2015/09/04

Significado de Jeremias 36

Significado de Jeremias 36 

Significado de Jeremias 36



Jeremias 36

36.1-32 — O livro de Jeremias traz informações sobre a natureza, o registro, a composição e a história da palavra de Deus em seus períodos de formação, mais do que qualquer outro livro da Bíblia. Existem mais de 250 referências à Palavra de Deus em Jeremias em expressões como a palavra do Senhor, minha (s) palavra (s) e veio a palavra do Senhor. O profeta Jeremias foi um instrumento da revelação divina, falando à medida que Deus lhe revelava sua mensagem. Neste capítulo, os primeiros oráculos de Jeremias são registrados em um rolo (Jr 36.1-4); Baruque recebeu ordens para ler o livro no templo (Jr 36.5-8); o rolo foi lido durante o jejum (Jr 36.9, 10); Micaías levou um relatório desse pronunciamento até o palácio (Jr 36.11-13); Baruque tornou a ler o rolo no palácio (Jr 36.14-19); o rolo foi lido perante Jeoaquim, que em seguida o queimou (Jr 36.20-26); o rolo foi escrito novamente (Jr 36.27, 28); e o oráculo de julgamento resultante foi pronunciado contra Jeoaquim e a família real (Jr 36.29-32).

36.1 — A narrativa reconta a interação com Jeoaquim a respeito da palavra de Deus durante o quarto ano de reinado daquele monarca, 605 a 604 a.C. No final da primavera, quando o ano começou e o rio estava em seu nível mais alto, Nabucodonosor cruzou o Eufrates e derrotou os egípcios em Carquêmis.

Sucedeu, pois. O rolo original dos oráculos de Jeremias, que havia sido preparado com a assistência do escriba Baruque, foi lido no templo no nono mês, do quarto ano de Jeoaquim, de novembro a dezembro de 604 a.C. (Jr 36.9). Isso se deu na mesma época do ataque dos babilônios contra Asquelom.

36.2 — O rolo de um livro. O material mais comum de confecção de um rolo era o pergaminho (um tipo de couro), embora os papiros egípcios também existissem. O rolo continha os oráculos referentes aos dias de Josias, no início do ministério de Jeremias (626 a.C), até hoje (604 a.C.).

36.3 — Os motivos de Jeremias ter ditado suas mensagens a Baruque são vários.   (1) instrução divina; (2) Jeremias era proibido de falar no templo e portanto precisava de um emissário para transmitir a mensagem do Senhor ao povo; (3) Jeremias foi compelido a proclamar a mensagem de Deus por quaisquer meios possíveis na esperança de que Judá se arrependesse; e  (4) o precedente da descoberta do rolo nos dias de Josias que resultou na reforma religiosa da nação.

36.4 — Baruque, filho de Nerías, era um escriba treinado e amigo íntimo de Jeremias (32.12). Da boca de Jeremias. Essa expressão descreve o processo de ditado de Jeremias para Baruque.

36.5 — Encerrado pode se referir ao aprisionamento físico, sendo colocado sob a vigilância de guardas (Jr 33.1; 39.15); restrição mental ou espiritual; ou algum outro tipo de restrição. Não há menção de nenhuma prisão nesse capítulo. É possível que Jeremias tenha sido proibido de entrar nos pátios do templo, talvez após ter promulgado o Sermão do templo (Jr 7.1-15; 26.1-19).

36.6,7 — O rolo com os primeiros oráculos de Jeremias contra Israel e Judá deveria ser lido em um dia de jejum, um dia separado para uma declaração oficial dos reis ou sacerdotes (Jr 36.9) em um período de crise nacional.

36.8 — Baruque, um discípulo fiel como Jeremias, leu a partir do livro das palavras de Deus no templo do Senhor. Esse ato faz um paralelo com a leitura do livro da Lei no templo de Deus após ter sido descoberto ali (2 Rs 22; 23).

36.9,10 — A proclamação oficial do jejum ocorreu de novembro a dezembro de 604 a.C. Pessoas de toda a nação de Judá se reuniram no templo do Senhor para o jejum, dando a Baruque e Jeremias um grande número de ouvintes. Gemarias era filho de Safã, o escriba que leu o rolo encontrado durante o reinado de Josias (2 Rs 22.1-20). Aparentemente Gemarias simpatizava com Jeremias, permitindo que ele fizesse uso do salão no átrio superior, um aposento que abria para os pátios do templo e dava acesso às pessoas que se reuniam para o jejum.

36.11-13 — O filho de Gemarias, Micaias, levou a notícia do acontecimento e das palavras promulgadas até os príncipes, incluindo Gemarias e Eltanã. O pai de Eltanã, Acbor, também teve um papel importante na leitura do rolo nos dias da reforma de Josias. Os paralelos entre a reforma de Josias e o desejo de Jeremias de promover um avivamento nacional foram incluídos por Baruque deliberadamente, para lembrar o povo do acontecimento anterior.

36.1 4 — Jeudi. A lista de três ancestrais é incomum. O último nome, Cusi, pode indicar que Jeudi fosse cuxita, portanto descendente de estrangeiros. Jeudi foi o mensageiro designado para convocar Baruque a se apresentar perante os príncipes.

36.15-19 — Voltaram-se temerosos. Surpreendidos pelas palavras no livro, os príncipes se sentiram impelidos a informar o rei. Escrevia [...] com tinta. Baruque disse aos príncipes como e quando o rolo foi escrito. Os líderes disseram a Baruque para ir com Jeremias e esconder-se até que a questão pudesse ser investigada.

36.20-24 — Baruque e Jeremias ficariam sabendo mais tarde que o rolo original havia sido destruído, uma vez que estavam escondidos quando isso aconteceu.

Casa de inverno. O palácio real tinha aposentos com lareiras para serem usados no inverno. Quando o rolo foi lido, Jeoaquim não deu sinal de temor ou lamento, diferente de Josias, quando o livro da Lei foi lido em sua presença (2 Rs 22.11-13).

36.25,26 — Filho de Hameleque filho do rei, na versão em inglês pode significar: (1) literalmente, o filho de Jeoaquim; (2) o filho de um homem chamado Hameleque, que significa o rei; ou (3) um título oficial de uma pessoa com funções de delegado ou policial. A terceira opção parece ser a indicada no original hebraico.

36.27,28 — O Senhor disse a Jeremias e a Baruque para preparar um segundo rolo dos oráculos promulgados anteriormente. O versículo 32 cita que um material extra foi incluído.

36.29-32 — O indiciamento e o julgamento contra Jeoaquim é pronunciado. O indiciamento foi declarado pelo fato de o rei ter destruído o rolo com a palavra de Deus. Primeiro, a linhagem davídica não teria continuidade através dele. Seu filho iria reinar por apenas três meses antes que Nabucodonosor deportasse Joaquim para a Babilônia, onde morreu. Segundo, o corpo do rei seria tratado com desprezo após sua morte. Assim como o rei havia lançado o rolo no fogo, seu corpo seria atirado para fora do palácio real. Terceiro, a família real sofreria o julgamento que havia sido proclamado no rolo original.

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