o ataque do inimigo babilônico a partir do norte e espada [...] fome [...] pestilência (Jr 21.7), agora estava sendo cumprido. Comprar um campo em uma terra prestes a ser assolada parecia incoerente diante das mensagens anteriores de destruição proclamadas por Jeremias. Por que comprar um território numa região dominada pelos babilônios?

32.26-44 — Deus responde ao espanto de Jeremias em forma de um discurso. Ele faz um Paralelo com a oração anterior de Jeremias, porém é mais longo. A porção histórica (Jr 32.26-35) é semelhante a vários outros oráculos de julgamento. A porção que trata da restauração (Jr 32.36-44) também retira muito de seu fraseado de oráculos anteriores de restauração. Nesse discurso existe um contraste dramático com o passado pecaminoso de Israel e o futuro de bênçãos que Deus traria na restauração.

32.26,27 — Deus de toda a carne. Deus é o Senhor de Israel e de Judá, e Senhor sobre todas as nações (Jr 27.1-11) — inclusive a poderosa Babilônia (Jr 25.15-26). Maravilhosa demais. Nada é impossível para Deus. Essa expressão faz uma ligação desse trecho com o anterior.

32.28-31 — O Senhor assegura Jeremias de suas intenções de castigar Judá e Jerusalém com fogo e destruição, porque haviam adorado outros deuses. A condenação da adoração a deuses estrangeiros é um dos temas principais do livro de Jeremias, com a expressão outros deuses aparecendo várias vezes, juntamente com outras referências a divindades específicas tais como Baal, Quemos e Merodaque.

32.32-35 — Reis [...] príncipes [...] sacerdotes [...] profetas [...] homens de [...] moradores de Jerusalém. Essa lista extensa indica a rebelião de toda a nação contra Deus.

32.36-38 — Esse versículo serve como resumo da situação em Jerusalém, descrito pelo trio comum de termos que denotam devastação: espada [...] fome [...] pestilência.

32.3 9 — Um mesmo coração [...] um mesmo caminho. Pelo fato de Deus ter escrito um novo concerto no coração do povo (Jo 31.33), ninguém adoraria outras divindades nem buscaria o auxílio de nações estrangeiras. A palavra caminho geralmente é utilizada por Jeremias para descrever o caráter de uma pessoa, quer seja mau (Jr4.18; 7.3, 5; 10.2; 18.11) ou bom (Jr 7.23). Para que me temam. Temer a Deus significa submeter-se à sua soberania e seguir seus caminhos.

32.40 — A expressão concerto eterno também está presente em Isaías 55.3; Ezequiel 16.60; 37.26. Em Ezequiel há um paralelo com um concerto de paz que Deus iria estabelecer com seu povo. Esse concerto seria eterno e diferente do concerto do Sinai que havia sido violado e ignorado por tanto tempo.

Meu temor no seu coração. Esse fraseado é semelhante em significado e propósito ao do novo concerto de Jeremias 31.31-34.

32.41 — Plantarei. Esse verbo, retirado do chamado de Jeremias (Jr 1.10), descreve Deus estabelecendo seu povo de volta na terra e restaurando a paz e a prosperidade.

Meu coração [...] minha alma. Essas expressões descrevem a devoção total de Deus para com seus filhos dedicados.

32.42-44 — Grande mal [...] bem. Deus mudaria a maneira de lidar com Seu povo após este ter sido punido pelos babilônios.

Um comentário:

Unknown disse...

Glorias a Deus

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