2015/09/04

Significado de Jeremias 44

Significado de Jeremias 44 

Significado de Jeremias 44



Jeremias 44

44.1-30 — Esse capítulo consiste de um discurso em prosa sobre os judeus no Egito. A estrutura do capítulo é a seguinte: (1) oráculo de julgamento contra os judeus vivendo no Egito (Jr 44.1-14); (2) a resposta dos judeus vivendo no Egito (Jr 44.15-19); e (3) a resposta de Jeremias em condenação às práticas idólatras entre os judeus (Jr 44.20-30).

A linguagem deriva de sermões em prosa antigos tais como o Sermão do templo em Jr 7.1-15. As mensagens de Jeremias da parte do Senhor tornavam-se altamente estilizadas, refletindo a consistência existente desde o início de seu ministério durante o reinado de Josias até o período do exílio. A idolatria e a rejeição à aliança continuavam sendo o tema central das mensagens divinas. Essas são as últimas palavras conhecidas de Jeremias.

44.1 — Migdol é um termo semítico comum que significa torre de vigia. Aqui, o termo descreve uma pequena fortaleza a 40 km a oeste de Tafnes. Nofe é outro nome para Mênfis, a capital do baixo Egito. Patros é o alto Egito. Como Jeoacaz havia sido deportado para o Egito em 609 a.C., vários judeus estabeleceram-se nas terras férteis ao longo do Nilo.

44.2,3 — Jerusalém foi transformada em deserto porque o povo violou a aliança de Deus adorando outros deuses e rejeitando a autoridade do Senhor, provocando sua ira.

44.4-7 — Profetas, madrugando e enviando. Jerusalém havia sido advertida muitas vezes por mensageiros incansáveis e fiéis vindos de Deus (Jr 7.25; 25.4; 26.5). Eles não deram ouvidos, nem inclinaram os ouvidos: a referência aqui é a desobediência do povo e a contínua adoração a divindades estrangeiras.

44.8 — Por que me irritais? Essa expressão indica a rebelião espontânea contra Deus, que despertou Sua ira.

44.9,10 — Não se humilharam [...] nem temeram. A atual geração de judeus não havia aprendido nada com os fracassos anteriores da nação. O povo não estava quebrantado, seu coração apenas estava mais rebelde.

44.11,12 — Eu ponho o rosto contra vós. Essa expressão descreve a vontade de Deus, aqui pronunciando julgamento sobre os judeus rebeldes no Egito.

Pôs o rosto. Deus havia posto o rosto contra o remanescente de Judá, porque este havia decidido seguir ao Egito contra a vontade do Senhor (Jr 43.7).

44.13,14 — Os judeus no Egito sofreriam o mesmo julgamento daqueles em Jerusalém. Apenas um pequeno remanescente sobreviveria para relatar o ocorrido.

44.15-17 — O povo recusou as palavras de Jeremias apresentando um argumento com base em sua experiência. Rejeitaram a Deus dizendo que, quando adoravam a Rainha dos Céus (ou seja, a deusa Istar ou Astarote) tinham recebido fartura de pão, e andávamos alegres, e não vimos mal algum.

44.18 — Rainha dos Céus refere-se a Istar, a deusa da guerra e da fertilidade adorada com rituais de sexo explícito. O povo afirmava que, quando deixou de adorar a Rainha dos Céus nos dias da reforma religiosa de Josias, o rei foi morto e suas terras foram destruídas.

44.19 — A s mulheres eram líderes dos ritos a Istar, que incluíam queima de incenso, ofertas de bebidas e bolos cerimoniais com símbolos da deusa Qr 7.18).

44.20,21 — Lembrou. Esse termo é utilizado com frequência em outros textos que descrevem a base para o julgamento divino.

44.22,23 — Não podia por mais tempo sofrer. A benevolência de Deus havia chegado ao fim. A causa do julgamento era a maldade das [...] ações, as abominações do povo. Pelo fato de a aliança ter sido violada, as maldições deveriam ser cumpridas.

44.24,25 — O enfoque aqui é a teimosia das mulheres que insistiam em sua idolatria. Nada fazia com que abandonassem os votos de adoração a Istar.

44.26, 27 — O nome de Deus revela sua qualidade e seu caráter ao lidar com a raça humana. Seu nome não mais seria proclamado em juramentos vãos. Ele havia demonstrado amor, graciosidade e paciência, dando oportunidades para arrependimento. Agora sua santidade e justiça seriam vingadas por meio da punição do pecado da rebeldia.

44.28-30 — Um remanescente sobreviveria e veria o cumprimento da Palavra de Deus revelada por intermédio de Jeremias. Suas esperanças de prosperidade no Egito não seriam concretizadas, e o sinal da obra de Deus contra eles seria a queda do faraó Hofra. Em 570 a.C., Hofra foi deposto por um golpe militar liderado por seu próprio general Amasis. Três anos mais tarde, ele foi executado em cumprimento da profecia de Jeremias.

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