2016/10/04

Levítico 6 — Explicação das Escrituras

Levítico 6 — Explicação das Escrituras

Levítico 6 — Explicação das Escrituras


Levítico 6

6.8-7.38 Estas são instruções adicionais para regulamentar as ofertas já descritas. Até a presente trecho, a ênfase tinha sido colocada sobre o aspecto das ofertas que diziam respeito à prestação de contas que o pecador tinha que fazer com o próprio Deus; agora se regulamenta a participação dos sacerdotes e a dos ofertantes, naquilo que doutrinariamente já foi definido; trata-se agora da carne dos animais que se oferecia nessas ocasiões.
6.11 O sacerdote que tinha a obrigação de limpar as cinzas do altar, depois de ter sido oferecido um holocausto, usava, para isso, vestes especiais, calças e túnica de linho, laváveis, que se usavam tão-somente para o contato direto com o altar. Quando removia as cinzas cada manhã, deixava-as ao lado do altar, trocava suas vestes, colocando as roupas normais de sacerdote, e depois removia as cinzas para algum lugar “limpo” (e não para um depósito de lixo, que seria considerado impuro), fora do arraial.
6.12 As ofertas contínuas, que se ofereciam duas vezes por dia, sem falta, eram uma expressão da dedicação de Israel ao seu Deus.
6.13 O primeiro fogo que acendeu a lenha do sacrifício depois da consagração formal de Arão como sacerdote, foi ateado por Deus, 9.24. Esta origem sobrenatural do fogo no altar serve para nos ensinar que se um sacrifício pode ser feito pelo homem, é só a graça de Deus que a consome, que o torna aceitável, que faz dele um meio de expiação. Nenhum fogo feito pelo homem, poderia ser usado no altar do Senhor, e por isso mesmo é que era tão importante que os sacerdotes conservassem sempre acessa a chama que veio a existir de maneira tão notável. O pecado de oferecer sacrifícios com “fogo estranho”, fogo ateado pelos homens e não por Deus, foi justamente o que provocou a morte de Nadabe e Abiú, 10.1 -2.
6.18 Todo varão. Esta expressão se restringe aqui aos homens que serviam no culto do tabernáculo. Antes de atingirem a idade de 30 anos, os homens não podiam entrar no lugar santo, Nm 4.3, 23, 30, 39. Tudo o que tocar. Esta expressão se refere às pessoas separadas para o serviço no tabernáculo, os únicos que tinham licença de tocar nas coisas do tabernáculo, e que também tinham o privilégio de comer dessa oferta. Só uma pessoa dedicada (“santa”) podia participar.
6.26 As ofertas que se comiam no lugar santo eram: 1) O que ficasse das várias ofertas de manjares, depois de queimada a porção memorial, 2.1-10; 2) A carne (e não a gordura, 4.26) das ofertas pelo pecado (6.26; 10.17) e das ofertas pela culpa (7.5-6); 3) A carne do sacrifício de ações de graça da oferta pacífica, 7.15-17; 4) O que sobrasse do sextário de azeite que o leproso oferecia, 14.10-20; 5) Os dois pães a serem movidos, 23.17-20; 6) Os pães da proposição, 24.5-9.
6.28 Um vaso de louça não vitrificada absorveria alguns sucos, não podendo ser lavado ao ponto de ficar bem limpo, como o bronze.

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