sábado, 13 de junho de 2009

comentario de atos dos apostolos, estudo de atos dos apostolos
Tema: O povo de Deus é firmado na fé
Texto Base: “As congregações continuavam deveras a ser firmadas na fé e a aumentar em número, dia a dia.” — Atos 16:5.

Deus usou Saulo de Tarso qual “vaso escolhido”. Como apóstolo Paulo, ele ‘sofreu muitas coisas’. Mas, mediante sua obra e a de outros, o povo de Deus gozava de união e de maravilhosa expansão. — Atos 9:15, 16.

Gentios tornavam-se cristãos em crescentes números, e uma reunião vital do corpo superintendente em Jerusalém contribuiu muito para promover união entre o povo de Deus e firmá-lo na fé. Será muito benéfico considerar estes e outros acontecimentos registrados em Atos 13:1–16:5, pois os servos de Deus experimentam hoje similares crescimento e bênçãos espirituais. (Isaías 60:22)

Missionários Entram em Ação: Homens enviados pela congregação de Antioquia, na Síria, ajudaram crentes a se firmarem na fé. (13:1-5) Em Antioquia havia os “profetas e instrutores” Barnabé, Simeão (Níger), Lúcio de Cirene, Manaém e Saulo de Tarso. Os profetas explicavam a Palavra de Deus e previam eventos, ao passo que os instrutores ensinavam a respeito das Escrituras e do modo de vida piedoso. (1 Coríntios 13:8; 14:4) Barnabé e Saulo receberam uma designação especial. Levando junto o primo de Barnabé, Marcos, eles foram para Chipre. (Colossenses 4:10) Pregaram nas sinagogas do porto oriental de Salamina, mas não há registro de boa acolhida da parte dos judeus. Visto que tais judeus eram abastados materialmente, que necessidade tinham do Messias?


Deus abençoou outras obras de testemunho em Chipre. (13:6-12) Em Pafos, os missionários encontraram o feiticeiro e falso profeta judeu Barjesus (Elimas). Quando este tentou evitar que o procônsul Sérgio Paulo ouvisse a palavra de Deus, Saulo ficou cheio do espírito santo e disse: ‘Ó homem cheio de fraude e vilania, ó filho do Diabo, inimigo de tudo o que é justo, não cessarás de torcer os caminhos direitos de Yehowah?’ Diante disso, a mão de punição de Deus cegou temporariamente a Elimas, e Sérgio Paulo “tornou-se crente, pois ficou assombrado com o ensino de Yehowah”.

De Chipre, o grupo velejou para a cidade de Perge, na Ásia Menor. Daí Paulo e Barnabé foram para o norte, através de desfiladeiros, provavelmente ‘em perigos de rios e de salteadores de estrada’, rumo a Antioquia, na Pisídia. (2 Coríntios 11:25, 26) Ali Paulo falou na sinagoga. (13:13-41) Recapitulou os tratos de Deus com Israel e identificou o descendente de Davi, Jesus, como o Salvador. Embora os governantes judeus tivessem exigido a morte de Jesus, a promessa feita aos antepassados deles cumpriu-se quando Deus o ressuscitou. (Salmo 2:7; 16:10; Isaías 55:3) Paulo alertou seus ouvintes a não menosprezarem a dádiva divina da salvação, através de Cristo. — Habacuque 1:5, Septuaginta.

O discurso de Paulo suscitou interesse, como se dá hoje com os discursos proferidos pelos cristão nos ajuntamentos para adoração pública. (13:42-52) No sábado seguinte, quase a cidade inteira se reuniu para ouvir a palavra de Yehowah, o que deixou os judeus cheios de ciúme. Ora, em apenas uma semana, aqueles missionários aparentemente haviam convertido mais gentios do que aqueles judeus em toda a sua vida! Visto que os judeus blasfemamente contestavam Paulo, era tempo de a luz espiritual brilhar em outra parte, e foi-lhes dito: ‘Visto que repelis a palavra de Deus e não vos julgais dignos da vida eterna, nos voltamos para as nações.’ — Isaías 49:6.

Os gentios passaram então a regozijar-se, e todos os corretamente inclinados para a vida eterna tornaram-se crentes. Mas, à medida que a palavra de Yehowah era levada através de todo o país, os judeus atiçaram mulheres bem conceituadas (provavelmente para pressionar seus maridos ou outros) e os homens de destaque para que perseguissem Paulo e Barnabé e os expulsassem de suas fronteiras. Mas, isto não deteve os missionários. Simplesmente “sacudiram contra eles o pó dos seus pés” e foram para Icônio (moderna Konya), uma importante cidade na província romana da Galácia. (Lucas 9:5; 10:11) Mas, que dizer dos discípulos que ficaram em Antioquia da Pisídia? Tendo sido firmados na fé, eles “continuaram cheios de alegria e de espírito santo”. Isto nos ajuda a ver que a oposição não necessariamente impede o progresso espiritual.

