2015/09/04

Significado de Jeremias 49

Significado de Jeremias 49 

Significado de Jeremias 49



Jeremias 49

49.1-6 — As circunstâncias do oráculo contra Amom baseiam-se no conflito histórico entre Israel e Amom, principalmente na disputa pelo território da tribo de Gade. Esse oráculo provavelmente foi promulgado no período anterior à queda de Jerusalém, em 586 a.C., mas depois dos ataques de Moabe, Amom e outros povos em Judá (2 Rs 24.2).

49.1,2 — Malcã, a divindade padroeira dos amonitas, é descrita como tendo herdado a terra que antes pertencia aos gaditas, um processo que teve início nos dias dos juizes.

49.3 — Hesbom (Jr 48.2) chegou a ser controlada pelos amonitas, mas mais tarde passou ao controle dos moabitas. Ai não é a cidade israelita de mesmo nome. Rabá era a capital dos amonitas. O cativeiro da divindade padroeira Malcã era o equivalente à sua derrota, visível através do exílio dos líderes e do povo, juntamente com a estátua daquele deus.

49.4 — Vales [...] luxuriantes vales pode ser uma referência ao vale do Jaboque na fronteira norte de Amom.

49.5 — Ninguém recolherá o desgarrado. Aqueles que caíssem pelo caminho durante a fuga de Amom seriam abandonados.

49.6 — A restauração de Amon, como no caso de Judá, Israel, Egito e Moabe é citada de maneira sucinta e de um modo estereotipado.

49.7-22 — O oráculo contra Edom está intimamente relacionado com o livro de Obadias e com porções do oráculo contra a Babilônia (Jr 50). O território de Edom se estendia desde o ribeiro Zerede (atual wadi al-Hasa), no norte, até o golfo de Acaba, no sul. A capital era Bozra, atual Buseira, a cerca de 40 km a sudeste do mar Morto. Conflitos entre Israel e Edom ocorrem desde o confronto entre Jacó e Esaú. O oráculo baseia-se nos eventos que levaram à invasão babilônica em Judá, durante a qual Edom aproveitou a oportunidade para tomar a região do Neguebe ao sul de Judá, eventualmente dominando a porção ao sul de Hebrom no final do reinado de Nabucodonosor.

49.7,8 — Edom era conhecido na Bíblia por sua sabedoria (Ob 8). Temã era o nome de uma cidade ou distrito de Edom no qual se localizava a capital Bozra.

49.9-11 — Vindimadores. Essa ilustração é retirada de Jeremias 6.9, entretanto não havia nenhum remanescente em Edom. A nação havia sido totalmente assolada, sendo que apenas as mulheres e as crianças foram deixadas vivas para lavrar a terra. Esses trabalhadores são convidados a confiar em Deus.

49.12,13 — Beber o copo totalmente. A ilustração do copo da ira divina encontra-se em 25.15-29. Aqui se aplica particularmente a Edom, e, mais especificamente, à capital, Bozra.

49.14-16 — A ilustração nesses versículos fala das nações sendo convocadas por Deus para sitiar Edom. Esta seria reduzida de um povo orgulhoso com poderosas fortalezas a um povo pequeno entre as nações.

49.17-19 — Espanto [...] assobiará. Como acontecera com Israel, Judá, Egito, Moabe e Amom, Edom seria destruída e se tornaria objeto de escárnio. Assim como o leão que surge dos arbustos da porção inferior do Jordão e ataca sua presa, Deus iria atacar os edomitas por meio de seu instrumento de vingança.

49.20-22 — As duas coisas das quais Edom mais se orgulhava, sua sabedoria e suas fortalezas, iriam sucumbir diante do julgamento do Senhor. A medida que as fortalezas ruíam, a terra tremia; esses tremores seriam sentidos até o mar Vermelho. A ilustração de uma águia de asas largas, representando o poder de Deus e de seus agentes de destruição, também está presente em Jeremias 48.40,41.

49.23-27 — O oráculo contra Damasco, a principal cidade dos arameus, é bastante curto. Isso se deve provavelmente ao fato de o último período de domínio de Damasco ter ocorrido na segunda metade do oitavo século a.C., cem anos antes do início do ministério de Jeremias. Aparentemente, Damasco experimentou um curto período de independência semelhante ao de Judá após o colapso da Assíria, em 612-610 a.C., e antes da incursão de Nabucodonosor pela região, em 604 a.C. Nos dias dos reis de Israel e de Judá, os monarcas arameus como Ben-Hadade II e Hazael atacaram os vilarejos do local. Amós (Jr 1.3-5) condenou as práticas desumanas daqueles reis.

49.23-25 — Hamate e Arpade eram cidades importantes localizadas, respectivamente, a oeste e ao norte da capital de Damasco.

49.26,27 — Os mesmos termos ocorrem aqui como em outros oráculos contra as nações: temor e fraqueza como uma mulher que dá à luz; guerra e destruição; lamento e vergonha. Bem Hadade era o nome (ou título) de vários outros reis de Arã-Damasco (Am 1.4). Não há nenhuma previsão de restauração nesse trecho.

49.28-33 — O oráculo contra as tribos árabes de Quedar e Hazor é apresentado por meio da “fórmula” do mensageiro, assim diz o Senhor, e é composto de três proclamações curtas.

49.28 — Na região de Quedar estava o mais importante grupo tribal do período bíblico. Quedar localizava-se ao norte da Arábia e era conhecido por suas caravanas de mercadores e pelos rebanhos de ovelhas (Jr 2.10; Is 60.7; Ez 27.21). A expressão filhos do Oriente é associada com os arameus, midianitas, amalequitas e outras tribos nômades do deserto (Gn 29.1; Jz 7.12).

49.29 — Os muitos itens mencionados nesses versículos são tipicamente utilizados por povos nômades. O grito de terror — há medo de todos os lados — é comum em oráculos de Jeremias (Jr 6.25; 20.10; 46.5; 49.5).

49.30-33 — O exército destruidor de Nabucodonosor atacaria os vilarejos de Quedar e Hazor. Os oásis se transformariam em habitação de chacais (Jr 9.11; 10.22). Os povos beduínos seriam dispersados para uma região distante, como que impulsionados pelos ventos quentes do deserto.

49.34-39 — O oráculo final dessa coletânea é contra Elão, datando do ano de ascensão de Zedequias, na primavera de 597 a.C. A capital de Elão era Susa, a cerca de 400 km a sudoeste da Babilônia.

49.34-36 — Eu quebrarei o arco. Os elamitas eram famosos por seus arqueiros habilidosos (Is 22.6), que se tornaram parte importante do exército persa sob o comando de Ciro. A expressão quatro ventos indica o poderio militar que o Senhor reuniu contra seus inimigos (Ez 37.9; Dn 8.8).

49.37-39 — Porei o meu trono. Essa expressão descreve o estabelecimento do reino do Deus de Israel, o grande Rei conquistador na terra dos elamitas (Jr 1.15; 43.10). Elão experimentaria o poder restaurador de Deus, à medida que seu povo retornasse e sua fortuna fosse restaurada (Jr 48.47; 49.6).

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