Resumo do Livro de Apocalipse
Atualização:
INTRODUÇÃO
Este é um livro tanto de julgamento como de glória. Começando com a Era da Igreja, vai até o período da Tribulação e então, em ordem, ao glorioso retorno de Cristo para reinar, o Reino Milenar na terra, o julgamento do grande trono e o estado eterno com seus novos céus e nova terra.AUTORIA E DATA DO APOCALIPSE
O Apocalipse foi escrito pelo apóstolo João enquanto era prisioneiro na ilha de Patmos, provavelmente em algum período entre 81 e 96 d.C. Deus tornou este aprisionamento em algo bom, nos dando esta maravilhosa revelação dos eventos futuros – o livro final de Sua Santa Palavra.
ESBOÇO DO APOCALIPSE
1. Prólogo (1.1-8)
2. A visão de Cristo em vestes judiciais (1.9-20)
3. As cartas para as Sete Igrejas na Ásia (cap. 2-3)
4. Prelúdio à Tribulação (cap. 4-5)
5. O período da Tribulação (cap. 6-18)
6. A Segunda Vinda de Cristo e seu Reino de Glória (19.1-20.6)
7. O julgamento de Satanás e de todos os incrédulos (20.7-15)
8. O Novo Céu e a Nova Terra (21.1-22.5)
9. Advertências, consolos, convites e bênçãos finais (22.6-21)
1. PRÓLOGO (CAP. 1.1-8)
• O sobrescrito (1.1-3)
O prólogo explica que esta é uma revelação de Jesus Cristo para João concernente às coisas que ocorreriam iminentemente. Ele também proclama uma bênção para aqueles que ouvem e obedecem à Sua mensagem.
• A saudação (1.4-8)
O livro, direcionado às sete igrejas da Ásia Menor, imediatamente eclode em um hino de louvor ao Senhor Jesus, no final do qual Ele introduz a Si mesmo como o Alfa e o Ômega.
2. A VISÃO DE CRISTO EM VESTES JUDICIAIS (CAP. 1.9-20)
• As coisas que João viu (1.9-16)
O apóstolo João explica que o Senhor lhe apareceu enquanto era prisioneiro em Patmos, dando-lhe a visão para as sete igrejas, representadas pelos sete candelabros. Jesus estava vestido em vestes judiciais e segurava sete estrelas, representando os anjos das igrejas.
• A chave para o Livro (1.17-20)
João ficou primeiramente dominado pela visão, mas o Senhor o encorajou e o comissionou: “...escreve as coisas que viste...” (a visão do cap.1), “...as que são...” (as sete igrejas dos cap. 2-3) e “...as que hão de acontecer depois destas” (a Tribulação e eventos subseqüentes dos cap. 4-22). As sete estrelas eram anjos e os sete candelabros dourados eram igrejas.
3. AS CARTAS PARA AS SETE IGREJAS NA ÁSIA (CAP. 2-3)
Nos capítulos 2 e 3 vemos o Senhor como Juiz, escrutinando as sete igrejas. Estas eram congregações locais existentes nos dias de João, mas nós cremos que elas espelham condições que podem ser encontradas nas igrejas em algum lugar do mundo, em qualquer período específico e também representam sete eras consecutivas na história da Igreja universal.
As cartas seguem um padrão: cada uma abre com um retrato diferente do Senhor; há palavras de louvor (exceto para Laodicéia); há culpa em áreas onde falharam e conselhos ao arrependimento (exceto para Esmirna e Filadélfia); há uma exortação para ouvir o que o Espírito está dizendo e há uma promessa ao vencedor.
• A carta a Éfeso (2. 1-7)
Esta igreja foi elogiada por suas obras, trabalho e perseverança; sua intolerância a homens maus; sua habilidade de discernir falsos mestres; sua perseverança paciente na provação e adversidade e seu ódio pelas obras dos nicolaítas. Entretanto, havia abandonado seu primeiro amor. Ela deveria se lembrar de sua fé original, arrepender-se de sua decadência e renovar seu culto devoto. De outro modo, seu testemunho cessaria. Aqueles que vencerem se alimentarão da árvore da vida.
