2015/11/24

Romanos 6 — Interpretação Bíblica

Romanos 6 — Interpretação Bíblica

Romanos 6 — Interpretação Bíblica



A nova vida em Cristo 6.1-14
Paulo usa a figura de morte e ressurreição para falar sobre a nova vida, que temos agora que fomos batizados para ficarmos unidos com Cristo Jesus (v. 3). Fomos batizados para ficarmos unidos com a morte e o sepultamento de Cristo. Assim como Cristo foi ressuscitado, nós, agora, vivemos uma vida nova, uma vida em que o pecado não domina. Isso não quer dizer que o cristão nunca peca. Quer dizer que não é mais o pecado e, sim, a graça de Deus que controla a sua vida.
6.1-2 devemos continuar... no pecado para que a graça de Deus aumente...? A pergunta de Paulo tem razão de ser, pois ele tinha dito que “onde aumentou o pecado, a graça de Deus aumentou muito mais ainda” (Rm 5.20; ver Rm 3.8, n.). A conclusão seria: quanto mais pecarmos, mais aumenta a graça de Deus. No entanto, não se pode pensar assim, pois, quando fomos batizados, morremos para o pecado e não podemos continuar vivendo nele (v. 7).
6.3 batizados para ficarmos unidos com Cristo Gl 3.27.
6.4 fomos sepultados com ele Paulo parece estar se referindo à maneira como as pessoas eram batizadas naquele tempo: eram submersas na água, sendo assim “sepultadas” (Cl 2.12).
6.5-7 Aqui, Paulo repete as idéias principais dos vs. 2-4.
6.6 escravos do pecado Ver Intr. 2.3.
6.7 1Pe 4.1.
6.8-10 Paulo repete, com palavras um pouco diferentes, o que tinha dito nos vs. 5-7.
6.11 vocês devem se considerar mortos para o pecado Já morremos com Cristo e temos vida nova. Agora, no dia-a-dia da vida, é preciso manter essa condição de mortos para o pecado (v. 12: não deixem que o pecado domine). unidos com Cristo Jesus Ver Intr. 2.5.
6.12 natureza humana Ver Intr. 2.2.
6.14 vocês não são mais controlados pela lei Paulo não diz que a lei é pecado (Rm 7.7,12), mas ele considera a lei como parte da velha vida dominada pelo pecado e pela morte (Rm 7.5). Ver Intr. 2.4.

Escravos de Deus 6.15-23
O relacionamento das pessoas com o pecado e com Deus é comparado com uma situação de escravidão. A escravidão era uma instituição comum nos países do mundo bíblico.
6.15 Mais uma vez, Paulo faz a pergunta que já tinha aparecido em Rm 3.5-8; 6.1-2.
6.16 ser aceitos por ele Ver Intr. 2.1.
6.17 nos ensinamentos que receberam Na boa notícia do evangelho.
6.18 libertados do pecado Ver Intr. 2.3.
6.19 palavras bem simples Paulo reconhece que o assunto é difícil e quer que seus leitores entendam bem o que ele está dizendo. são fracos Isto é, têm pouca experiência na vida cristã e ainda não conhecem bem as verdades do evangelho.
6.20-23 Paulo compara a escravidão sob o pecado com o serviço a Deus. O salário que o pecado dá a seus escravos é a morte (vs. 21,23a). Os escravos de Deus ganham uma vida completamente dedicada a ele e o presente gratuito da vida eterna (vs. 22,23b).
6.20 Paulo não está querendo dizer que, quando eles não eram cristãos, tudo o que faziam era mau. É que, naquele tempo, o senhor deles era o pecado e, por isso, eles não podiam obedecer a Deus (vs. 16,22).
6.23 morte Rm 5.12,21. em união com Cristo Jesus Ver Intr. 2.5.
Uma comparação com o casamento 7.1-6
Paulo tinha usado a escravidão para comparar o serviço ao pecado com o serviço a Deus (6.15-23). Agora, ele usa o casamento para mostrar que estamos livres da lei (v. 2) e pertencemos a Cristo (v. 4), obedecendo ao Espírito de Deus (v. 6).

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