2016/09/13

Estudo sobre Neemias 10

Estudo sobre Neemias 10

Estudo sobre Neemias 10



Neemias 10
A aliança é assinada (10.1-39)
Os que assinaram a aliança são descritos em 9.38 como líderes, levitas e sacerdotes da comunidade judaica. Nos v. 1-27, os seus nomes são citados após o nome de Neemias, o governador (v. 1), mas são apresentados em ordem inversa à classificação em 9.38. Acerca dos nomes alistados até o v. 8, lemos: Esses eram sacerdotes (v. 8); a partir do v. 9, são alistados os levitas (v. 9); e, a partir do v. 14, os líderes do povo (v. 14). Os líderes dos judeus não somente confirmaram a aliança com o seu selo, mas o restante do povo (v. 28) também se associou a esse ato, inclusive todos os seus filhos e filhas capazes de entender, i.e., os seus filhos que tinham idade suficiente para decidir participar de forma consciente do que estava acontecendo.
Quanto ao conteúdo do que os israelitas estavam agora prometendo, tinha propósito tanto geral quanto particular. O propósito geral era seguir a Lei de Deus dada por meio do servo de Deus, Moisés, e a obedecer fielmente a todos os mandamentos, ordenanças e decretos do Senhor, o nosso Senhor (v. 29). Mas havia partes específicas da Lei divina que tinham sido negligenciadas ultimamente e que necessitavam de ênfase especial, e isso é detalhado nos v. 30-39. Eram as seguintes: (1) que não contraíssem matrimônio com os pagãos (v. 30); (2) que não participassem do comércio no sábado e em outros dias sagrados (v. 31); (3) que garantissem o sustento adequado dos funcionários do templo e a manutenção das suas atividades, fazendo regularmente suas contribuições estipuladas (v. 32-39), uma decisão que eles resumiram da seguinte forma:
Não negligenciaremos o templo de nosso Deus (v. 39). E triste ler no cap. 13 acerca de como estava a situação quando Neemias voltou a Jerusalém para a sua segunda administração, depois de ter se apresentado a Artaxerxes na Babilônia (13.6); ele descobriu falhas em cada um desses pontos. Estavam ocorrendo novamente casamentos mistos (13.23-28), o sábado estava sendo profanado (13.15-22) e o pessoal que servia no templo não estava recebendo o seu necessário sustento (13.10-13).
O método em que os servos e as atividades do templo deveriam ser sustentados é detalhado nos v. 32-39. Isso deveria ocorrer
(a) por meio do tributo anual ao templo (v. 32,33); a origem desse tributo é descrita em Ex 30.11-16, antes da construção do templo. Na época, consistia em meio siclo (“seis gramas”); mas agora a taxa anual tinha se tornado um terço de siclo (quatro gramas). No NT, era uma taxa anual de meio siclo (Mt 17.24);
(b) por meio da provisão de lenha (v. 34) para queimar sobre o altar do Senhor, para que assim o fogo do altar estivesse constantemente aceso (Lv 6.12); (c) por meio da apresentação aos sacerdotes dos primeiros frutos de tudo que os judeus possuíam (v. 35-37a) e do pagamento aos sacerdotes de cinco siclos (“sessenta gramas de prata”; Nm 18.16) pelo resgate de cada primogênito; (d) por meio da entrega dos dízimos (v. 37b-39), como foi ordenado em Lv 27.30-33. O dízimo (a décima parte) das colheitas da terra deveria ser levado aos levitas; depois os levitas deveriam levar um décimo dos dízimos ao templo de Jerusalém para o sustento dos sacerdotes (cf. Nm 18.25-28).

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