2019/08/26

Interpretação de Josué 8

Interpretação de Josué 8

Interpretação de Josué 8



Josué 8

O Segundo Ataque e o Incêndio de Ai. 8:1-29.
Tão logo o crime de Israel foi julgado com a morte de Acã, o Senhor restaurou o Seu favor e a fé de Israel foi reabilitada.
8:1, 2. Agora Deus já podia orientar Josué, pois ele agora estava pronto a ouvir o plano dEle.
8:3-9. Os homens da primeira emboscada foram enviados à noite para tomarem posição por trás de um outeiro no lado ocidental da cidade, prontos a entrarem na cidade para incendiá-la quando o grupo principal fizesse sair seus defensores. O número, trinta mil homem valentes (8:3) parece grande demais para uma emboscada que fosse realizada tão perto da cidade. R.E.D. Clark sugeriu que em determinadas passagens (por exemplo, I Cr. 12:23-27; II Cr. 13:3, 17; 17:14-19) a palavra hebraica 'elep, traduzida para mil, tem o significado de “chefe”, “oficial”, um sinônimo de homens valentes (“The Large Numbers of the Old Testament”, Victoria Institute paper for May, 1955). Assim, Josué teria escolhido trinta oficiais ou chefes de grupos, todos heróis valentes, para esta missão-comando.
8:10-17. Permanecendo aquela noite em Gilgal, Josué convocou (wayyipqod, “numerou”) o exército cedo de manhã e avançou com os homens de 21 a 24kms para Ai (uma subida de 975ms). Fez a parte principal do exército se acampar em local visível do outro lado de um vale ao norte de Ai. Então enviou uma outra emboscada com cerca de 5.000 homens (aqui um destacamento completo, não especificados como “homens valentes”) para impedir quaisquer reforços que pudessem ser enviados de Betel. (Js. 8:17 e 12:16b indicam que estes 5.000 estiveram ocupados matando betelitas. O potencial de luta de Betel foi assim neutralizado, tornando desnecessário que Israel invadisse a cidade a não ser muito mais tarde; Jz. 1:22-26) Josué passou a noite no vale, no posto mais avançado, para estar pronto pela manhã a fim de liderar o ataque.
8:14. Defronte das campinas. Ficaria melhor, ao lugar designado na direção do Arabá (Vale do Jordão), onde os homens de Ai venceram com sucesso os israelitas anteriormente.
18. Estende a lança. O instrumento de sinalização de Josué era na verdade a sua cimitarra (kidon), a lâmina larga que melhor refletia o brilho do sol para os trinta homens escondidos da emboscada.
8:23, 29. O rei de Ai, na qualidade de criminoso mais importante, ficou reservado para uma ignominiosa execução e sepultamento sob a supervisão direta do líder dos seus inimigos. Sobre a ordem divina de se suspender ou empalar o corpo de um criminoso - prática antiga muito difundida - veja Dt. 21:22, 23.

C. Instituição da Aliança de Israel como a Lei da Terra. 8: 30-35.
Em lugar de festejar a vitória de Ai, Josué fez uma coisa que podia parecer militarmente tola - parou para empreender uma peregrinação ordenada por Deus (Dt. 11:26-30; 27:2-13). Deus os protegeria enquanto toda a nação adorasse no local tão sagrado para os patriarcas. Ou Josué levou o povo pelo norte, uns 32kms de Betel a Siquém, ao longo da rota aproximada da atual Jerusalém - Nablus, através das montanhas cobertas de florestas (cons. Js. 17:18) quase desertas de localidades antigas, com exceção de Siló, a qual Israel fundou mais tarde; ou, mais provavelmente, uma vez que mulheres e crianças acompanhavam o exército, ele tomou o caminho mais fácil de Gilgal pelo Vale do Jordão e pelo Wadi Far'a do lado oposto ao Jaboque.
Para chegar ao imenso anfiteatro natural formado pelas grandes curvas baixadas, vinda de cada lado das montanhas, uma de frente para a outra, os israelitas tinham de passar pela fortaleza de Siquém que guardava a entrada do vale, menos de 1, 6krns para o leste. Esta cidade deveria estar em mãos de amigos (veja 20:7; 24:1). Diversas das Cartas de Amarna declaram que em cerca de 1380 A.C., Lab'ayu, o príncipe de Siquém, estava coligado aos invasores ‘apiru. Neste caso os hebreus israelitas podiam estar sendo cognominados de ‘apiru. A razão de tal amizade entre siquemitas e israelitas pode ser o fato de residirem em Siquém alguns descendentes de Jacó que deixaram o Egito em pequenos números antes da opressão (por exemplo, I Cr. 7:24, onde uma fúria ou neta de Efraim retornou a Canaã para edificar Bete-Horon, gerações antes do período de Josué.)
8:30. No monte Ebal. Ao pé deste ponto de referência no centro de Canaã. Ebal, a mais alta das duas montanhas (940ms de altitude), foi mencionada em vez de Gerizim (908ms de altitude).
Embora Moisés tivesse dado ordens antes (em Dt. 27:2.4, 8) sobre a inscrição da Lei em grandes pedras caiadas, e depois ordens sobre os sacrifícios em um altar de pedras não trabalhadas (Dt. 27:5-7; cons. Êx. 20:25), a cerimônia religiosa deveria logicamente começar com os sacrifícios (cons. Êx. 24:4.8), uma vez que a aliança estava sendo estabelecida pela primeira vez em Canaã
8:32. Em pedras. Não as do altar mas grandes colunas, tais como as estelas de 2,13ms de altura do famoso Código de Hamurabi, com suas 3.654 linhas de texto. De acordo com Dt. 27: 2-4,8, estas pedras deviam ser caiadas para receberem a inscrição. Os egípcios costumavam caiar pedras antes de escrever ou pintar sobre elas com tinta preta. Diversas estelas, com cerca de 2, 44ms de altura e caiadas, foram encontradas em Biblos relacionadas com um templo datado de 200A.C. Só podemos especular sobre quanto da lei mosaica foi inscrito sobre as pedras caiadas, muito possivelmente os capítulos 5-26 de Deuteronômio. As inscrições da Rocha de Behistun são cerca de três vezes mais longas que o Deuteronômio.
8:33-35. Com os oficiais à volta da arca perto do altar, a meio caminho das montanhas e as tribos sobre as encostas, de acordo com Dt. 27:11-26, Josué proclamou a Lei à nação. Estava de acordo com o propósito divino para a conquista de Canaã que a Lei fosse consolidada no coração do pais a fim de que fosse dali em diante a lei da terra, e para que Israel pudesse renovar seus votos convencionais com Jeová, seu Deus. Veja Êx. 24:4, 7; II Reis 23:2; Ne. 8, 9 onde encontramos semelhantes leituras públicas da Lei. Veja comentários sobre Josué 24. 

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