2015/09/04

Significado de Jeremias 6

Significado de Jeremias 5 

Significado de Jeremias 6



Jeremias 6

6.1-8 — Esses versículos anunciam o desastre iminente. O profeta soa o alarme sobre o cerco do inimigo que vinha do norte e descreve o deslocamento das tropas. O julgamento inevitável estava diante deles, e apenas um vestígio de esperança permanecia para o cancelamento da total aniquilação do povo de Deus.

6.1 — O alarme do cerco foi tocado nas cidades ao redor de Jerusalém. Jeremias advertiu sua tribo de Benjamim, no norte, a abandonar a cidade em busca de um território mais seguro. Ao sul, em Tecoa, a buzina foi soada; a oeste, na região de Bete-Haquerém, foram feitos sinais de fogo. As ofensivas de Senaqueribe, em 701 a.C., e de Nabucodonosor, em 586 a.C., trouxeram ataques do norte e do sul. A origem do mal é o norte, a direção pela qual a maioria dos inimigos de Israel se aproximava de Jerusalém.

6.2,3 — Jerusalém é comparada a uma mulher formosa e delicada, a bela filha de Sião (Jr 4-11,13), contra quem os exércitos (pastores) viriam para lançar um cerco contra muralhas e campos.

6.4,5 — Preparar ou santificar diz respeito ao ritual de santificação realizado em preparação para a batalha. Essas palavras são ouvidas nos acampamentos dos inimigos, que estavam prestes a sair contra Jerusalém. Magos e adivinhos foram chamados para realizar sacrifícios, determinar a vontade dos deuses e garantir o sucesso na batalha.

6.6 — Essa terminologia implica que o próprio Deus combatia contra Jerusalém. Embora os inimigos estivessem convocando suas supostas divindades em busca de ajuda no cerco contra Jerusalém, era o Senhor que lutaria por eles e garantiria a derrota da cidade.

Cortai árvores e levantai tranqueiras. No cerco, os inimigos acumulavam madeira, pedras e areia criando uma rampa em direção ao muro da cidade. As máquinas de guerra podiam subir essa rampa e atacar a fortificação. O motivo do ataque era a opressão dentro da cidade. Os líderes estavam abusando de seu poder, principalmente contra os pobres, as viúvas e os órfãos (Dt 14.29).

6.7 — Jerusalém havia-se tornado como um poço de água poluída e amarga, em vez de águas frescas e puras.

Violência e estrago caracterizavam a cidade que uma vez transbordara com paz, justiça e retidão. Enfermidade e feridas descrevem a doença e o sofrimento que, continuamente, assolaria os habitantes. Os horrores do cerco a Jerusalém por parte dos babilônios entre 588 e 586 a.C. era indescritível (Livro de Lamentações).

6.8 — Corrigir também pode significar disciplinar ou castigar. Jerusalém foi aconselhada a dar ouvidos à disciplina do Senhor ou teria de enfrentar a desolação iminente como resultado de seu afastamento de Deus.

6.9 — Aqueles que cultivavam uvas em Israel antigo era obrigados por lei a permitir que os pobres respigassem os vinhedos. O processo consistia em caminhar pelo terreno após a colheita principal para recolher os últimos cachos que os apanhadores deixassem para trás. Neemias usou essa metáfora como uma imagem poderosa sobre o que os babilônios fariam com o remanescente de Israel. O exército de Nabucodonosor não apenas conquistaria a cidade — a colheita principal — , mas também voltaria atrás dos sobreviventes para respigar o restante. Todas as pessoas dentre os remanescentes de Israel iriam experimentar o julgamento de Deus. Torna a tua mão. Jeremias tinha de repetir sua proclamação para que todos tivessem
ciência do que ele havia falado.

6.10-15 — Esse trecho fala sobre a falsa esperança de um povo infiel, apresentada na forma de um diálogo entre Deus e Jeremias.

6.10 — Pelo fato de os ouvidos estarem incircuncisos, significando que as pessoas não estavam dedicando a vida ao Senhor, os cidadãos de Jerusalém eram incapazes de guardar a aliança. Além disso, sua rebeldia estava arraigada de tal forma que a palavra do Senhor se tornou uma desgraça para eles. A revelação da vontade divina não trazia mais satisfação.

6.11 — As próprias emoções de Jeremias demonstram sua identificação com o sentimento de Deus a respeito de Judá. O profeta estava ao mesmo tempo irado e cansado em relação ao povo, desde os mais jovens até os mais velhos.

O julgamento de Deus, bem como suas bênçãos, não levavam em consideração idade ou sexo, classe ou posição social. Os ímpios são contados juntos; os justos são considerados como um só grupo. A terra se submete à cruz do Salvador, ou no campo de batalha, diante do Guerreiro Divino vingador (Ap 19).

6.12 — Toda a terra e o que ela continha seria dada a outros pelo poder da mão de Deus. A mão de Deus havia salvado o povo; agora traria o julgamento.

