2015/09/04

Significado de Jeremias 38

Significado de Jeremias 38 

Significado de Jeremias 38



Jeremias 38

38.1 -28 — Com base na comparação geral do conteúdo, teólogos não chegam a um consenso com relação ao fato de este capítulo ser uma cópia do encontro entre Jeremias e Zedequias em Jeremias 37.11-21. Ambos contêm descrições semelhantes da prisão com as acusações de traição, da audiência perante os príncipes, do aprisionamento numa cisterna, do encontro particular com Zedequias e do consequente confinamento em uma prisão alternativa, mais confortável. As diferenças incluem as várias pessoas envolvidas, o nome do local de confinamento e outros detalhes excludentes em cada registro. Pelo fato de relatos duplicados e variáveis sobre eventos serem comuns livro de Jeremias (por exemplo, os Sermões do templo em Jeremias 7.1-15 e Jeremias 26.1 - 15), estes podem muito bem descrever o mesmo acontecimento com enfoques diferentes.

38.1 — Jucal foi um dos emissários enviados por Zedequias até Jeremias em Jeremias 37.3. Pasur foi até Jeremias com um grupo de pessoas quando o cerco babilônico teve início, em janeiro de 588 a.C.

38.2,3 — O versículo 2 é praticamente uma cópia exata de Jeremias 21.9. O profeta disse que a escolha era entre a vida, sob domínio dos babilônios, e a morte, entre as ruínas de Jerusalém Tal declaração era uma prova de traição, assim como a afirmação de que Jerusalém sucumbiria.

38 .4 — Os príncipes acusaram Jeremias de desmoralizar Judá e buscar prejudicar Jerusalém. Enfraquece as mãos. Essa expressão descreve a desmoralização dos soldados (Es 4.4).

38.5 — O rei nada pode. Zedequias estava impotente perante os príncipes. O destino de Jeremias estava na mão desses homens.

38.6 — Jeremias foi aprisionado na cisterna no porão de Malquias, filho do rei. Provavelmente devido à duração do cerco babilônico, a cisterna não tinha água suficiente, apenas lama. Essa cisterna em particular tinha uma abertura estreita e circular e só era possível entrar e sair dela através de cordas. Os príncipes da corte provavelmente desejavam que Jeremias tivesse uma morte lenta e silenciosa num local desagradável.

38.7-10 — Ebede-Meleque, o etíope. Esse nome significa servo do rei.

Porta de Benjamim. Jeremias havia entrado e saído da cidade muitas vezes através do portão norte. O rei provavelmente estava realizando suas funções normais de mediação de conflitos e solução de questões jurídicas alí.

Não há mais pão. Por meio do cerco, os babilônios interromperam o suprimento de água e de alimentos na cidade, na esperança de que a fome forçasse o povo a se render.

38.11-13 — Ebede-Meleque teve o cuidado especial de conseguir trapos velhos e rotos para proteger os braços de Jeremias e evitar que ele se machucasse. Um estrangeiro, um cuxita anteriormente desprezado, importou-se mais com profeta de Deus do que os reis e os príncipes, conterrâneos de Jeremias.

38.14 — O encontro entre Jeremias e Zedequias é paralelo ao registro de Jeremias 37.17-21. A localização da terceira entrada é desconhecida. O fato de a reunião ter sido em segredo pode indicar que essa fosse uma passagem privativa para o rei que ligava o palácio aos pátios do templo. O pedido de Zedequias para perguntar uma coisa a Jeremias foi feito com sinceridade. Ele queria que o profeta fosse direto em sua resposta.

38.15,16 — Com certeza, não me matarás? Jeremias tinha receio de ser lançado novamente no calabouço, ou de ser entregue para os egípcios que o maltratariam ainda mais, ou o executariam por falar de maneira ousada contra o rei. Zedequias jurou pelo nome de Deus que nenhum mal seria feito ao profeta.

38.17,18 — Jeremias repetiu a mensagem registrada em Jr 38.2, 3. A rendição pouparia a vida do rei e a cidade. A recusa em se render traria morte e destruição.

38.19 — Receio-me. Zedequias revelou estar com medo de se render aos babilônios, por causa da ameaça de retaliação de desertores (Jr 21.9; 39.9; 52.15) de Jerusalém. Sua incapacidade de governar fica provada por sua preocupação com a segurança pessoal acima do bem-estar da cidade e dos habitantes.

38.20-23 — Jeremias tentou acalmar Zedequias e solucionar seu dilema moral e ético assegurando- o de que a rendição lhe traria segurança. Todavia, se o rei não se entregasse a Nabucodonosor, a palavra de julgamento seria cumprida. Mulheres e filhos seriam entregues ao monarca babilônico, e Jerusalém seria destruída.

38.24-26 — Zedequias ordenou que Jeremias não contasse aos príncipes partidários dos egípcios sobre aquela conversa, caso contrário o profeta seria executado. Juntos eles elaboraram um relato da reunião que poderia ser utilizado se Jeremias fosse questionado a respeito do que fora dito. Fica claro que Zedequias tinha medo que os membros da corte se revoltassem contra ele.

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