2016/05/30

Interpretação de Levítico 23

Interpretação de Levítico 23

Interpretação de Levítico 23



Levítico 23
O Uso Santo dos Dias. 23:1-44
Certos dias e períodos deviam ser dedicados ao Senhor. Este capítulo apresenta a lista dessas ocasiões.
2. As festas . . . do Senhor e as minhas festas eram aquelas “santas convocações” ou assembléias religiosas separadas pelo Senhor e dedicadas a Ele para lembrança de alguma fase particular da vida religiosa de Israel. Mo'ed, a palavra traduzida para “festa”, significa “uma ocasião determinada”, “um período de festa”, “uma assembléia” e vem do verbo yei'ad, “determinar”, ''reunir por pacto “.
3. O termo sábado do descanso, shabbat shabbeiton, vem da palavra sheibat que significa “cessar”, “descansar”, “chegar a um fim”. Conforme indicado, a observância do dia pressupõe seis dias de trabalho. O dia do descanso é ainda chamado de sábado do Senhor, isto é, determinado por Ele e dedicado a Ele. Sua origem, conforme apresentada em Gn. 2:2, 3, relaciona o dia à criação do mundo por Deus, colocando-o em uma posição indispensável nessa criação, e torna a sua guarda um imperativo incontestável. Marcos 2:27 não pode ser usado para enfraquecer o imperativo. “O sábado foi feito por causa do homem” porque havia uma necessidade absoluta que o homem tivesse um e que o guardasse no devido espírito.
5. No primeiro mês era Abibe (mais tarde chamado Nisã, como em Ne. 2:1 e Et. 3: 7) e correspondia aos fins de Março e começo de Abril. Os detalhes da Festa da Páscoa e da Festa dos Pães Asmos encontram-se em Êxodo 12. Aqui só se apresenta um simples esboço.
6. Pães asmos chama-se massa, na forma do plural, massot, que ainda hoje indica as hóstias vendidas para guarda judaica deste dia santo.
7. Obra servil, ao que parece, era trabalho relacionado com os afazeres da apicultura e outras ocupações definidas. Que o preparo do alimento era permitido está implícito em Êx. 12:16.
8. Oferecereis oferta queimada. Nm. 28:19 e segs. dá detalhes do sacrifício.
9-14. Instruções para a Oferta das Primícias. Cons. Dt. 26 : 2 e segs.
10. Quando entrardes na terra. Esta ordem previa o tempo quando os israelitas começassem as colheitas na Terra Prometida. O molho, 'omer, era de cereais, mas não se especifica se de trigo ou cevada.
Presume-se que fosse do último porque colhia-se primeiro. A oferta devia ser levantada pelo sacerdote e movida em direção do altar, e depois afastada do altar. Isto é o que se entende por moverá. . . perante o Senhor. Indicava que era oferecido ao Senhor e recebido de volta. O dia específico para a oferta, no dia imediato ao sábado (v. 12), é incerto, uma vez que o sétimo dia da semana não era o único dia chamado de “sábado”. O Dia da Expiação tinha esta designação (16:31; 23:32), não obstante, o dia da semana no qual ocorria. O mesmo acontece com o primeiro dia da Festa dos Pães Asmos. Era um dia de descanso, shabbeit. Parece antes, que a oferta das primícias devia ser trazida ao sacerdote no dia, após o primeiro dia da Festa dos Pães Asmos. Isto o colocada no décimo sexto dia de Abibe (cons. v. 6). Assim esta festa apresenta por antecipação a ressurreição de Cristo como as primícias dentre os mortos (I Co. 15:23 ; Rm. 8:29).
13. Duas dízimas de uma efa (5,26 litros), enquanto a quarta parte de um him representava cerca de 1,49 litros.
15-22. Instruções sobre a Guarda da Festa das Semanas. Cons. Êx. 34:22. Também conhecida como a Festa da Colheita (Êx. 23: 16). O termo “Pentecoste”, que se encontra em Atos 2:1; 20:16; 1Co. 16: 8, vem do grego, pentekoste, significando “qüinquagésimo” (dia). A Festa das Semanas foi mais tarde conhecida como a “Festa do Pentecoste”.
15. O dia imediato ao sábado. Veja observação em 23:11.