Esta carta descreve bem a condição da Igreja ao final do Período Apostólico.
• A carta a Esmirna (2. 8-11)
Aqui temos uma igreja sofredora, suportando a tribulação e pobreza, porém espiritualmente forte. Mais aprisionamentos e tribulação estavam pela frente, mas aqueles que fossem mártires fiéis receberiam uma coroa de vida. O vencedor nunca experimentaria a segunda morte.
Esmirna retrata bem as perseguições à Igreja sob os imperadores romanos antes de Constantino.
• A carta a Pérgamo (2. 12-17)
Esta cidade era a sede asiática para adoração do imperador, por esta razão a referência ao trono de Satanás. A igreja ali havia se mantido fiel a Cristo e um de seus membros, Antipas, havia sido martirizado. Ainda assim, tolerava aqueles que ensinavam doutrinas malignas. A igreja é chamada para se arrepender antes que o Senhor tivesse que intervir. O vencedor comerá do maná escondido e receberá uma pedra branca personalizada.
Historicamente, esta igreja representa a era que começara com Constantino quando a Igreja era patrocinada pelo Estado e tolerava influências pagãs.
• A carta a Tiatira (2.18-29)
A comunidade cristã estava crescendo em boas obras, amor, fé, serviço e perseverança paciente. No entanto, uma suposta profetisa havia introduzido falsos ensinamentos que levaram à idolatria e imoralidade. Deus a julgaria com seus seguidores. Um remanescente fiel foi incumbido de manter-se firmado à verdade. O vencedor reinaria com Cristo durante o Milênio.
Muitos ensinadores vêem Tiatira com um retrato da Igreja na Idade das Trevas espirituais (em torno de 600-1500 d.C.) até ser abalada pela Reforma. Mas características semelhantes às de Tiatira ainda estão conosco hoje.
• A carta para Sardes (3.1-6)
Sardes era essencialmente uma igreja sem vida. O Senhor a chamou para um novo zelo e esforço para fortalecer o pouco que havia. Somente o arrependimento a salvaria do julgamento. Os poucos fiéis que haviam permanecido puros andariam com Cristo em vestiduras brancas. Os vencedores não seriam apagados do Livro da Vida, mas seriam confessados por Cristo perante Seu Pai e os anjos.
Sardes é freqüentemente associada às igrejas formais e ritualísticas do Estado no período pós-reforma.
• A carta para Filadélfia (3.7-13)
O Senhor louva Filadélfia pelas boas obras, mesmo tendo pouca força, além da fidelidade ao Seu nome. Ela teria uma porta aberta que grupos opositores não conseguiriam fechar e também seria salva do tempo vindouro da Tribulação. A esperança da vinda de Cristo deveria motivá-la a permanecer firme. O vencedor seria um símbolo de força, honra e segurança permanente e seria publicamente identificado com Deus, Cristo e a Nova Jerusalém.
Filadélfia retrata bem o maior despertar evangélico do século dezoito e início do século dezenove com sua atividade missionária mundial.
• A carta para Laodicéia (3.14-22)
A mornidão de Laodicéia causou náuseas ao Senhor. Ela era orgulhosa, auto-suficiente, complacente e ignorante. Ela precisava de justiça divina, justiça prática e verdadeira visão espiritual. Cristo pede que ela seja zelosa e que se arrependa. O Senhor convida homens para deixar esta igreja apóstata para desfrutar da comunhão com Ele. O vencedor reinará com Cristo.
Laodicéia retrata claramente a Igreja apóstata dos últimos dias. É a Igreja às vésperas do retorno de Cristo. A partir deste ponto, a Igreja não é mais vista na terra no Livro do Apocalipse.
4. PRELÚDIO À TRIBULAÇÃO (CAP. 4-5)
Os capítulos 4 e 5 descrevem cenas no céu, anteriores ao desencadeamento dos julgamentos da Grande Tribulação dos capítulos 6–18. Eles começam o descortinar das coisas “que hão de acontecer depois destas” (1.19).
