terça-feira, 2 de junho de 2009

Posted by Eduardo G. Junior In | No comments
ciência, religião, darwin, estudo bíblico
‘A propagação de muitas religiões falsas exerceu grande influência sobre mim.’ — Charles Darwin

EM PRINCÍPIOS do século 19, a ciência e a religião desfrutavam duma relação de compatibilidade. “Mesmo em escritos científicos”, diz o livro Darwin: Before and After (Darwin: Antes e Depois), “os escritores não hesitavam em falar de Deus de forma obviamente natural e sincera”.

A Origem das Espécies, de Darwin, contribuiu para mudar isso. A ciência e a evolução passaram a formar uma aliança que deixou a religião — e Deus — de fora. “No modelo evolucionário de pensamento”, diz Sir Julian Huxley, “não há mais necessidade nem espaço para o sobrenatural”.

Hoje a teoria da evolução é tida como base indispensável da ciência. A razão principal dessa relação é identificada pelo físico Fred Hoyle: “Os cientistas ortodoxos estão mais preocupados em evitar o retorno aos excessos religiosos do passado do que em encarar a verdade.” Que tipo de excessos tornaram a religião tão repulsiva para a ciência?

A religião traz má reputação à criação: Numa suposta tentativa de defender a Bíblia, os “criacionistas” — a maioria aliada a protestantes fundamentalistas — insistem em que a Terra e o Universo existem há menos de 10.000 anos. Esse conceito extremista resultou em zombaria da parte de geólogos, astrônomos e físicos, pois contradiz suas descobertas.

Mas o que diz a Bíblia realmente? “No princípio Deus criou os céus e a terra.” (Gênesis 1:1) O tempo envolvido não é especificado. O “primeiro dia” da criação não é nem mesmo mencionado, senão em Gênesis 1:3-5. “Os céus e a terra” já existiam quando esse primeiro “dia” começou. Por conseguinte, podiam os céus e a Terra ter bilhões de anos, como afirmam os cientistas? Sim, podiam. A Bíblia simplesmente não especifica o tempo abrangido.

Outro excesso da religião é a maneira como alguns interpretam os seis ‘dias’ criativos. Certos fundamentalistas insistem que esses dias são literais, restringindo a criação da Terra a um período de 144 horas. Isto provoca cepticismo nos cientistas, pois eles acham que tal afirmação contradiz claras observações científicas.

Contudo, é a interpretação fundamentalista da Bíblia — e não a Bíblia em si — que discorda da ciência. A Bíblia não diz que cada “dia” criativo teve 24 horas de duração; na verdade, inclui todos esses ‘dias’ no muito mais longo “dia em que Yehowah Deus fez a terra e o céu”, indicando que nem todos os ‘dias’ bíblicos tinham apenas 24 horas. (Gênesis 2:4) Alguns deles podem ter tido milhares de anos de duração.

Os criacionistas e fundamentalistas trouxeram assim má reputação ao conceito da criação. Seus ensinos sobre a idade do Universo e sobre a duração dos ‘dias’ criativos não se harmonizam nem com a ciência razoável nem com a Bíblia. Contudo, há também outros excessos que tornaram a religião repulsiva para os cientistas.

Abuso do poder: No decorrer da história, a religião tem sido responsável por muitas injustiças. Na Idade Média, por exemplo, a doutrina da criação foi distorcida para justificar o apoio da igreja à autocracia européia. Insinuava que os humanos haviam sido colocados em sua posição social, ricos ou pobres, por decreto divino. O livro The Intelligent Universe (O Universo Inteligente) explica: “Dizia-se aos filhos mais jovens dos ricos que esse era o ‘sistema de Deus’ para eles receberem pouco ou nada dos bens da família, e os trabalhadores eram admoestados constantemente a se contentarem com ‘o estado ao qual Deus se agradara em chamá-los.’”

Não é de admirar que muitos temam retornar aos “excessos religiosos do passado”! Em vez de preencher a necessidade espiritual do homem, a religião muitas vezes a explorou. (Ezequiel 34:2) Um editorial da revista India Today comentou: “Com a espécie de reputação que estabeleceu no decorrer das eras, é de admirar que a religião ainda tenha retido alguma credibilidade. . . . Em nome do Criador Supremo, . . . seres humanos cometeram as mais abomináveis atrocidades contra seus semelhantes.”

O estarrecedor registro da religião falsa exerceu considerável influência sobre o modo de pensar de Darwin. “Gradualmente passei a descrer no cristianismo como revelação divina”, escreveu ele. “A rápida propagação de muitas religiões falsas sobre grandes regiões da Terra exerceu grande influência sobre mim.”

O triunfo da religião verdadeira: A hipocrisia religiosa não é novidade para o mundo. Jesus disse aos líderes religiosos, ávidos de poder, dos seus dias: “Por fora pareceis justos aos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e iniquidade.” — Mateus 23:28, Matos Soares.

O cristianismo genuíno, porém, ‘não faz parte do mundo’. (João 17:16) Seus seguidores não participam na religião corrupta e na política; tampouco são desencaminhados por filosofias que negam a existência dum Criador. “A sabedoria deste mundo é tolice perante Deus”, escreveu o apóstolo Paulo. — 1 Coríntios 3:19.

Todavia, isso não significa que os cristãos verdadeiros sejam cientificamente ignorantes. Ao contrário, os seguidores da religião verdadeira se interessam muito pela ciência. “Levantai ao alto os vossos olhos e vede”, foi dito ao antigo profeta Isaías. “Quem criou estas coisas?” (Isaías 40:26) De modo similar, para entender melhor o Criador, Jó foi convidado a explorar as maravilhas da natureza e do Universo. — Jó, capítulos 38-41.

Sim, aqueles que acreditam num Criador encaram a criação com temor reverente. (Salmo 139:14) Ademais, confiam no que o Criador, Yehowah, diz sobre uma maravilhosa esperança para o futuro. (Apocalipse 21:1-4) Por meio do estudo da Bíblia, milhões estão aprendendo que nem a origem do homem nem seu futuro dependem do mero acaso. Yehowah tinha um objetivo ao criar o homem, e esse objetivo será cumprido — para a bênção de todos os humanos obedientes. Nós o convidamos a investigar o assunto pessoalmente.

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