16. Contareis cinqüenta dias. No versículo 15 a ordem é de contar sete semanas (desde a “Festa das Semanas”) mais um dia (“até o dia imediato ao sábado”), ou um total de cinqüenta dias. Devia haver uma nova oferta de manjares que devia ser da nova colheita.
17. Levedados se cozerão. Cons. observação sobre 23:13. Esta é a única oferta de manjares a ser feita com levedura. É muito provável que fosse feito assim, para que o produto pudesse ser apresentado ao Senhor na condição em que pudesse ser útil e desfrutado pelo povo.
18-20. Holocausto, oferta pelo pecado e oferta pacífica deviam ser oferecidas nesta ocasião. “Deste modo o todo da colheita anual era colocado sob a graciosa bênção do Senhor pela santificação do seu começo e seu fim ; e o desfrute do seu alimento diário também era santificado desse modo” (KD, Pentateuch, 11 444 ).
22. Para o pobre . . . as deixareis. Cons. 19: 9, 10. Ação de graças ao Senhor pode freqüentemente ser melhor demonstrada por meio de atos de bondade para com os menos privilegiados.
24,25. No sétimo mês. No primeiro dia do sétimo mês os israelitas deviam observar um dia de descanso (shabbeit), com tocar de trombetas (provavelmente o chifre de uru carneiro, ou shopeir), uma reunião religiosa (v. 24), e um holocausto. Estas comemorações separavam todo o mês como um mês sabático, não somente importante por causa de sua ordem numérica, mas também porque o mês continha o período quando Israel recebera o perdão dos seus pecados. Nos tempos do V.T. o mês era chamado Etanim (1Reis 8: 2), mas mais tarde passou a ser chamado de Tishri.
26-32. Instruções para o Dia da Expiação cons. 16:1-34. 27. O dia é indicado como o décimo dia de Etanim (Tishri).
32. O dia judeu ia de sol a sol, duma tarde a outra tarde.
33-36. Instruções para a Guarda da Festa dos Tabernáculos.
34. Tabernáculos. O hebraico sukkot, “cabanas”. Esta festa devia durar sete dias, começando com o décimo quinto dia do sétimo mês, isto é, cinco dias depois do Dia da Expiação.
36. Certos aros tais como o 'asenet ou “assembléia solene”, deviam ser realizados no oitavo dia, é verdade, mas estes simplesmente forneciam um encerramento para a festividade. A Festa dos Tabernáculos (Cabanas) comemorava a peregrinação dos israelitas no deserto do Sinai quando o Senhor os livrou da escravidão do Egito (v. 43).
37,38. São estas as festas. . . do Senhor. Esta é uma declaração conclusiva que retrocede à introdução em 23:4. Os versículos precedentes no capítulo falaram de dias santos especiais a serem observados além dos sacrifícios, ofertas e dias santos regulares indicados em outras passagens.
39. Celebrareis a festa do Senhor. Uma descrição mais completa da Festa dos Tabernáculos foi dada no restante do capítulo. Em Êx. 23:16; 34:22 é chamada de “Festa da Sega” (hag hei' eisip, de 'eisap, “colher ou juntar”), e há uma referência neste versículo ao tempo em que os israelitas tivessem “recolhido os produtos da terra”.
40. Cons. Ne. 8:15. Ramos de formosas árvores (E.R.C.) seriam, literalmente, o fruto (peri, assim na E.RA.), embora Keil e Delitzsch defendam que “fruto” refere-se aos “brotos e ramos das amores, além das flores e frutos que crescem neles” (Pentateuch, II, 448). A terceira palavra traduzida “ramos” na E.R.C. é 'eineip, que significa especificamente “broto” ou “galho”. Os israelitas deviam construir as cabanas de 23:42 com os diversos tipos de ramos aqui mencionados.
43. Eu fiz habitar os filhos de Israel em tendas. A guarda desta festa especial não era para fazer o povo se lembrar das privações sofridas durante a peregrinação no deserto. Era, antes, para que se lembrasse da provisão de suas necessidades feita por seu Criador e Libertador durante o mais importante período de sua história, o nascimento da nação hebraica como resultado da intervenção direta do Senhor seu Deus. 

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