• A sala do Trono do Céu (Cap. 4)
Transportado em espírito ao céu, João viu o Deus da glória sentado sobre um trono de julgamento (v.1-3). Ele também viu 24 anciãos, que podem representar os redimidos no céu e quatro seres viventes, que podem ser guardiões angelicais do trono de Deus. Estes seres viventes falam incessantemente da santidade de Deus e os 24 anciãos O adoram como o grande Criador (4.1-11)
A visão nos prepara para o que se segue. O Juiz do Universo, rodeado por criaturas que O adoram, está prestes a mandar o juízo à terra.
• Digno é o Cordeiro (Cap. 5)
Deus está segurando um livro selado por sete selos. É um livro de Sua ira a ser derramada no mundo que rejeitou Seu Filho. O único digno de abri-lo é o Senhor Jesus. Quando Cristo segura o livro, os seres viventes e os 24 anciãos irrompem em adoração a Cristo como o Redentor. Então todas as hostes do Universo se juntam em adoração ao Cordeiro que vive eternamente.
5. O PERÍODO DA TRIBULAÇÃO (CAP. 6-18)
• O primeiro selo: O conquistador (6.1-2)
Quando o Cordeiro abre o primeiro selo, aparece um cavaleiro em um cavalo branco carregando um arco. O arco simboliza a ameaça de guerra, mas hostilidades não irrompem até que o segundo selo seja quebrado. O selo pode representar um líder mundial que ganha poder através da conquista sanguinária.
• O segundo selo: Conflito na terra (6.3-4)
O cavaleiro do segundo cavalo, que é vermelho fogo, carrega uma grande espada e remove a paz da terra.
• O terceiro selo: Escassez na terra (6.5-6)
O rompimento do terceiro selo traz um cavaleiro num cavalo preto. A balança que ele traz e o preço exorbitante da comida nos diz que ele representa a fome, que geralmente acontece depois de uma guerra.
• O quarto selo: Morte espalhada em toda a terra (6.7-8)
O quarto cavalo é amarelo pálido; a morte é seu cavaleiro, seguida do Hades. Por meio da guerra, pestes e feras selvagens, a morte pede os corpos e o Hades reivindica as almas dos habitantes de um quarto da população da terra.
• O quinto selo: O clamor dos mártires (6.9-11)
O quinto selo nos introduz aos mártires, assassinados pelos seus testemunhos fiéis e o clamor a Deus para vingar o sangue deles. Foram lhes dadas vestiduras brancas e a ordem para aguardar porque outros ainda seriam mortos por causa do Nome do Senhor.
• O sexto selo: Convulsões cósmicas (6.12-17)
A abertura do sexto selo causa tremendas convulsões na natureza – tão severas que todas as classes da sociedade são atingidas pelo pânico.
• Os 144.000 selados de Israel (7.1-8)
Agora há um interlúdio entre os selos no qual somos introduzidos a duas companhias de crentes. Primeiramente, há os 144.000 judeus, sendo 12.000 de cada tribo de Israel. Eles devem ser selados com uma marca em suas testas antes que sejam derramados os grandes julgamentos destrutivos sobre a terra, mar e vegetação. O selo garante que eles serão preservados vivos durante a Tribulação.
• A grande multidão da Grande Tribulação (7.9-17)
O segundo grupo é uma grande multidão de gentios que são salvos durante a Tribulação. Eles sobrevivem a este período de desordem sem precedentes e desfrutam das bênçãos do Reino eterno de Cristo. Os anjos, anciãos e seres viventes juntam-se a eles em adoração a Deus.
• O sétimo selo: prelúdio às sete trombetas (8.1-6)
O sétimo e último selo é introduzido por um silêncio de 30 minutos no céu. Cristo aparece como um anjo, adicionando incenso às orações dos santos que sofreram na Tribulação, com o incenso sendo a fragrância de Sua própria Pessoa e obra. Em resposta aos clamores por vingança, Ele atira brasas flamejantes na terra, resultando em relâmpagos, trovões e terremoto.
O sétimo selo introduz e, provavelmente, contêm as sete trombetas de julgamento que se seguem.
• A primeira trombeta: a vegetação é abalada (8.7)
Quando a primeira trombeta é tocada, uma terça parte da terra, das árvores e da vegetação são queimadas por saraiva e fogo misturados com sangue.
