Naum 1 — Explicação das Escrituras

Naum 1 concentra-se principalmente em pronunciar o julgamento de Deus sobre a cidade de Nínive e o Império Assírio por sua maldade e crueldade. Aqui estão os principais temas e mensagens deste capítulo:

1. A Ira de Deus: O capítulo começa com uma descrição da ira e vingança de Deus. Naum enfatiza o ciúme, a fúria e a capacidade de vingança de Deus contra Seus inimigos. Isto dá o tom para os próximos pronunciamentos de julgamento contra Nínive.

2. O Poder de Deus: Naum sublinha o poder de Deus sobre a criação. Ele descreve a capacidade de Deus de controlar os elementos, como o mar e os rios. Esta imagem destaca a soberania de Deus e reforça a ideia de que Ele está no controle dos eventos que estão prestes a acontecer.

3. A Perdição de Nínive: O capítulo então volta seu foco para Nínive, a capital do Império Assírio. Naum proclama que Deus está contra Nínive e que a cidade enfrentará destruição completa. As razões para este julgamento incluem a violência, o engano e a idolatria de Nínive. As ações opressivas da cidade contra outras nações não passaram despercebidas por Deus.

4. A Proteção de Deus ao Seu Povo: Naum assegura a Judá (o reino do sul de Israel) que Deus é sua fortaleza e refúgio em tempos de dificuldade. Ele contrasta a destruição iminente de Nínive com a segurança daqueles que confiam em Deus.

5. Anúncio da queda de Nínive: O capítulo termina com uma descrição vívida da queda de Nínive. Naum retrata a destruição da cidade em termos poéticos e dramáticos, enfatizando a sua rapidez e inevitabilidade. Ele profetiza que Nínive será completamente destruída e ninguém poderá escapar do julgamento de Deus.

Naum 1 serve como introdução ao livro, enfatizando a ira e o julgamento de Deus contra a cidade de Nínive por sua maldade e violência. Destaca o poder e a soberania de Deus, ao mesmo tempo que proporciona segurança àqueles que confiam Nele. O capítulo prepara o terreno para os capítulos subsequentes, que descrevem com mais detalhes a queda de Nínive e do Império Assírio.

Explicação

1:1–5 O caráter de Deus é descrito como ciumento, vingativo e irado, por um lado, e ainda lento em irar-se e grande em poder, por outro. Ele controla o universo e todos os seus habitantes. Seu ciúme é o ciúme justo de um marido pela esposa que ama, e não uma inveja da felicidade dos outros. Israel é a “esposa” de Jeová (ver Oseias).

1:6–8 Quando Ele pune, ninguém pode resistir a Ele. No entanto, Ele é bom para aqueles que confiam Nele. Seu julgamento varreria como uma inundação a Assíria, destruindo Nínive, sua capital.

1:9–11 Estas palavras são dirigidas aos assírios. Deus estava prestes a destruí-los. Aquele que tramasse o mal contra o Senhor cairia. Isto provavelmente se refere a Senaqueribe ou ao insolente Rabsaqué.

1:12, 13 Embora os assírios estejam atualmente seguros, eles serão exterminados. Embora Israel tenha sido afligido, não será mais afligido, pois Deus quebrará o jugo dos assírios sobre Seu povo.

1:14 A seguir, o Senhor se dirige diretamente ao rei assírio. Seu nome seria esquecido, seu templo-ídolo seria saqueado e o Senhor cavaria sua sepultura, porque ele era vil.

1:15 Este versículo descreve o mensageiro que traz as boas novas da destruição da Assíria e a resultante paz em Judá. Paulo cita palavras semelhantes em Romanos 10:15, mas ali elas são usadas no contexto do evangelho (Is 52:7).

Notas Adicionais

1.1 Nínive. Era a capital assíria, e quando Naum escreveu esta profecia, era a maior do mundo. Foram os assírios; o povo mais poderoso entre os povos semitas e os primeiros conquistadores do mundo. Os muros ao redor da cidade tinham 30 m de altura, e eram tão espessos que três carruagens podiam correr lado a lado em cima deles. Estes muros eram fortificados com 1.500 torres de 60 m de altura. Era uma cidade vil. “Sua vastidão era eclipsada por sua vileza” (S. Baxter). Naum. Sabemos muito pouco de Naum, somente o que está, registrado neste livro. Seu nome significa “conforto” (cf. NCB, p 886). • N. Hom. 1.2, 3 Uma visão rápida de Deus. Note-se algumas características dEle: Zeloso, vingador, cheio de ira, indignação, furor e cólera. Deus é um Deus de amor, mas também de ira. Aqueles que não entregarem suas vidas a Ele, um dia conhecerão a Sua ira, a qual é reservada para os Seus inimigos. Em Cristo somos salvos da ira de Deus (cf. 1 Ts 1.10).

1.3 Contém 5 grandes verdades com respeito a Deus: 1) Ele é tardio em irar-se; 2) Ele é grande em poder, 3) Ele jamais inocenta o culpado; 4) Ele é onipotente; 5) Ele é soberano.

1.4-6 A soberania e o poder de Deus são expostos. • N. Nom. 1.6 A ira de Deus: 1) As razões: a) orgulho; b) crueldade; c) impenitência, (cf. todo o livro); 2) O remédio; a) reconhecimento de Deus; b) confiança nEle (cf. v.7); 3) Características: a) é tardia (Êx 34.6-7; Ne 9.17b; Sl 103.8, Jn 4.2); b) é certa (cf. Jó 14.13; Sl 76.7; Na 1.6); c) é justa (cf. Lm 1.18; Rm 2.5, 6; 3.5); d) é evitável (cf. Jo 3.14-18; Rm 8.1; 3.25).

1.7 Isto deve ser continuamente lembrado, enquanto você estudar este livro. • N. Hom. 1.7, 8 Amigos e inimigos de Deus: 1) para Seus amigos, v. 7; “bom... é fortaleza no dia da angústia...”; 2) Para Seus inimigos, v. 8; “Ele acabará de uma vez...”.

1.8-15 Deus promete destruir os inimigos do Seu povo, os assírios e toda a cidade de Nínive. Esta profecia foi cumprida no segundo século d.C., chegando até a localização da mesma tornar-se incerta.

1.11 Refere-se a um dos reis assírios. Muitos comentaristas pensam que se trata de Senaqueribe.

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