Explicação de Jeremias 5

Jeremias 5

5:1–9 O Senhor perdoaria... Jerusalém se um homem justo fosse encontrado nela. Incapaz de encontrar um entre os pobres e tolos, Jeremias voltou-se para os grandes homens, mas também não teve sucesso. Portanto, o julgamento, retratado pelo trabalho voraz do leão, do lobo do deserto e do leopardo, era inevitável. Como o Senhor poderia perdoar um povo que uma vez havia feito uma aliança com Ele, mas agora estava jurando por outros deuses e se entregando ao adultério?

5:10-13 O inimigo é ordenado a invadir e destruir (mas... não terminar completamente) porque o povo estava negando o SENHOR e a iminência do perigo, e os profetas estavam mentindo.

5:14–19 As palavras de Jeremias eram como fogo, consumindo o povo, que era como madeira. Os babilônios estavam vindo para devorar e demolir, mas não completamente. A servidão de Judá em uma terra estrangeira seria sua recompensa por servir a deuses estrangeiros em sua própria terra.

5:20–31 Deus se maravilha com a obtusidade de Seu povo tolo. O mar obedece a Ele, mas eles não. Eles não mostram nenhuma inclinação para temer Aquele que dá a chuva, mesmo quando a chuva é retida. Como Deus pode reter o castigo de uma nação tão desafiadora, tão rebelde, tão mergulhada no pecado? Kelly comenta:

E a pior fase do mal nacional foi que não apenas uma certa parte do povo era culpada, mas “uma coisa maravilhosa e horrível”, diz ele, “é cometida na terra; os profetas profetizam falsamente, e os sacerdotes governam por meio deles; e meu povo gosta de tê-lo assim: e o que você fará no final disso?” (versículos 30, 31). Assim, todas as fontes da retidão moral foram corrompidas; e, consequentemente, ficou claro que nada além de julgamento poderia vir a eles do Senhor.
(Kelly, Jeremiah, p. 20.)

Notas Adicionais:

5.1 Um homem. Sodoma teria sido salva se ao menos dez justos pudessem ter sido encontrados; Jerusalém precisava apenas de um (Gn 18.23-33). Verdade. A mesma palavra que no v. 3 é traduzida por “fidelidade” que une a si mesma fidelidade para com Deus (constância), para com os homens (integridade), para consigo mesmo (autenticidade).

5.2 Um juramento solene usado para reforçar suas mentiras. Se tivessem jurado por seu Deus, mostrariam sua lealdade para com Ele, mas não sucedera assim (Dt 10.20).

5.4, 5 O caminho (no heb misfat). Um sistema prescrito de ordenanças, a maneira correta de adorar.

5.6 Leão, lobo, leopardo. Alguns interpretam esses animais como nações, e.g., os caldeus, a Babilônia. Outros entendem que são tipos de calamidades. O leopardo se oculta perto de uma vila ou de uma fonte, e espera durante horas pela oportunidade de atirar-se sobre gado ou pessoas.

5.7-11 Deus não tinha qualquer alternativa em face da idolatria e da imoralidade generalizadas. A vinha selecionada do Senhor tornara-se brava e tinha de ser destruída.

5.10 Terraços. No caso, fileiras de vinhas. Não de todo. Ponto salientado em Jeremias acerca do “remanescente”, vd. 4.27. Gavinhas. Simbolizam a segurança cívica e política de Judá.

5.12 Não é Ele, ou Ele nada fará acerca do que profetizou Jeremias, sinal de incredulidade nas advertências de Deus através do profeta fiel.

5.13 Uma completa rejeição aos, profetas fiéis por parte do povo.

5.15 Israel. As dez tribos estavam no cativeiro, e Judá viera a ser reconhecida como o único verdadeiro Israel. Língua ignoras. Os apelos pela misericórdia seriam inúteis, uma vez feitos em uma linguagem não compreendida pelos estrangeiros.

5.16 Aljava é como uma sepultura. Flecheiros de excepcional pontaria com dardos mortais (cf. Is 22.6). Um perigoso invasor. Cada flecha causava a morte de alguém.

5.20-25 A teimosia, e a rebelião de Judá fechavam seus olhos e seus ouvidos para que não mais pudessem entender as claras ações de Jeová (Pv 1.7). • N. Hom. O quinto capítulo ensina-nos que: 1) A desgraça nacional é o efeito imediato de todas as classes sociais viverem longe de Deus, vv. 1-6; 2) A idolatria causa uma série de imoralidades que levam à retirada do apoio divino, 7-11; 3) Quando a palavra de Deus não é fielmente pregada (13) e respeitada (12), torna-se um objeto de condenação e de destruição (14) (cf. Rm 7.7-14); 4) Viver longe de Deus é insensatez e rebelião (21,23).

5.21 Sem entendimento, ou sem coração. Os hebreus consideravam que o coração era a sede da compreensão ou inteligência. Jó 12.24; 36.13; Os 7.11 têm a mesma palavra.

5.24 Primeira. Do outono, entre outubro e dezembro. Última. Da primavera, março, abril e maio. Essas chuvas são o esteio da agricultura, as primeiras para o preparo da terra para o arado e para a semeadura; e as últimas para produzirem uma rica colheita. Semanas determinados da sega. As sete semanas entre a festa da Páscoa e a festa das Semanas (Pentecostes), Dt 16.9.

5.25 Bênçãos tais como a chuva e a colheita, tão regulares que se tornaram comuns, foram perdidas por causa de sua rebelião.

5.28 Engordam. Considerado como sinal de prosperidade.

Os hebreus reputavam a gordura como sinal de auto-indulgência satisfeita, e associavam-na com a impiedade (Jó 15.27; Sl 73.7). Nédios. De pele lustrosa e esticada de gordura.

5.30 Espantosa. Essa palavra verdadeiramente significa desolação, destruição.

5.31 Este versículo condena os corruptos líderes espirituais, e o povo é condenado por tolerar a corrupção dos sacerdotes e dos profetas.

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