• A segunda trombeta: os mares abalados (8.8-9)
O som da segunda trombeta resultou em algo como uma grande montanha ardente sendo lançada no mar, tornando uma terça parte do mar em sangue, destruindo um terço de toda vida marinha e destruindo um terço das embarcações.
• A terceira trombeta: as águas são atingidas (8.10-11)
A terceira trombeta sinaliza a queda de uma estrela ardente chamada Absinto, tornando amarga uma terça parte do suprimento de água em suas fontes e causando a morte de muitos.
• A quarta trombeta: os Céus são abalados (8.12-13)
Quando a quarta trombeta soar, o sol, a lua e as estrelas serão afetados de tal forma que eles darão somente dois terços de sua luz usual (v.12). Uma águia voando pelo meio do céu anuncia uma tripla aflição aos habitantes da terra, isto é, aqueles que têm seu olhar somente nesta terra (v.13).
• A quinta trombeta: os gafanhotos do abismo (9.1-12)
Quando uma estrela caída, provavelmente um anjo, abriu o poço do abismo, uma grande fumaça cobriu a terra e uma praga terrível de gafanhotos atormentou os incrédulos por cinco meses; mas os gafanhotos não matavam os homens ou danificavam a vegetação. Os gafanhotos, descritos aqui em detalhes vívidos como um exército conquistador, provavelmente representam demônios, embora alguns achem que isso é literal. Esta é a quinta trombeta e o primeiro “ai”.
• A sexta trombeta: Um terço da humanidade morta (9.13-21)
A sexta trombeta solta quatro anjos do rio Eufrates, seguidos de uma cavalaria de 200 milhões de homens (embora muitos manuscritos dizem 100 milhões). Isso resulta na destruição de um terço da humanidade. Mas mesmo este segundo ai não cura os sobreviventes da sua maldade.
• O Anjo forte com o livrinho (10.1-7)
O Anjo forte, possivelmente o Senhor Jesus, desce dos céus com o livrinho. Quando Ele brada, desferem-se sete trovões, os quais João aparentemente compreende, mas não lhe é permitido descrever. Com um pé na terra e um pé no mar, o Anjo jura que não haverá mais demora. A sétima trombeta terminará o mistério de Deus pelo castigo de todos os que cometem o mal e a inauguração do Reino glorioso de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
• João come o livrinho (10.8-11)
João obedece à voz do céu comendo o livrinho que é amargo em seu estômago, mas doce em sua boca (v.8-10). De modo semelhante o estudo da profecia é amargo na contemplação do julgamento, mas doce no aspecto do triunfo de Deus sobre Satanás e suas hostes. João foi incumbido, ainda, de profetizar “a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis” (v.11).
• O Templo é medido (11.1-2)
A mensuração do Templo e do altar e a contagem dos adoradores significa preservação. No entanto, não deveria medir o Átrio dos Gentios que seria pisado pelas nações na última metade do período da Tribulação.
• As duas testemunhas (11.3-10)
As duas testemunhas aparecem em Jerusalém, bradando contra os pecados do povo e advertindo sobre o julgamento de Deus. Então uma besta surge do abismo e as mata após três dias e meio, enquanto o povo, em um tipo de “Natal” não cristão, se regozijam festejaando e enviando presentes, uns aos outros.
• As duas testemunhas revivem (11.11-12)
Então Deus faz reviver as duas testemunhas e as leva para o céu enquanto o povo assiste. Estas duas testemunhas são normalmente identificadas como Moisés e Elias porque os milagres são muito semelhantes, mas isso é apenas uma interpretação. Quando a Bíblia não é específica, é melhor esperar até que a profecia seja cumprida.
• O grande terremoto (11.13-14)
Um grande terremoto atinge Jerusalém, destruindo a décima parte da cidade e matando sete mil pessoas. Os sobreviventes reconhecem que Deus está por trás disso tudo. O segundo “ai”, isto é, a sexta trombeta, termina aqui (cap.10 e 11.1-13 são um parênteses).