6.13 — A acusação de avareza sugere ganho monetário por meio de engano e fraude. Até mesmo aqueles que haviam sido chamados para guiar a nação no relacionamento da aliança haviam defraudado a Deus e o povo.

6.14 — Os líderes religiosos procuraram consolar o povo com mensagens de esperança e paz; entretanto, estas não eram palavras de Deus. Paz descreve a plenitude da vida, segurança, tranquilidade no coração e na mente, resultado de viver pela fé, de acordo com a Palavra de Deus.

6.15 — Tampouco sabem que coisa é envergonhar-se. O povo havia perdido a noção do que era correto perante Deus. Cairão. Todos experimentariam o rigoroso julgamento de Deus. 

6.16-21 — Este oráculo de julgamento é estruturado da seguinte maneira: (1) dois indiciamentos (Jr 6.16, 17);  (2) as testemunhas das nações da terra (Jr 6.18, 19); (3) o anúncio do julgamento (Jr 6.19a); (4) a reiteração da causa (Jr 6.19b); (5) uma terceira acusação (Jr 6.20); e (6) o julgamento final (Jr 6.21).

6.16,17 — A expressão Veredas antigas provavelmente refere-se à aliança no Sinai e ao livro de Deuteronômio, enquanto Jeremias conclama o povo a retornar aos dias em que eram dedicados a Deus. O povo obstinadamente se recusou a andar em justiça e achar descanso. Também se recusou a ficar atento à voz da buzina, negando a existência de qualquer perigo.

6.18,19 — As nações e a terra são chamadas para testemunhar contra o caráter rebelde de Judá (Is 1.2; Mq 1.2). Minhas palavras [...] minha lei. O povo, para quem foram criadas e a quem foram entregues, rejeitou a revelação de Deus por intermédio de Moisés e dos profetas.

6.20 — Mesmo que o povo trouxesse as ofertas mais caras disponíveis no mercado daquele dia, seus sacrifícios não seriam aceitáveis nem suaves. Os holocaustos eram as ofertas queimadas, em que o animal inteiro era consumido no fogo. Os sacrifícios eram aqueles parcialmente consumidos pelos que o ofereciam. O povo realizava os sacrifícios de maneira incorreta, fazendo a si mesmos os principais beneficiários de sua adoração.

6.21 — Todo o povo irá colher o julgamento.

6.22-26 — Esse é o sexto oráculo que descreve o inimigo vindo do norte (Jr 1.13; 4.5, 15; 5.10; 6.1); cada um é apresentado com intensidade crescente. O inimigo é cruel e sem misericórdia, trazendo angústia e tristeza sobre o povo de Judá e de Jerusalém.

6.22 — O povo do norte continua sem ser identificado. Sabe-se apenas que vem das bandas da terra. Com base nessa expressão, alguns identificaram esse inimigo como sendo os citas, uma tribo nômade da região da atual Ucrânia. Os citas foram uma força poderosa nos sétimo e sexto séculos a.C., à medida que a assíria entrava em declínio e os medos ganhavam destaque.

6.23 — Esse inimigo era habilidoso na guerra com arco, lança e cavalos, atacando com tremenda crueldade. O pathos divino se destaca nesse versículo. Deus ama Seus filhos espirituais, embora sejam visivelmente desobedientes.

6.24,25 — Angústia ou desespero sobrecarregavam o povo. Suas dores são comparadas ao trabalho de parto. O povo estava aprisionado em sua própria cidade.

6.26 — Filha do meu povo pode ser traduzido como ó Filha, meu povo (Jr 4-11, 31; 6.2, 23). Jeremias usa um termo carinhoso para Jerusalém mesmo em meio à advertência do julgamento iminente. A mais temida perda para uma família israelita da Antiguidade era a de um filho único. Cilício representa um pano escuro e grosso feito de pelo de camelo ou de cabra (Jr 4.8). Revolver na cinza simbolicamente expressa tristeza e desespero.

6.27 — O Senhor descreve o papel de Jeremias. O profeta agiria como acrisolador (ara) da nação, aquele que testa ou avalia a qualidade ou a pureza de metais.

Fortaleza. Uma tradução alternativa desse termo pode ser testador ou avaliador, que se enquadra melhor no contexto como sinônimo de acrisolador.

6.28 — Jeremias faz sua avaliação sobre o povo. Rebeldes fala das atitudes desafiadoras. Calúnias (ara) refere-se aos que contavam mentiras. Andam corruptamente diz respeito aos que destroem.

6.29,30 — Jeremias avalia Judá como um fundidor purifica a prata, utilizando o chumbo para retirar impurezas (Jr 9.7). O chumbo é consumido; portanto, a escória no minério de prata não pode ser purificada e o fundidor descarta o material. Ele está tão contaminado, que o processo de purificação não vale o trabalho. De maneira semelhante, Deus rejeita os ímpios que não podem ser purificados.

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