Firmes na Fé Apesar da Perseguição: Os próprios Paulo e Barnabé mostraram-se firmes na fé, apesar da perseguição. (14:1-7) Em resultado de seu testemunho na sinagoga de Icônio, muitos judeus e gregos tornaram-se crentes. Quando judeus descrentes incitaram os gentios contra os novos crentes, esses dois obreiros falaram destemidamente pela autoridade de Deus, e este mostrou sua aprovação por habilitá-los a realizar sinais. Isto dividiu as massas, alguns a favor dos judeus e outros a favor dos apóstolos (ou: enviados). Os apóstolos não eram covardes, mas, ao saberem de um complô para apedrejá-los, sabiamente partiram para pregar em Licaônia, uma região na Ásia Menor, no sul da Galácia. Sendo prudentes, nós também não raro podemos continuar ativos no ministério, apesar de oposição. — Mateus 10:23.

A cidade licaônica de Listra foi a próxima a receber testemunho. (14:8-18) Nesse local, Paulo curou um homem coxo de nascença. Despercebendo que o responsável pelo milagre era Yehowah, a multidão bradou: “Os deuses tornaram-se iguais a humanos e desceram a nós!” Sendo que isso foi dito na língua licaônica, Barnabé e Paulo não sabiam o que se passava. Visto que Paulo tomava a iniciativa em falar, o povo encarou-o como sendo Hermes (o eloquente mensageiro dos deuses) e pensava que Barnabé fosse Zeus, o principal deus grego.

O sacerdote de Zeus chegou a trazer touros e grinaldas para oferecer sacrifícios a Paulo e Barnabé. Provavelmente falando grego, de entendimento geral, ou usando um intérprete, os visitantes prontamente explicaram que eles também eram humanos sujeitos a padecimentos e que estavam declarando as boas novas de modo que as pessoas se voltassem “destas coisas vãs” (deuses sem vida, ou ídolos) para o Deus vivente. (1 Reis 16:13; Salmo 115:3-9; 146:6) Sim, Deus anteriormente permitira que as nações (mas não os hebreus) andassem nos seus próprios caminhos, embora não se deixasse sem testemunho em favor de sua existência e bondade ‘por dar-lhes chuvas e estações frutíferas, enchendo os seus corações plenamente de alimento e bom ânimo’. (Salmo 147:8) Apesar desses argumentos, Barnabé e Paulo mal conseguiram restringir as multidões de lhes oferecer sacrifícios. Não obstante, os missionários não aceitaram homenagem como se fossem deuses, nem usaram tal autoridade para fundar o cristianismo naquela região. Um bom exemplo, em especial se temos a tendência de anelar adulação pelo que Deus permite que realizemos no seu serviço!


Subitamente, a perseguição mostrou a sua face cruel. (14:19-28) Como? Persuadidos pelos judeus de Antioquia da Pisídia e Icônio, as turbas apedrejaram Paulo e arrastaram-no para fora da cidade, tendo-o como morto. (2 Coríntios 11:24, 25) Mas, quando os discípulos se acercaram dele, Paulo levantou-se e entrou em Listra sem ser notado, talvez sob a cobertura da escuridão. No dia seguinte, ele e Barnabé foram a Derbe, onde um bom número de pessoas se tornaram discípulos. Revisitando Listra, Icônio e Antioquia, os missionários fortaleceram os discípulos, encorajaram-nos a permanecerem na fé, e disseram: “Temos de entrar no reino de Deus através de muitas tribulações.” Como cristãos, nós também esperamos sofrer tribulações, e não devemos tentar fugir delas por transigir na nossa fé. (2 Timóteo 3:12) Naquela época, foram designados pastores nas congregações às quais a carta de Paulo aos gálatas foi escrita.

Passando pela Pisídia, Paulo e Barnabé falaram a palavra em Perge, uma importante cidade da Panfília. Com o tempo, eles retornaram a Antioquia, na Síria. Terminada então a primeira viagem de Paulo, os dois missionários relataram à congregação “as muitas coisas que Deus tinha feito por meio deles, e que ele abrira às nações a porta da fé”. Passaram então um bom tempo com os discípulos em Antioquia, e isto sem dúvida muito contribuiu para firmá-los na fé.

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