• A sétima trombeta (11.15-19)
A sétima trombeta, isto é, o terceiro “ai” nos leva ao fim da Grande Tribulação e o início do Reino Milenar de Cristo. Os 24 anciãos no céu adoram a Deus pela sua vitória magnífica sobre Seus inimigos e por recompensar aqueles que confiaram nEle (v.15-18). O Templo aberto no céu é um lembrete de que Deus não esqueceu Sua aliança com Israel (v.19).
• O dragão, o Diabo e o filho varão (12.1-6)
Uma mulher aparece no céu, prestes a dar à luz. Um dragão também aparece pronto para destruir a criança assim que ela nascer. A mulher é Israel, o dragão é o Diabo e a criança é o Messias. O filho varão foi arrebatado ao céu e a mulher foge em exílio por três anos e meio, a última metade do Período da Tribulação (nossa atual Era da Igreja é um parênteses entre os versículos 5 e 6).
• Guerra no Céu (12.7-12)
Rompe uma guerra no céu entre Miguel e seus exércitos contra o dragão e seus anjos. A vitória de Miguel resulta no dragão e seus anjos sendo atirados à terra. Isto é seguido por um anúncio de que o dia do triunfo de Deus é chegado e o dia da conquista de seu povo.
• Guerra na Terra (12.13-17)
Percebendo sua derrota, o Diabo tenta destruir a mulher com uma torrente de água, mas é frustrado quando a Terra se abre para engolir a água. Então Satanás vai atrás do restante da descendência judaica para destrui-la. A guerra no céu provavelmente acontece na metade dos sete anos da Tribulação.
• A besta que emerge do mar (13.1-10)
Agora vemos dois líderes proeminentes do período da Tribulação – a besta do mar (v.1-10) e a besta da terra (v.11-18).
A primeira besta tem dez chifres, sete cabeças, dez diademas em seus chifres e uma ferida mortal em uma de suas cabeças. É como um leopardo, um urso e um leão. A besta pode representar o futuro do reavivado Império Romano em reino formado por dez partes. Visto que ele vem do mar (e o mar freqüentemente simboliza os gentios) é muito provável que seja um líder gentio. Ele incorpora características de impérios mundiais antecedentes como descritos em Daniel – Grécia (leopardo), Pérsia (urso) e Babilônia (leão). As sete cabeças podem ser partes do antigo Império Romano que têm sobrevivido e a cabeça com a ferida mortal é, às vezes, explicada como a forma imperial de governo que acabou, mas que irá reaparecer.
Homens que não têm seus nomes escritos no Livro da Vida do Cordeiro adoram Satanás e a besta, que fala coisas blasfemas contra Deus pelos três anos e meio de seu reino. Ele governa sobre a Terra com crueldade, perseguindo os santos. A certeza de que seus perseguidores serão levados para o cativeiro e mortos possibilita que os crentes aguardem com paciência e fé.
• A besta da terra (13.11-18)
A besta da terra será provavelmente um líder judeu já que a terra freqüentemente simboliza Israel. Ele trabalha em conjunto com a primeira besta, organizando um movimento internacional para a adoração da besta e de uma imagem representando-o. Ele parece como um cordeiro, mas fala como um dragão. Ele realiza milagres, fazendo cair fogo do céu e fazendo a imagem idólatra falar. Ele exige que as pessoas recebam a marca da besta em suas testas e mão direita; sem ela ninguém pode comprar ou vender. O número da besta é 666 (seis é o número do homem). A recusa em adorar à imagem da besta é punida com morte.
• O Cordeiro e os 144.000 (14.1-5)
As visões deste capítulo não estão em ordem cronológica.
A primeira visão refere-se ao final da Tribulação quando os 144.000 estão prestes a entrar o Reino com Cristo. Eles são os primeiros na colheita da Tribulação que vão povoar a terra do Milênio. Eles se mantiveram livres da idolatria e imoralidade, seguiram o Cordeiro, recusaram a adorar a besta e agora cantam uma nova canção perante o trono em Jerusalém.
• A proclamação do primeiro anjo (14.6-7)
O anjo com o Evangelho eterno adverte os habitantes da terra que Deus está prestes a julgar o mundo e corrigir as coisas, isto é, pelo retorno pessoal do Senhor Jesus para reinar.
