2015/09/04

Significado de Jeremias 34

Significado de Jeremias 34 

Significado de Jeremias 34



Jeremias 34

34.1-39.18 — Essa coletânea de mensagens foi registrada durante os reinados de Jeoaquim e Zedequias, concluindo com a queda de Jerusalém, em 586 a.C. O trecho é organizado em uma estrutura quiásmica (inversão na ordem), começando com Zedequias (Jr 34), retrocedendo no tempo até Jeoaquim (Jr 35 e 36) e então retornando ao reinado de Zedequias (Jr 37—39). O ponto mais alto do quiasma se dá quando Jeoaquim queima o primeiro rolo de Jeremias, um ato equivalente a rejeitar o Senhor como Deus da nação e que garantia o cumprimento dos oráculos de julgamento contra Judá. O trecho começa com uma mensagem de julgamento contra Zedequias durante o cerco babilônico e encerra com a destruição de Jerusalém.

34.1-22 — Esse capítulo inicia com o julgamento contra Zedequias em meio ao ataque de Nabucodonosor contra as cidades fortificadas de Judá. O ataque dos babilônios em Judá, no final da 589 a.C., foi resultado da aliança que Zedequias realizou com o Egito e a Fenícia, num ato de rebelião contra Nabucodonosor. Na primavera de 588 a.C., quando apenas as duas fortificações de Azeca e Laquis ainda subsistiam, o faraó Hofra do Egito trouxe seu exército cruzando a porção norte do Sinai para lutar contra Nabucodonosor. Quando este rei retirou temporariamente o cerco para enfrentar os egípcios, houve um curto período de tranquilidade para os habitantes de Judá e de Jerusalém. Quando os egípcios foram expulsos, o cerco foi retomado em maior intensidade.

34.1 — Todo o seu exército [...] todos os reinos [...] todos os povos. Jeremias descreveu todas as tropas da Babilônia e dos estados vassalos preparados para lutar contra Judá e Jerusalém.

34.2,3 — Tu não escaparás. Embora Zedequias tenha tentado fugir para Jericó, as forças de Nabucodonosor o capturaram e o levaram a Ribla para um encontro com Nabucodonosor em pessoa (Jr 32.3, 4).

34.4,5 — Em Jr 21.4-7, Jeremias proclamou a destruição de Jerusalém e a morte de seus habitantes pela espada, pela peste e pela fome. As implicações particulares para Zedequias são descritas nesse trecho. O rei morreria em paz na Babilônia, significando que não seria executado pela espada. De acordo com 2 Rs 25.6,7, os filhos do rei foram executados diante dele e então seus olhos foram vazados.

34.6,7 — O pano de fundo do cerco de Judá e Jerusalém é apresentado aqui. As fortificações em Azeca e Laquis, nas terras baixas, eram um território pelo qual o Egito poderia enviar auxílio. Elas foram as últimas a cair antes de Jerusalém ser destruída.

34.8-22 — Durante o cerco de Jerusalém na primavera de 588 a.C., Zedequias proclamou a libertação dos escravos de acordo com a mensagem do Senhor por meio de Jeremias e o ensino da Lei (Dt 15.12-15). Entretanto, quando o cerco babilônico foi suspenso temporariamente, as ordens foram revogadas e as pessoas que haviam sido libertadas foram tomadas de volta por seus amos. Jeremias condenou Zedequias por essa violação à aliança.

34.8,9 — Concerto. Um acordo legal foi realizado entre Zedequias e o povo de Jerusalém durante o cerco babilônico para libertar todos os escravos hebreus. Liberdade é um termo técnico para descrever a alforria de escravos hebreus após 50 anos, no ano do Jubileu (Lv 25.8-10), quando escravos eram libertados e as terras eram devolvidas aos seus donos legítimos. Em Deuteronômio 15.1,12-15, é descrita uma libertação semelhante durante o ano sabático.

34.10,11 — Os príncipes concordaram com o concerto do rei (Jr 34.8,9) e libertaram os judeus cativos. Todavia, eles reverteram a decisão quando o cerco foi retirado momentaneamente (Jr 34.21,22). Essa atitude oportunista em um momento de crise demonstrou o desprezo dos líderes para com o concerto divino.

34.12-14 — Jeremias, o mordomo fiel da Palavra de Deus, começou seu ataque contra os líderes de Judá ensinando novamente sobre a Lei no que tangia à emancipação de escravos (Ex 21.2-6; Dt 15.12-15). Ele lembrou ao povo de que seus ancestrais foram escravos no Egito, e que Deus os libertara do cativeiro e da opressão.

34.15,16 — Quando os príncipes de Judá libertaram os escravos hebreus, demonstravam fidelidade à aliança e devoção a Deus (Jr 34-10). No entanto, quando essa decisão foi revertida (Jr 34-11), o nome de Deus foi profanado. O nome do Senhor resume e representa seus atributos, seu caráter e suas obras. Esse nome havia sido profanado pela violação da aliança da mesma maneira que o povo havia profanado a terra com sua idolatria (Jr 16.18).

34.17 — Pelo fato de os líderes de Judá terem desobedecido à aliança revogando a liberdade concedida aos escravos hebreus (Jr 34.11), o Senhor declarou que concederia liberdade aos líderes — liberdade para sua desobediência e liberdade para a espada, para a pestilência e para a fome.

34.18,19 — Aqui é descrita a cerimônia principal do ritual. Esse acordo entre duas partes começa cortando-se o animal do sacrifício no meio. Em seguida, os dois participantes caminham juntos entre as partes (Gn 15). O animal dividido ilustra o possível destino daquele que não cumprir as diretrizes do acordo.

34.20 — Entregá-los-ei [...] nas mãos de seus inimigos. Os escravos que haviam sido maltratados pelos líderes de Judá seriam vingados por Deus, que utilizaria o exército babilônico como seu instrumento.

34.21,22 — Farei tornar. Nabucodonosor havia se retirado de Jerusalém para enfrentar o exército egípcio do faraó Hofra. Zedequias tinha esperança de que Hofra conseguisse libertar Israel de seu destino iminente. Entretanto, pouco tempo depois, Nabucodonosor retomou o cerco a Jerusalém e destruiu a cidade.

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