segunda-feira, agosto 06, 2018

Mateus 2:1-12 — Comentário Católico

Mateus 2:1-12 — Comentário Católico

A visita dos sábios (2,1-12)

1. tendo Jesus nascido: o nascimento é relatado mediante um particípio e posto imediatamente em relação com alguns acontecimentos políticos e sociais mais amplos. Herodes: Herodes, o Grande, era um rei vassalo (rex socius) do império romano; reinou de 37 a 4 a.C. e foi uma personalidade extraordinária, dominante (História, 75:156-59). Ver Lc 1,5. Os acontecimentos relatados sobre ele neste texto não são conhecidos a partir de nenhuma outra fonte, mas são apropriados ao que sabemos dele. magos: uma casta de sábios, associada, de forma variada, à interpretação dos sonhos, ao zoroastrismo, à astrologia e à magia. Na tradição cristã posterior, tornaram-se reis sob a influência do SI 72,10; Is 49,7; 60,10. O número três é deduzido dos três presentes (v. 11). Por fim, foram nomeados: Gaspar, Baltasar e Melquior na igreja ocidental, e Gaspar se converteu em um personagem negro. Foram considerados representantes do mundo dos gentios que, em toda a sua diversidade racial, vêm a Cristo, do Oriente: poderia ser a Pérsia, a Síria Oriental ou a Arábia. 2. rei dos judeus: Jesus é designado um Messias real. Sua estrela: a estrela que conduz a Cristo é provavelmente um elemento midráshico derivado de Nm 22-24, o relato de Balaão, especialmente 24,17, o quarto oráculo; a estrela é identificada com o Messias no TgOnq. e no TgYer I. Se é histórica, poderia ser uma supernova, um cometa (veja Virgílio, Eneida 2.694: “uma estrela que conduz um meteoro voou com muita luz”), ou uma conjunção planetária.

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5. Belém: a cidade do humilde Davi é contrastada com a Jerusalém de Herodes. Belém era a cidade da antepassada de Davi, Rute (Rt 1,1-4), e de sua família (ISm 16; 17,12); contudo, apesar de Mq 5,2, a crença de que o Messias nasceria ali não parece ter sido dominante nesta época (cf. Jo 7,42). 6. A citação é de Mq 5,1, mas Mateus muda “clãs de Judá” para “regentes de Judá”, a fim de realçar o aspecto messiânico e acrescenta “que apascentará Israel, o meu povo” 2Sm 5,2; lCr 11,2.8. Duplicidade política clássica. 11. o menino com Maria, sua mãe: os magos representam um modelo de mariologia sólida como adoradores de Cristo em um contexto mariano. ouro, incenso e mirra: a lista dos presentes pode ser inspirada por Is 60,6.11.13, que, junto com o SI 72,10-11, é citado implicitamente. Na tradição posterior, o ouro veio significar o reino de Cristo, o incenso, sua divindade; a mirra, seu sofrimento redentor - ou virtude, oração e sofrimento. Alguns cristãos da protoigreja ficaram escandalizados com esta narrativa por causa da função da estrela. Esta característica favoreceu a astrologia? Os povos antigos, experimentando o caos social, sentiram-se atraídos à religião astral por causa da rigorosa regularidade das estrelas. Mas esta religião se tornou opressiva, fazendo as pessoas sentirem-se indefesas sob a tirania da heimarmenê, “destino”. Mateus não mostra nenhum interesse por este assunto. Mas, pelo fato de a estrela aqui servir ao propósito de Deus e conduzir os magos a Jesus, podemos dizer que o poder do determinismo astral é rompido.

Resumo do Evangelho de Mateus: Mateus 1 Mateus 2 Mateus 3 Mateus 4 Mateus 5 Mateus 6 Mateus 7 Mateus 8 Mateus 9 Mateus 10 Mateus 11 Mateus 12 Mateus 13 Mateus 14 Mateus 15 Mateus 16 Mateus 17 Mateus 18 Mateus 19 Mateus 20 Mateus 21 Mateus 22 Mateus 23 Mateus 24 Mateus 25 Mateus 26 Mateus 27 Mateus 28