• A proclamação do segundo anjo (14.8)
O segundo anjo anuncia a queda da Babilônia. Isto ocorre no final da Tribulação e é descrito em detalhes vívidos nos capítulos 17 e 18.
• A proclamação do terceiro anjo (14.9-13)
O terceiro anjo adverte que todos que adoram a besta irão sofrer as aflições do inferno eterno. Esta advertência vem durante a segunda metade da Tribulação, os três anos e meio conhecidos como a Grande Tribulação. Crentes que morrem como mártires serão especialmente recompensados pela sua fidelidade.
• Ceifando a colheita da terra (14.14-16)
No Segundo Advento, Cristo envia adiante Seus anjos para juntar os santos (feixes) em Seu reino glorioso (silo). Incrédulos (debulha) serão queimados com fogo inextinguível.
• Ceifando as uvas da ira (14.17-20)
A vindima da terra descreve os últimos julgamentos terríveis na porção incrédula da nação de Israel (a vinha da terra). Ela acontece fora de Jerusalém. Sangue irá correr por um riacho de 200 milhas de extensão e profundo até os freios de um cavalo. Isto também acontece no final da Tribulação.
• Vitória sobre a besta (15.1-4)
Neste pequeno capítulo são descritos sete anjos com sete flagelos. Quando estes flagelos são lançados na terra, a ira de Deus termina; em outras palavras, o período da Tribulação acaba. João vê uma multidão de pessoas no Céu, em pé no mar de vidro misturado com fogo. Ele os reconhece como aqueles que recusaram adorar a besta. Certamente foram martirizados, mas agora estão no céu, cantando o cântico de Moisés e do Cordeiro. Eles testificam a justiça dos julgamentos de Deus aos executores criminosos.
• Prelúdio aos julgamentos das taças (15.5-8)
Então João vê sete anjos vindos do Templo do Céu em vestimentas sacerdotais. Um dos quatro seres viventes alcança uma taça dourada para cada anjo. Estes julgamentos finais de Deus afetam todos os Seus inimigos e não somente uma parte deles. Ninguém pode entrar no Templo até que as sete pragas acabem.
• A primeira taça: úlceras malignas e perniciosas (16.1-2)
Previamente, tivemos os julgamentos dos sete selos e das sete trombetas. Agora chegamos às sete taças da ira de Deus ou os sete flagelos. Nós sugerimos que os julgamentos das sete trombetas estavam incluídos no sétimo selo. Agora sugerimos que as sete taças estão incluídas na sétima trombeta.
Uma voz do céu ordena que sete anjos derramem as taças da ira de Deus. A primeira taça causa úlceras malignas e perniciosas em todos que adoram a besta e sua imagem.
• A segunda taça: o mar se torna sangue (16.3)
Com o segundo flagelo, o mar se torna em sangue e toda vida marinha é morta.
• A terceira taça: as águas tornam-se sangue (16.4-7)
A terceira taça torna toda a água potável em sangue. Dois anjos justificam Deus por fazer isso, declarando que os homens maus estão sendo punidos por derramar o sangue dos santos.
• A quarta taça: os homens são queimados (16.8-9)
O quarto julgamento traz sérias queimaduras do sol ou radiação solar nos homens. Entretanto, ao invés de se arrependerem, eles amaldiçoam a Deus por desencadear estas torturas.
• A quinta taça: escuridão e dor (16.10-11)
As vítimas se tornam mais endurecidas no seu ódio contra Deus.
• A sexta taça: o Rio Eufrates seca (16.12-16)
Quando a sexta taça é derramada, o Rio Eufrates é secado para que os exércitos do leste possam marchar até Israel. Três espíritos semelhantes a rãs, vindos do dragão, da besta e o falso profeta, juntam os exércitos do mundo para a batalha. Eles se deparam com o próprio Senhor no Vale do Armagedom e são completamente derrotados.
• A sétima taça: A Terra é assolada (16.17-21)
A sétima taça nos leva ao fim da Tribulação: “Feito está!” A terra é assolada por tremendos cataclismos e os homens blasfemam contra Deus por causa de um terrível flagelo de saraiva, cada um pesando um talento, isto é, quase 40 quilos.
