Significado de Mateus 18

Significado de Mateus 18

Significado de Mateus 18

Mateus 18

18.1-35 — (Mc 9.33-37; Lc 9.46-48) — Esse capítulo traz o discurso mais longo de Jesus sobre o princípio do perdão. Perdoar alguém, uma das maiores responsabilidades e atitudes espirituais em nossa vida, é algo que temos de fazer durante a vida inteira. Esse é o último grande discurso de Jesus antes de Sua viagem a Jerusalém; foi proferido em resposta ao ciúme que os discípulos tinham uns dos outros e para prepará-los para a crucificação, algo que eles teriam de aprender a perdoar. Marcos 9.33 nos mostra que esse discurso foi feito em casa, provavelmente na casa de Pedro.

18.1 — Em Mateus 18, encontramos o quarto dos cinco discursos que há nesse Evangelho (os outros são: Mt 5.1—7.27; 10.1-42; 13.1-53; 24.1—25.46). O tema desse discurso é a humildade. Jesus destaca cinco motivos pelos quais a humildade é essencial: (1) para entrar no Reino (Mt 18:2,3); (2) para ser grande no Reino (Mt 18.4); (3) para evitar escândalos (Mt 18.5-11); (4) para aplicar a disciplina correta na igreja (Mt 18.5-20); e (5) para perdoar uns aos outros (Mt 18.21-35). O maior no Reino significa posição, um conceito aplicado por Jesus a si mesmo em Mateus 5.19.

18.2-5 — Converterdes. O processo de conversão implica voltar atrás (Lc 22.32)

18.6,7 — Escandalizar significa literalmente armar uma cilada, preparar uma armadilha, pôr uma pedra no caminho para impedir a passagem de alguém. A mó de azenha era uma pedra de moer tão pesada que tinha de ser movida por um burro.

18.8,9 — Essa mesma declaração é encontrada em Mateus 5.29,30. Um dos segredos para entendê-la é atentar para o aspecto verbal empregado na frase: Se [...] te escandalizar (ou fizer tropeçar, nvi) . Embora a advertência tenha sido feita aos discípulos, ela descreve alguém que vive pecando e precisa tomar uma atitude drástica para mudar (1 Jo 3.7-10).

18.10,11 — Algum destes pequeninos aqui diz respeito às crianças e também aos cristãos. Parece que Mateus 18.12-14 faz alusão aos cristãos. Jesus nos mostra aqui que os anjos guardam Seus servos na terra e servem a eles (Hb 1.14)-

18.12-14 — Um destes pequeninos se refere novamente àqueles que creem (Mt 18.6). O Pai cuida de cada um de seus pequeninos.

18.15-17 — Jesus ensina aos Seus discípulos o processo de restauração do cristão que errou. Primeiro, deve haver uma confrontação amorosa e pessoal. O segundo passo descrito em Mateus 18.16 não está muito claro. O princípio das testemunhas vem de Deuteronômio 19.15. No entanto, o que as testemunhas declaravam? Naturalmente afirmavam que o irmão que havia sido ofendido estava agindo de boa-fé e com retidão de espírito para tentar uma reconciliação. Elas também serviam de testemunha para qualquer tipo de acordo. Mas, se mesmo assim a paz não fosse possível, o irmão que foi ofendido teria de levar sua causa até a assembleia. A Igreja então teria de fazer todo o possível para que o que pecou se reconciliasse ou corrigisse seu erro. No entanto, se aquele que errou não quisesse se consertar, seria disciplinado sendo tirado da comunhão. Tal perda seria extremamente dolorosa para o disciplinado (1 Co 5.11; 2 Ts 3.6,14,15).

18.18 — Ligardes. Como em Mateus 16.19, o aspecto verbal indica que o fato de ligarmos ou desligarmos algo na terra determinará como isso acontecerá no céu. Em outras palavras, essa é uma promessa da direção divina que a Igreja teria.

18.19,20 — Essa passagem geralmente é usada como uma promessa para a oração, mas não é. E bem óbvio que os filhos de Deus têm total acesso ao trono do Pai, e não é necessário que três ou quatro deles se reúnam para que Deus esteja presente. Esse texto se refere especificamente à disciplina na igreja. Trata-se de uma promessa de orientação para dois ou três que discordam um do outro e uma promessa para que a Igreja peça sabedoria para lidar com o irmão que errou, a fim que ele seja restaurado.

18.20 — Essa não é a definição de uma igreja local, mas a promessa de que Cristo estaria no meio dos Seus atuando em todo o processo de disciplina, como foi descrito na nota anterior.

18.21 — A pergunta de Pedro é o resultado claro dos ensinamentos em Mateus 18.15-20. Na verdade, ele estava sendo muito complacente ao aceitar perdoar até sete vezes. O normal era perdoar três vezes, talvez por causa do que diz Amós 1.3,6,9,11,13; 2:1,4,6.

18.22 — Setenta vezes sete também pode significar setenta e sete vezes. A questão aqui não é quantas vezes se deve perdoar, mas estar sempre disposto a fazê-lo.

18.23-31 — Dez mil talentos era uma quantia exorbitante. Um denário era o salário de um dia de trabalho (Mt 20.2). Um talento valia cerca de seis mil denários. Dez mil talentos então eram o salário de sessenta milhões de dias de trabalho, uma quantia impossível de ser paga. Foi assim que Jesus retratou de modo bem claro a situação desesperadora do homem.

18.32-34 — Essa parábola ratifica o princípio de que devemos perdoar os outros (Mt 6.12) porque Deus nos perdoou.

18.35 — Esse versículo é um aviso do castigo que teremos se não perdoarmos uns aos outros (1 Co 11.30-32; Hb 12.5-11). Todos os pecados dos cristãos foram perdoados e serão perdoados para sempre (SI 103.12; Jr 31.34; Hb 8.12). Mas essa parábola ilustra a obrigação que o cristão tem de perdoar aos outros (Mt 6.12,14,15; 2 Co 2.10; Ef 4.32). Se nosso perdão seguir a mesma proporção da incrível quantidade de vezes em que fomos perdoados (Mt 18.22), então sempre estaremos dispostos a perdoar.

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