2016/09/13

Estudo sobre Neemias 2

Estudo sobre Neemias 2

Estudo sobre Neemias 2





Neemias 2
II. A VIAGEM DE NEEMIAS PARA JERUSALÉM COM A AUTORIZAÇÃO DO REI (2.1-20)
1) O pedido de Neemias e a comissão do rei (2.1-8)
Quatro meses se passaram até que Neemias tivesse a em oportunidade de fazer o seu pedido ao rei Artaxerxes, sendo esse o intervalo entre o “mês de quisleu” (1.1) e o mês de nisã (2.1). Neemias estava ocupado com a sua tarefa normal de servir vinho ao rei. Normalmente, quando fazia isso o seu semblante e comportamento eram alegres; mas nessa ocasião, em virtude da situação em Jerusalém, ele estava triste. E o rei notou isso e inquiriu-o acerca da razão da sua tristeza (v. 2). Neemias explicou que era porque Jerusalém, a cidade em que os seus ancestrais haviam vivido e morrido, tinha sido devastada. Quando Artaxerxes perguntou se havia algo que Neemias queria que fosse feito acerca dessa situação, este lhe expressou o desejo de ir a Jerusalém para reparar os danos. Gomo resposta à oração de Neemias, Deus predispôs favoravelmente o coração do rei, não somente para concordar com o pedido de Neemias, mas também para lhe dar todo tipo de ajuda possível nessa empreitada. Para que Neemias não fosse perturbado na viagem (v. 7), o rei enviou uma escolta de oficiais do exército e de cavaleiros (v. 9) para acompanhá-lo, uma provisão que Esdras, em circunstâncias um pouco diferentes, preferiu dispensar (Ed 8.22). O rei também concordou com o pedido de Neemias de que Asafe, guarda da floresta do rei (v. 8) — provavelmente o chamado “jardim de Salomão”, a cerca de 10 quilômetros ao sul de Jerusalém — lhe fornecesse a madeira de que precisaria. Somos informados (não aqui, mas em 5.15) de que Artaxerxes, a essa altura, até mesmo nomeou Neemias governador de Jerusalém e estipulou o período em que deveria agir nessa função antes de apresentar-se novamente ao rei. A duração desse período não é estabelecida; e parece que Neemias de fato não voltou a Artaxerxes durante 12 anos (13.6). Provavelmente foi estabelecido um período mais breve que isso, mas foi ampliado progressivamente.

2) A viagem de Neemias (2.9,10)
Neemias iniciou, então, a longa viagem de Susã a Jerusalém. Quando chegou à região ao norte da Judeia que desde o final do século VIII a.C. era chamada de Samaria (v. 9), encontrou Sambalate, o horonita, e Tobias, o oficial amonita (v. 10). Os papiros de Elefantina, que consistem em cartas dos e para os colonizadores judeus na ilha de Elefantina no Nilo no alto Egito, escritas em grande parte durante o século V a.C., mostram que em 408 a.C. Sambalate era governador de Samaria, e ele provavelmente exercia essa mesma autoridade ali nessa época anterior. (Aliás, em 408 a.C. parece que ele já era bem idoso e tinha delegado a sua autoridade a dois dos seus filhos.) O termo horonita talvez indique que ele vinha de Bete-Horom, no distrito de Samaria. Tobias parece ter sido seu subordinado, e a descrição que se faz dele é que originariamente era um escravo amonita. Talvez nessa época estivesse governando em Amom, a leste da Judeia. Sambalate e Tobias ficaram muito irritados pelo fato de que Neemias havia sido escolhido e autorizado a restaurar Jerusalém de sua degradação, pois sentiam que, se Judá fosse fortalecida, Samaria seria enfraquecida.

3)  Neemias faz uma inspeção dos muros (2.11-16)
Três dias depois de Neemias chegar a Jerusalém, decidiu fazer uma inspeção dos muros derrubados, escolhendo fazer isso de noite (v. 12) para evitar chamar atenção desnecessária. Montado num jumento ou numa mula, começou a sua inspeção na porta do Vale (v. 13), próximo do canto sudoeste da cidade, chamada assim em virtude do vale do Tiropeão, e continuou para o leste por mais 450 metros (3.13), examinando os muros pelo lado de fora, até chegar à porta do Esterco, pela qual o lixo da cidade era levado para o vale de Hinom. Seguiu então o muro oriental da cidade até o tanque do Rei, que provavelmente era o tanque de Siloé; mas o muro aqui estava tão arruinado que ele teve de desmontar do animal (v. 14), e, assim, prosseguiu ao lado do muro oriental devastado, com vista para o vale de Cedrom (v. 15), a pé. Depois de ter seguido, provavelmente, para o canto nordeste da cidade, Neemias voltou (v. 15), o que provavelmente significa que voltou pelo mesmo caminho, retornando à porta do Vale, não inspecionando, nessa ocasião, os muros do norte e do oeste, que ele talvez já inspecionara de dia.

4)  ”Venham, vamos reconstruir” (2.17-20)
No dia seguinte, Neemias reuniu os líderes judeus e lhes contou das suas intenções e da ajuda de Deus até aquele ponto, e eles concordaram em começar a reconstruir os muros sem demora (v. 18). Mas os inimigos Sambalate, Tobias e Gesém, o árabe, que talvez estivesse governando em Edom ao sul, começaram a espalhar boatos de que os judeus estavam planejando uma rebelião contra o rei Artaxerxes (v. 19) e podem bem ter lembrado os judeus do que aconteceu quando haviam tentado reconstruir os muros da vez anterior (Ed 4.12ss). A isso, Neemias respondeu: O Deus dos céus fará que sejamos bem-sucedidos (v. 20).

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