• A mulher em escarlate e a besta escarlate (17.1-8)
Os capítulos 17 e 18 descrevem a queda de um grande sistema religioso, político e comercial conhecido como Babilônia, a grande, a mãe das meretrizes e das abominações da terra. Este sistema tem uma influência mundial com os governantes da terra. Ele senta em uma besta escarlate que é claramente a besta do mar (13.1-10), o Império Romano reavivado. Babilônia é uma combinação de riqueza, idolatria e imoralidade. Ela é culpada por derramar o sangue dos mártires cristãos através dos séculos.
• O significado da mulher e da besta (17.9-18)
A besta escarlate ou o Império Romano reavivado é explicado aqui em detalhes. Este império de dez reinos vai à guerra contra o Senhor Jesus quando Ele retorna à terra no final da Tribulação, mas é inteiramente destruído (v.14). O império eventualmente se vira contra a meretriz e a destrói (v.16-18).
• A queda da Babilônia, a grande (18.1-19)
Este capítulo é inicialmente um cântico funeral, celebrando a queda da Babilônia, um lugar em que reside todo tipo de maldade. Uma voz adverte o povo de Deus a sair deste sistema falido antes de ser destruído. Os reis da terra lamentam pela perda de sua amante e os mercadores lamentam por causa do colapso de seu mercado.
• A queda definitiva da Babilônia (18.20-24)
No entanto, enquanto todos os ímpios estão chorando, o céu está se regozijando. Um anjo atira uma pedra no mar como um retrato da queda da Babilônia. Este sistema implacável tem sido uma pedra de moinho em volta do pescoço de milhões, afundando-os no inferno. Agora a grande meretriz sofre o mesmo destino. Todos os sons de suas atividades são silenciados para sempre. Deus está vingando o sangue de Seus santos martirizados.
6. A SEGUNDA VINDA DE CRISTO E SEU REINO GLORIOSO (CAP. 19.1-20.6)
• O Céu exulta sobre a queda da Babilônia (19.1-5)
João ouve uma grande multidão no céu louvando a Deus pelo justo castigo dado à grande meretriz. Os 24 anciãos e os quatro seres viventes adoram a Deus e O enaltecem pelo que Ele tem feito. Uma voz do trono chama para que todos os servos de Deus O adorem.
• As Bodas do Cordeiro (19.6-9)
As Bodas do Cordeiro acontecem no Céu, após o Tribunal de Cristo. A Igreja é a noiva celestial; aqueles que são convidados são o restante dos redimidos no céu, isto é, santos do Antigo Testamento e santos da Tribulação. A Noiva é vestida com linho branco que fala dos atos de justiça dos santos. Um anjo anuncia as bênçãos de todos que são chamados à ceia das Bodas do Cordeiro.
• Verdadeira adoração e testemunho (19.10)
Quando João começa a adorar o anjo, ele é impedido, porque somente Deus deve ser adorado. O anjo lhe diz que o verdadeiro propósito de toda profecia é difundir o testemunho à Pessoa e obra do Senhor Jesus.
• O Segundo Advento de Cristo (19.11-16)
Agora nos aproximamos do evento ao qual tem se direcionado todo o restante do livro do Apocalipse – o glorioso retorno de Cristo à Terra para abater Seus inimigos e estabelecer Seu reino. Ele vem do céu em um cavalo branco, o grande Conquistador, glorioso em Suas vestes. Seguindo-O estão os exércitos do céu.
• A Grande Ceia do Senhor (19.17-18)
Um anjo convida as aves a comer as carniças daqueles que foram mortos pelo Senhor; isto é conhecido como a grande Ceia do Senhor.
• Punição dos rebeldes (19.19-21)
A besta romana e o falso profeta se levantam contra o Senhor, mas são levados vivos e então lançados no lago de fogo. O restante dos rebeldes é morto pela espada do Senhor e são devorados pelas aves.
• Satanás é preso por 1.000 anos (20.1-3)
Antes do início do Milênio, Satanás é preso num abismo onde ele permanece durante o reinado de mil anos de Cristo.
