2015/09/04

Significado de Jeremias 39

Significado de Jeremias 39 

Significado de Jeremias 39



Jeremias 39

39.1-10 — A queda de Jerusalém em 586 a.C. é um dos acontecimentos mais lamentáveis na história da nação. No jejum, no nono dia de Abe, o Livro das Lamentações sempre é lido na sinagoga durante um culto especial relembrando a queda da cidade, em 586 a.C., por conta dos babilônios, e uma segunda vez em 70 d.C., com um ataque romano. Com exceção de Jeremias 39.3, esse trecho foi duplicado ou adaptado em Jeremias 52.4-16 e em 2 Reis 25.1-12.

39.1 — O cerco babilônico começou no mês décimo do ano nono do reinado de Zedequias, ou seja, em dezembro de 589 ou janeiro de 588 a.C. Atualmente, o décimo dia de tebeth é um dia de jejum no calendário judaico.

39.2 — Ano undécimo de Zedequias, no quarto mês, aos nove do mês. Os muros de Jerusalém foram rompidos quando o suprimento de comida chegou ao fim, em junho ou julho de 586 a.C.

39.3 — Pararam na Porta do Meio. A Porta do Meio provavelmente localizava-se no muro norte de Jerusalém, a direção pela qual a cidade foi tomada. Os príncipes babilônios se assentaram diante do portão para garantir sua autoridade sobre a cidade conquistada. Nergal-Sarezer governou a Babilônia de 560 a 556 a.C. Nebo pode ser uma abreviatura de Nebuzaradã. Quando combinado com Sarsequim, o nome resultante provavelmente é uma variação de Nebuzaradã Rabe-Saris (Jr 39.13). Rabe-Mague e Rabe-Saris são títulos.

39.4 — Quando Zedequias viu os oficiais babilônios entrarem pela porta norte de Jerusalém, ele e seus homens fugiram à noite pela porta dentre os dois muros, provavelmente próxima da união dos vales do Cedrom e Tiropoeon, na porção sul da cidade. Campina refere-se ao vale do Jordão.

39.5-7 — Zedequias e sua escolta militar foram capturados próximo de Jericó e levados para Ribla, uma cidade em Arã. Hamate era uma região de Arã. Ali Zedequias se encontrou com Nabucodonosor frente a frente, como Jeremias havia profetizado (Jr 34.3). Os filhos de Zedequias e seus homens foram mortos diante de seus olhos pouco antes de ele ser cegado. Cadeias de bronze foram os grilhões colocados nos pulsos e tornozelos do rei. Zedequias morreu na prisão na Babilônia (Jr 52.11).

39.8-10— Além do palácio real e das moradias dos habitantes, Jeremias 52.13 inclui a casa do Senhor entre os edifícios queimados em Jerusalém. Pobres: normalmente os babilônios deportavam os indivíduos de classe alta, tais como oficiais da corte, mercadores, artesãos e artífices, e deixavam para trás os camponeses para cultivar a terra.

39.11 — Nabucodonosor havia dado instruções especiais a Nebuzaradã com relação ao tratamento que Jeremias deveria receber. Os ensinos positivos do profeta com relação ao rei da Babilônia haviam chegado ouvidos deste, talvez por meio de desertores ou espiões.

39.12-14 — Durante a destruição de Jerusalém, Jeremias foi libertado da prisão e levado até Mispa para ficar ao encargo de Gedalias, que Nabucodonosor havia designado como governador sobre a população campesina de Judá e Benjamim. Um relato mais detalhado da viagem de Jeremias de Jerusalém até Ramá e dali até Mispá encontra-se em Jeremias 40.1-6. Uma maneira de fazer uma harmonização desses registros é a sugestão de que Jeremias foi reunido pelos soldados com outras pessoas em Jerusalém para que o grupo fosse levado à Babilônia, passando primeiramente por Ramá. Ali o profeta teria sido libertado por Nebuzaradã.

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