2015/09/04

Significado de Jeremias 37

Significado de Jeremias 37 
37.1-21 — O texto retorna cronologicamente ao período de alívio do cerco babilónico, em 588 a.C., quando Nabucodonosor se ausentou para enfrentar o exército egípcio comandado pelo faraó Hofra. A interação de Jeremias com Zedequias durante esse período começou com o abuso para com os escravos hebreus.

No capítulo 37, dois outros encontros com Zedequias são registrados: (1) a profecia de que os babilônios retornariam e cercariam novamente a cidade Qr 37.1- 10); e (2) a acusação e a prisão de Jeremias por traição (Jr 37.11-21). O capítulo tem início com uma série de narrativas que descrevem novamente os eventos que culminaram com a queda de Jerusalém (Jr 39).

37.1,2 — Zedequias, assim como Jeoaquim, e muitos outros reis antes deles em Israel e em Judá, haviam rejeitado a Palavra de Deus e as advertências de julgamento, embora tenham sido comunicadas incansável e fielmente pelos mensageiros de Deus, os profetas. O fim da rebelião estava aproximando-se. Jerusalém em breve sucumbiria perante os exércitos babilônios, os instrumentos do castigo divino.

37.3,4 — Jucal era amigo de Pasur (Jr 21.1). Juntos eles pediram a execução de Jeremias (Jr 38.1). Sofonias, filho de Maaséias, era membro da delegação que buscava uma palavra de Deus no início do cerco babilônico (Jr 21.1-10). Ele foi benevolente com Jeremias, como demonstra a carta enviada por Semaías (Jr 29.24-28).

37.5 — No final da primavera ou no início do verão de 588 a.C., o faraó Hofra liderou o exército egípcio até a porção sul da Palestina. As forças dos babilônios suspenderam o cerco de Judá e Jerusalém para confrontar os egípcios. Zedequias tinha esperança de que os babilônios fossem derrotados, mas isso não aconteceu.

37.6-8 — A resposta de Jeremias a Jucal e a Sofonias (Jr 37.3,4) foi a mesma palavra imutável que o Senhor sempre havia proclamado. Os babilônios logo retornariam para destruir Jerusalém.

37.9,10 — Não enganeis a vossa alma. Apesar da breve suspensão do cerco por causa da chegada dos egípcios na planície costeira do sul, isso não era prova de libertação, como declaravam os falsos profetas. Era um engano, uma ideia fútil.

37.11,12 — O cancelamento do cerco por parte dos babilônios permitiu que o povo de Jerusalém tivesse oportunidade de sair da cidade.

A cronologia precisa dos acontecimentos relacionados com a intenção de Jeremias de visitar Anatote, situada 5 km ao norte e na direção de um dos acampamentos de Nabucodonosor, e a aquisição do campo de Hanamel (Jr 32.1-14) não está clara neste trecho. Uma interpretação possível sobre eventos paralelos a Jeremias 32.2 — no pátio da guarda — e Jeremias 37.21 — que pusessem Jeremias no átrio da guarda — parece indicar que Jeremias já sabia que a propriedade em Anatote estava à venda antes de ser preso.

37.13 — Jerias, capitão da guarda e um oficial militar da corte prenderam Jeremias à porta de Benjamim, no norte da cidade. A acusação de deserção era bastante razoável. Jeremias havia aconselhado o povo de Jerusalém a se entregar aos caldeus para que todos fossem poupados (Jr 21.9). Muitas pessoas seguiram o conselho do profeta (Jr 38.19).

37.14-16 — Jeremias negou a acusação de deserção, mas não obteve sucesso. Jerias prendeu o profeta e o levou perante os príncipes. Não havia espaço suficiente nas prisões de Jerusalém por causa do cerco, que tumultuou a cidade, portanto uma cela foi improvisada na casa de Jônatas, o escrivão.

Casa do calabouço e nas suas celas. A prisão onde estava Jeremias parece ter sido uma cisterna fechada no topo, na casa de Jônatas.

37.17-19 — Temendo uma possível exposição e oposição dos membros da corte, Zedequias convocou Jeremias em segredo e pediu a ele uma mensagem do Senhor. Os vários encontros entre Jeremias e Zedequias revelam o caráter débil do rei. Aparentemente ele desejava ansiosamente a mensagem de Deus, mas não tinha a capacidade de lidar adequadamente com a realidade nem reagir do modo apropriado.

37.20,21 — Jeremias apelou ao senso de justiça e de decência de Zedequias, e pediu para ser libertado da prisão. Zedequias consentiu e manteve o profeta limitado ao átrio da guarda, um local próximo do palácio real onde ele tinha um mínimo de mobilidade, o que lhe permitiu realizar a compra do campo (Jr 32.1-15; Ne 3.25).

Um comentário:

Unknown disse...

Gostaria de saber mais detalhados jeremias 37.20 - 21.

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