• O Reino Milenar de Cristo (20.4)
João vê o povo de Deus, provavelmente da Era da Igreja, sentado em tronos com poderes administrativos. Ele também vê os mártires do Período da Tribulação, agora ressurgidos dos mortos e reinando com Cristo por 1.000 anos.
• Ressurreição e Reino (20.5-6)
O verso 5 omite a ressurreição dos mortos ímpios no final do Reino de Cristo, mas as palavras: “Esta é a primeira ressurreição” se referem aos santos ressurgidos no versículo 4. Na verdade é a segunda fase da primeira ressurreição, considerando a primeira fase a que ocorreu no tempo do Arrebatamento (1Co 15.51-54). A primeira ressurreição é uma bênção; a segunda ressurreição é a condenação eterna.
7. O JULGAMENTO DE SATANÁS E DE TODOS OS INCRÉDULOS (CAP. 20.7-15)
• A derrota e castigo de Satanás (20.7-10)
No final do Milênio, Satanás é liberto do abismo, reúne um exército e marcha contra Jerusalém, a cidade do grande Rei. Mas fogo do céu consome o exército e Satanás é lançado no lago de fogo.
• O julgamento do Grande Trono Branco (20.11-15)
Após céus e terra serem destruídos pelo fogo, os ímpios mortos estarão no julgamento perante o Grande Trono Branco e serão julgados por Cristo de acordo com suas obras. Porque seus nomes não estão escritos no Livro da Vida, serão lançados no lago de fogo. O fato de que seus nomes não são encontrados indica de que nunca se arrependeram de seus pecados e nunca colocaram sua fé no Senhor. Suas obras determinam o grau de seu castigo.
8. O NOVO CÉU E A NOVA TERRA (21.1-22.5)
Nos últimos dois capítulos do Apocalipse, às vezes é difícil saber se João está falando sobre o Milênio ou sobre o estado eterno porque eles têm muitas características em comum. A maior diferença é de que há algum pecado no Milênio, mas nenhum no estado eterno.
• A descrição do Novo Céu e Nova Terra (21.1-22.5)
Este parágrafo descreve o Novo Céu e a Nova Terra na Eternidade. A Nova Jerusalém que desce do céu é a noiva, a esposa do Cordeiro. João ouve uma declaração de que o tabernáculo de Deus está com os homens, de que o Senhor habitará com eles como seu Deus e que a morte, tristeza, choro e dor são coisas do passado. Os ímpios são excluídos da Nova Jerusalém.
• A Nova Jerusalém (21.9-27)
Agora vemos a Nova Jerusalém descendo do céu e pairando sobre a terra durante o reino de Cristo. Sua beleza é comparada com pedras preciosas. É um lugar de enorme tamanho e de grande pureza, paz e felicidade.
• O rio de água da vida (22.1-5)
Compreendemos que os versículos 1-5 estão ainda falando de uma cena do Milênio já que lemos sobre cura para as nações, o que seria desnecessário no estado eterno, mas que é necessário nesta terra por causa do dano causado na grande rebelião final (veja 20.7-8). A Nova Jerusalém tem um rio de água da vida e a árvore da vida. Não há maldição nem morte ali. O trono de Deus está lá e a glória do Senhor a ilumina. É uma cena de beleza indescritível.
9. ADVERTÊNCIAS, CONSOLOS, CONVITES E BÊNÇÃOS FINAIS (CAP. 22.6-21)
O livro encerra com uma bênção para todos que guardam as palavras desta revelação confiável; uma advertência para João não adorar o anjo intérprete; uma garantia de que a profecia seria cumprida em breve e várias promessas do retorno iminente do Senhor. O castigo dos impenitentes é ligado a um forte apelo do Evangelho. Uma maldição final é pronunciada sobre qualquer um que adulterar o livro.
Por fim, Deus é adorado, Cristo é glorificado, os santos estão no descanso eterno, Satanás é banido e o pecado abolido. Não há mais noite, nem mar, nem necessidade do sol e lua, nenhuma maldição, nem tristeza, nem dor, nem lágrimas e nada que corrompe. A VERDADEIRA Igreja aguarda por esta grande consumação com imensa expectativa. Amém!