2015/11/13

Estudo sobre Jó 36

As poderosas obras de Deus (Jó 36.1-37.24)
Eliú chama a atenção de Jó para si: ele é um homem com uma visão clara (4) e verdadeira do procedimento de Deus para com o homem em geral e para com Jó em particular. Desde longe (3). Com esta expressão Eliú pretende representar a vastíssima viagem que o seu argumento empreenderá através do reino da verdade.

Estudo sobre Jó 36.5
Contemple-se o poder e a misericórdia de Deus! A Sua providência é digna da confiança do homem, implacavelmente adversa aos ímpios, vigilantemente atenta aos justos (5-7). Mesmo quando a angústia os rodeia, o divino Mestre os conduz a um lugar espaçoso (16) onde eles reconhecem a transgressão que os arrastara à angústia e a ela renunciam (8 -10). Porquanto prevaleceram nelas (9). Leia-se, de preferência, “Então lhes faz saber a obra deles, e as suas transgressões, que procederam orgulhosamente”. A obediência ao Mestre conduz à felicidade; a desobediência, à ruína (11-15). A ira (13) é uma referência ao seu amargo ressentimento contra Deus. Não clamam (13) significa “não oram” com aquela confiança que agrada a Deus (cf. Jó 35.10). Da sua aflição (15) pode significar “na ou através da sua aflição”.

Estudo sobre Jó 36.18
O procedimento de um Deus poderoso e misericordioso, referido em termos gerais, não se aplica ao caso de Jó. Guarda-te de que porventura não sejas levado pela tua suficiência ou “guarda-te de que porventura a ira não te conduza à zombaria”. A grandeza do resgate (18) é, evidentemente, uma referência à severidade das aflições pelas quais ele está passando. Nenhuma outra coisa pode acordar nele aquela superior confiança em Deus para a qual Ele o está chamando através das suas aflições. As riquezas nunca poderiam promover essa confiança (19). Noite (20); a palavra é de sentido ambíguo. Pode ser, segundo uns, uma referência ao aborrecimento que Jó tem à vida ou, segundo outros, um sinônimo de juízo. Considere-se o desejo frequentemente expresso por Jó de se encontrar perante Deus para ser julgado. O vers. 21 contêm um aviso contra o caminho da rebelião, aliás o da iniquidade, que ele, Jó diz Eliú-preferiu ao da humilde submissão à dor. Mas tudo mudará se ele contemplar o Deus de soberano poder (22; note-se esta tradução do vers. 22: “contempla a majestade com que Deus atua no Seu poder”); tudo mudará se ele contemplar esse poderoso Mestre que a ninguém tem de dar contas do seu caminho (22-23). Ajoelhe-se Jó perante um tal Deus! Só a humildade convêm ao homem (24-25).
Numa passagem de grande beleza literária e profundo significado espiritual, Eliú retoma o seu tema: a grandeza de Deus (Jó 36.26-37.24). E invoca os fenômenos da natureza como testemunhas do imenso poder de Deus.

Estudo sobre Jó 36.27
A FORMAÇÃO DAS GOTAS DA CHUVA (Jó 36.27-28).
A TROVOADA (Jó 36.29-37.5). O vers. 30 apresenta dificuldades de interpretação. Eis uma tradução possível: “Eis que espalha à Sua volta a Sua luz e se encobre com os abismos do mar”. Interpreta-se aqui o mar como designando as massas de água que nas tempestuosas nuvens encobrem o Todo-Poderoso, ou como designando o mar terreno que se ergue dos seus abismos transformado em nuvens e em vapor para formar a tenda do Senhor”. O vers. 31 fala-nos da tempestade simultaneamente como instrumento da justiça divina e da Sua misericórdia (acompanhada, como é, pela chuva benfazeja). No vers. 32 leia-se: “de raios cobre as suas mãos e lhes ordena que atinjam o alvo”. O vers. 33 é considerado “locus obscurissimus”. Muitos especialistas adotam a seguinte versão: “o seu embate proclama a ferocidade da Sua ira contra a iniquidade”.

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